quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Patrocínia, a Heroína

As menores, de 4 e 6 anos, vivem com a mãe esquizofrénica, num ambiente de maus tratos, negligência e promiscuidade. Mas a D. Patrocínia de repente descobriu que quer tomar conta das meninas. E para vincar bem a sua posição, por pouco não matava a professora, a auxiliar e as assistentes sociais. E aqui está a tua obra, Partido Socialista.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Linchamento Evitado


A GNR da Covilhã interveio ontem em Verdelhos para resgatar três assistentes sociais, uma professora e uma auxiliar que se refugiaram no centro social e na escola, sob ameaças de populares, na sequência da confusão causada por uma mulher que tentou impedir a retirada de duas filhas, de 4 e 7 anos, vítimas de maus tratos.


Por:Isabel Jordão


Segundo fonte policial, os sinos tocaram a rebate e em pouco tempo juntaram-se "50 a 60 pessoas, que, sem saberem o que se passava, lançavam ameaças às mulheres".

Foi necessário criar um cordão de segurança para permitir a saída das técnicas no jipe da GNR, enquanto a professora era resgatada na bagageira de outra viatura.

"Durante mais de uma hora viveu--se uma situação complicada, com os populares a insurgirem-se contra as técnicas e os militares, chegando a atravessar viaturas à frente do jipe da GNR", contou a fonte policial.

As técnicas, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Covilhã, preparavam-se para levar as meninas para uma instituição, com a concordância da mãe, que já tinha assinado um documento quando começou a gritar que lhe iam levar as meninas. Continuam na aldeia, mas com "uma família idónea".


Comentário: Eis o resultado de 6 anos de incitamento ao ódio aos professores. Noutros tempos, bastaria a professora aparecer para os ânimos serenarem. Após e anos de socratismo, a professora tem é que sair na bagageira do carro, para não a matarem.
Mas isto é diário. O menino chama, por exemplo, "puta" à professora. Tem falta disciplinar. Liga à família e passado meia hora já lá estão os chungas todos de navalhas em punho. IMPUNES.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Aleluia! Vem aí a Educação Sexual!



"Fazer amor na praia.

Existem alguns problemas. O primeiro é que, pelo menos no nosso país, é um bocado difícil encontrar uma praia deserta no Verão. Ou seja, depois de encontrar “a” praia, o casal pode enfrentar o risco de ser abruptamente interrompido ou até observado.

O segundo é que as praias, além de estarem cheias gente, estão também cheias de… areia. Fazer amor acariciado pelas ondas é uma aventura apetecível mas é preciso ter cuidado com a areia: se esta entrar na vagina poderá causar pequenas feridas. E a água do mar poderá afectar a eficiência dos preservativos.

Se o cenário escolhido for uma piscina ao luar, não se deve esquecer que as piscinas escorregam, logo, cuidado para a noite não acabar na urgência com a cabeça partida e uma daquelas histórias muito estranhas.

Finalmente, há que não esquecer que os corpos dentro de água (especialmente salgada) flutuam, o que poderá comprometer a exequibilidade de algumas posições ditas “clássicas” mas constituirá um desafio à imaginação dos mais ousados.

PS – Mas esta é uma experiência que poderá suscitar umas boas gargalhadas e, efectivamente, o riso é um dos melhores afrodisíacos.”



Os tempos em que nas escolas se ensinava coisas "chatas", já lá vão. A malta quer lá saber de Biologia, Filosofia ou Geografia! A malta quer é Anatomia! Umas cambalhotas, umas ganzas, muita curte! Viva o Socialismo!

sábado, 23 de outubro de 2010

A Bela e o Monstro


A Bela é o Sócrates, é claro. Ele é um bonitão! Ele é o 6º homem mais sexy do mundo (!). LOGICAMENTE, com tanta beleza e sex-appeal, ele é um bom governante.

O Monstro é o raio da "velha". Então não é que aquela desgraçada tem o desplante de nascer antes do menino Zézinho!!! É "velha", não presta. O Povo, que é sábio (tão sáááábio!!!), votou na Bela e correu com o Monstro. O resultado está à vista.

Se demorar clique aqui, sff.

Há que calar a Verdade! Estilo URSS!




Qualquer professor que pactue com este Governo é meu inimigo pessoal e merece todo o meu desprezo.

"CEF de Electricidade, uma turma a não esquecer". É assim que começa um vídeo posto a circular na internet por jovens que se identificam como alunos do Curso de Educação e Formação (CEF) da Escola Faria de Vasconcelos, de Castelo Branco.

Ao longo de cinco minutos, o grupo mostra o que faz dentro da sala de aula na ausência de professores, a começar por um jogo de cartas. Já perto dos dois minutos surge a legenda "Patrão fora? Dia santo na loja!", que marca o inicio de um capítulo dominado pelo vandalismo. Os jovens atiram bancos pelo ar, saltam por cima das mesas, partem objectos, jogam no computador da sala de aula, arrombam um armário e destroem uma porta da sala com uma espécie de machado. Pelo meio vê-se o que parece ser um professor sentado na mesa, enquanto um dos alunos filma sem que este se aperceba. Porém nestas imagens não há actos de vandalismo.

A fase final do vídeo é dedicada ao que os jovens chamam de "reciclagem". Os planos mostram o pavilhão da escola onde se encontravam depositados alguns electrodomésticos velhos, que estes se encarregam de destruir. Antes de terminar ainda é feita uma compilação dos actos de vandalismo já apresentados, que termina com a expressão "um ano e peras".

O vídeo diz respeito ao ano lectivo de 2009/2010 e o autor assina com um pseudónimo. Este corresponde a um jovem de Castelo Branco com 17 anos, de acordo com a informação contida no canal que gere no portal de vídeos Youtube. A morada de internet correspondente ao vídeo chegou ao Reconquista através de uma mensagem anónima de correio electrónico, enviada por alguém que se identifica como professor. Já depois desta denúncia o vídeo foi removido do Youtube pelo próprio autor do canal, mas o Reconquista extraiu uma cópia do mesmo logo que teve conhecimento da denúncia.

Confrontada com a existência das imagens, Graça Ventura, a directora do Agrupamento de Escolas Faria de Vasconcelos, disse desconhecer o vídeo, mas garante que o mesmo "é falso" e que se trata de uma montagem destinada a caluniar a escola. No entanto nos actos de vandalismo filmados no exterior identifica-se o pavilhão e algumas das habitações em redor.

O Reconquista disponibilizou-se para mostrar as imagens à responsável pela escola, mas esta recusou, apesar da insistência.

Relato de Uma Fraude



É da revista Sábado, que não está ao serviço dos socialistas, como a Visão. O pessoal a pouco e pouco vai percebendo o que é o socialismo... Mas quando entenderem mesmo, será tarde. Sem um Ensino a sério, uma Sociedade fica doente. Socialismo é servidão, mediocridade, medo e miséria.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ISTO É ÉPICO!




Guarda

Aluna inventa violação para faltar às aulas

Uma jovem de 17 anos que frequenta a Escola Secundária da Sé, na Guarda, inventou ter sido violado por quatro rapazes como justificação para faltar às aulas.

Saiba mais na edição de hoje do 'Correio da Manhã'.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Todo este blog num post

A malta fuma umas brocas e bebe vodka, e depois a malta vai ver se é desta que consegue endoidecer o professor. Fixe! A malta conseguiu! Este não se matou, como o de Fitares, mas paciência!

Ah, ah! Que fixe! A malta daqui a uns anos tem um diploma de Novas Oportunidades mas não sabe NADA!

É o que estão a fazer ao Ensino Público, metodicamente: uma fábrica de ignorantes e marginais!

A malta que já tem idade para votar, é pior que esta malta adolescente! Porque acha isto "normal", e com jeitinho ainda culpa o professor... É manipulação à Sócrates-Obama-Lula-Gordon Brown & C.a...

Nós, professores, passamos pelo que este professor passou, todos os dias, e várias vezes ao dia. A nossa profissão, que dantes era ensinar, passou a ser aguentar isto sem endoidecer. Alguns não aguentam.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/eua-professor-perde-a-cabeca-e-atira-cadeiras

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Como Foi Possível?"


O romance Ilusão ou o Que Quiserem de Luísa Costa Gomes, professora que em boa hora deixou o Ensino, recebeu o prémio Fernando Namora/Estoril Sol. O júri destacou, entre outros aspectos, o seu "ágil registo estilístico de constante ironia, quer pela análise penetrante de alguns comportamentos tipo da actual sociedade portuguesa, muito em especial no tocante a métodos pedagógicos aplicados nas escolas".

Digo que deixou o Ensino em boa hora porque o Ensino actual merece que TODOS os professores o abandonem. É que um dia olharemos para trás e perguntaremos como foi possível aguentarmos o caos, a violência, a loucura que o Eduquês implantou nas escolas. Um dia olharemos para trás e sentiremos vergonha das centena de horas em acções de formação, a atirar novelos de lãs uns aos outros e a fazer o exercício de "caír para trás", pela enésima vez, sob o olhar esgazeado e o sorriso imbecil da eduquesa ou do eduquês cor-de-rosa de serviço.

Luisa Costa Gomes já olha. E eu adorava ver a cara do irmão do Sampaio, do, do Stretch e dos outros esgazeados de sorriso imbecil os pais da coisa...

"Durante toda a semana a Teresesinha veio pouco a casa. Quando por fim lhe perguntei pelo trabalho, disse-me naquele tom didáctico dos momentos pré-colapso em princípio teríamos de nos mudar para mais perto da Jessica, porque era muito desgastante segui-la de tão longe sem uma base doméstica. Estava agora firmemente convencida de que para a Jessica ter sucesso era preciso que todo o contexto familiar fosse educado, porque a escola nada pode quando não há transmissão dos valores fundamentais do humanismo, nem sentido crítico na avaliação das mensagens dos média (...).

O projecto de Teresesinha era elevar a família de Jessica em peso (mãe e cinco meios-irmãos, um de cada pai), à fruição estética e morfolinguística. Queria propor-lhe uma ida ao teatro e contava comigo para fornecer o espectáculo. «Educação pela Arte», disse ela, de forma significativa. «Mas nós nem sabemos ainda o que fazer a seguir», disse eu. Era incomensurável o que se jogava na primeira experiência cultural daqueles desfavorecidos. «Que fazer?», perguntou-me. «Vamos devagar» aconselhei. «Começas por uma ida ao cinema, vais com eles ver um filme menos javardo, depois discutem, fazem um passeio à Expo, visitam uma coisa de banda desenhada e vais subindo por aí acima, aumentando o grau de complexidade e...» «Mas contextualizando sempre», disse ela. «Sempre», disse eu e lá mais para o fim do ano escolar, quando os sentires bem motivados e com bom olho para os contextos, vais com eles a um Museu.». Ela ponderou a hipótese. «Se for entrada livre, ainda se pode pensar nisso.» E teorizou. «As pessoas sentem-se muito descontextualizadas. Vêem, mas não sabem o que estão a ver. Como não sabem, não gostam. E depois não querem ver mais.» «A resposta é a integração», rematei. Não queria parecer pouco entusiasmada. «Como é possível eles aprenderem o que quer que seja se deixarem as raízes para trás?» Não lhe quis dizer que em princípio todos nós deixamos as nossas raízes para trás. «É uma família muito desestruturada, muito carenciada, a de Jessica. Como é que ela pode aprender o que quer que seja se não está integrada numa cultura? É óbvio que tem de haver programas específicos para estas pessoas!» Matemática para Pobres, Geografia para Refugiados, Biologia para Minorias», disse eu."

domingo, 3 de outubro de 2010

A culpa será do povo?

100 anos de República, 36 anos de "25 de Abril", 14 anos de PS, e continuamos nisto???...

FAVA RICA!...

Mara Fava, irmã de Sofia, com Clotilde Fava, mãe, num evento na Mãe de Água, da EPAL, em Lisboa

Finanças

Cunhada de Sócrates é assessora na EPAL
Mara Fava trabalha na organização do arquivo histórico. Irmã da ex-mulher de José Sócrates passou de precária a assessora da administração.


02 Outubro 2010
Por:António Sérgio Azenha


A EPAL, empresa pública tutelada pelo Ministério do Ambiente, contratou em Junho deste ano, já em plena derrapagem das contas públicas, a cunhada do primeiro-ministro para assessora do conselho de administração. A admissão de Mara Mesquita Carvalho Fava, irmã de Sofia Fava (ex-mulher de José Sócrates), nos quadros da EPAL ocorreu após quase dois anos como trabalhadora da empresa a recibos verdes. A cunhada de José Sócrates terá um salário mensal bruto de 2103 euros, acrescido de 21,5% do ordenado por isenção de horário de trabalho.

O ingresso de Mara Fava nos quadros da EPAL foi revelado pelo próprio jornal da empresa: na edição de Junho de 2010 do ‘Águas Livres’, na coluna Movimento de Pessoal, indica-se que foram admitidas Mara Fava e Mariana Barreto Dias de Castro Henriques, mulher de Jorge Moreira da Silva, ex-secretário de Estado do Ambiente, ex-consultor do Presidente da República e vice-presidente do PSD. A EPAL diz que "a admissão das duas funcionárias referidas fez-se de acordo com as regras em vigor na empresa e de acordo com a avaliação do curriculum e desempenho efectuada pelos serviços respectivos". E frisa que, "desde 2005, foram admitidos na empresa 111 novos colaboradores".

Como Mara Fava é irmã da ex-mulher do primeiro-ministro e o presidente da EPAL, João Fidalgo, foi nomeado para este cargo no primeiro Governo de José Sócrates, em 2005, o CM tentou saber junto do gabinete do chefe do Executivo se Sócrates tinha conhecimento do ingresso de Mara Fava na EPAL. Até ao fecho desta edição, não obteve resposta.

A Comissão de Trabalhadores, em resposta ao CM, assume que o assunto "é falado entre os trabalhadores da EPAL e em termos nada abonatórios para os envolvidos directa ou indirectamente na sua admissão, assim como para a justificação do vencimento mais isenção de horário de trabalho".

Tudo porque, diz, essas pessoas "foram admitidas com a categoria de assessoras, para assessorar um assessor do conselho de administração para a organização do Arquivo Histórico da EPAL, com um vencimento muito superior a qualquer admissão vulgar de início e isenção de horário de trabalho".

FAMÍLIA REUNIDA NA MÃE DE ÁGUA

A exposição de pintura de Clotilde Fava na Mãe de Água, que é propriedade a EPAL, foi o motivo para José Sócrates ter um encontro com a família da ex-mulher, Sofia Fava, e os filhos, segundo a reportagem da ‘Caras’.

O primeiro-ministro, de acordo com a revista, admitiu admirar o trabalho da sogra: Sou um fã e um admirador dela há muitos anos", afirmou José Sócrates.

MULHER DE VICE DO PSD INGRESSOU TAMBÉM NA EPAL

Mariana Henriques, mulher do vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, entrou nos quadros da EPAL em Junho de 2010.

O ex-secretário de Estado do Ambiente e ex-consultor do Presidente da República diz que quando a mulher foi para a EPAL, há dois anos, e mudou de contrato [para efectiva na EPAL, em 2010], ele "não tinha nenhuma actividade político-partidária". E frisa que a mulher coordenou a recuperação do Museu Bordalo Pinheiro.

LÍDER DA EPAL E CHEFE DO GOVERNO SÃO PRÓXIMOS

O presidente da EPAL e José Sócrates têm relações de proximidade. O líder da EPAL foi nomeado pelo então ministro do Ambiente Nunes Correia para a presidência da EPAL em Maio de 2005, após a tomada de posse do Executivo.

A mulher de João Fidalgo, Madalena Presumido, ex-directora Regional do Ambiente, é administradora da Valorsul, firma do grupo Águas de Portugal, tal como a EPAL.

MERCEDES NO CONSELHO DE MINISTROS

Um luxuoso Mercedes S450, que custa 134 mil euros, foi recentemente adquirido pelo Governo para a frota do Estado e está guardado na garagem da sede da Presidência do Conselho de Ministro s.

O veículo servirá para transportar altas individualidades na Cimeira da Nato, nomeadamente Durão Barroso. Normalmente, a frota do Estado, destinada ao protocolo, é gerida no Ministério dos Negócios Estrangeiros e não pela Presidência do Conselho de Ministros.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inglês Técnico!

Dói, não dói?



Quarteira: Agressões terão ocorrido na Escola 2,3 D. Dinis e nas suas imediações

Aluno denuncia bullying
O pai de um aluno da Escola 2,3 D. Dinis, de Quarteira, no Algarve, queixa-se do filho ter sido alvo de bullying por colegas mais velhos.



"Quatro alunos do curso de Educação Formativa, com cerca de 17 anos, queriam obrigar o meu filho, de dez anos, a chamar nomes à professora. Como o Samuel recusou e os denunciou à docente, vingaram-se", contou ao CM Rui Costa, pai do jovem aluno.

"Na sexta-feira, obrigaram-no, à estalada, a comer pequenas pedras. No domingo, o meu filho estava a brincar na rua, perto da escola, com outros jovens. Vieram os agressores e meteram-no, à força, dentro de um caixote do lixo público", refere Rui Costa, revoltado com o facto de ainda lhe terem arremessado uma beata a arder para dentro do recipiente. "Para o miúdo não sair, colocaram uma pedra na tampa. Só meia hora depois, os outros amigos do Samuel alertaram um adulto que passava no local e que libertou o meu filho", salienta Rui Costa, insatisfeito com a direcção da escola. "Receberam-me no hall de entrada e mandaram-me falar com a GNR".

Fonte do conselho directivo disse ao CM que o "aluno é problemático e de difícil integração", adiantando que "criou muitos problemas no ano passado e tem sido acompanhado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens".


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Poooois é!... Quando é o professor que leva pancada dos alunos, que tem o carro incendiado ou que se mata porque já não aguenta mais ser insultado e vilipendiado, o pessoal até ri e goza. Quando é com os nosso filhos, já dói. Os CEF, como venho dizendo há anos e anos, são viveiros de marginais sem recuperação possível, que já chupam os nossos impostos e continuarão a chupá-los e a lotar as nossas prisões.
Que espancam os nossos filhos e nos tornam a vida impossível. Vão à escola para justificar o RSI e a casa que pagamos às famílias. Nas ruas, assaltam-nos, ameaçam-nos, espancam-nos se não lhes damos logo a carteira. Às vezes matam. Mas com sorte, e bola baixinha, a gente pode escapar.

O Sr. Rui Costa queria que a escola fizesse alguma coisa! Mas como, Sr. Rui Costa, se os marginais são intocáveis? Como, se o Director tem ordens de "cima" para abafar a VERDADE?

Continuem a votar PS! Eles dão Magalhães e deixam malhar nos professores! É fixe!

"Quotidianos"



Daqui

Apetece-me partilhar o que sinto.
Será que as aulas introduzidas este ano de enriquecimento curricular,no meio das aulas curriculares, estarão a decorrer bem de norte a sul?
Que cansaço!..
Que tortura!..
Que inferno!..
Mas a OCDE não pode cá mandar uns rapazes ou raparigas para ver o estado em que a coisa chegou?..
Ando com vontade de fazer um filmezinho sobre um dia de aulas num TEIP, com o novo modelo de AECS pelo meio das aulas, e espetar com ele no Youtub.
Um TEIP que tem na escola mais problemática do 1º ciclo apenas 1 prof de apoio. Prof de ensino especial, é uma miragem. Ou não chegam, ou adoecem.. Tudo para os titulares de turma.
A rapazeada não pode ver o trabalho à frente. Tento convencê-los o dia inteiro da importância de saberem mais, mas não resulta muito.
Quando os tento acalmar e fazer um trabalho sério, lá se vai tudo. Acabou de chegar o prof de hip-hop.. Berros espojamentos no chão…
Eu tento retirar-me para um canto da escola para esperar e entrar novamente em cena,e acabar uma aula de matemática que tinha iniciado pela manhã, e eis que me deparo com uma luta de um jovem de 9 anos que já tinha batido numa empregada e tinha acabado de atirar ao chão 4 ou 5 cadeiras.
Chamada a polícia, esta coincidiu com a entrada dos meus infantes que regressavam da sua aula de hip-hop. Fascinados pelo cenário tb quiseram assistir. Difícil, foi convencê-los que tinham que subir para a sala, para concluir a aula anterior.
Mas, eis que chega a professora de dança, que só hoje se apresentou e leva-os, para terem a sua primeira aula. Hoje não dançaram, foi apenas apresentação.
Eu humildemente, retirei-me e procurei o cantinho da escola que tinha procurado, na aula anterior, quando do hip-hop.
Mas esta aula de dança, como a aula de teatro, como a de expressões fazem parte de um outro projecto da escola, e os professores são obrigados a estarem presentes e a interagir. Subi e instalei-me na minha cadeira, a tentar descansar um pouco, visto ser apresentação. A aula de dança acabou, mas tinha o Apoio ao Estudo. A hora ia avançada, e aqui a rapazeada olhou-me, implorou-me: _Professora, nós estamos cansados. Eu li nos olhos deles, que aquela hora não podiam estar de outra maneira. Eu tb estava estourada. Não conseguia fazer mais nada!
Quanto ao que devia ter feito e não fiz, o problema não é meu. Dos alunos tb não.
Foi pouquíssimo o que consegui fazer hoje.
Quem sabe se amanhã não consigo acabar a aula de hoje…
Se não acabar ficará para o próximo dia. Eu irei lá estar todos os dias em príncipio..
Horas de apoio na sala? 2h 50 m semanais.
De referir que estou a falar de uma turma de 4º ano, com níveis de aprendizagem que passam pelo 1º, 2º, 3º e 4ºanos. Dois dos alunos são de Ensino Especial.
Possivelmente, quem ler isto, pensará que estou a inventar. É pura verdade e passa-se numa escola portuguesa.
Amanhã há outro dia e o sol nascerá de novo.
Só peço que o possa ver nascer. Isso será o mais importante.
Quanto a fazer coisas sérias e com alguma qualidade, faz parte do passado. Esse já não volta..

Luana

sábado, 25 de setembro de 2010

O Estranho Caso do Menino Que Não Desabafa!



Lourinhã: Na EB 2,3 Dr. Afonso Rodrigues Pereira

Ameaça docente com tesoura


Um aluno de 11 anos ameaçou a professora com uma tesoura na sala de aula, anteontem, na escola básica de 2º e 3º ciclos Dr. Afonso Rodrigues Pereira, na Lourinhã. Na origem da tentativa de agressão terá estado uma discussão em torno do computador Magalhães.

Por:André Pereira


O aluno, R. Santos, já referenciado por outros episódios violentos, encontra-se suspenso e ontem já não foi às aulas. Os pais, ambos desempregados, foram informados pela Comissão Administrativa Provisória (CAP) da escola, mas só na próxima semana vão procurar saber qual a duração da suspensão.

"Quando saiu de casa, o R. estava bem. Estava calmo. Depois telefonaram-me da escola a dizer que tinha tentado agredir a professora com uma tesoura", contou a mãe, Carla Rodrigues, de 26 anos, desconhecendo os motivos que levaram ao gesto do filho: "Ele não me conta nada. O R. é muito calado. Não desabafa."

Segundo João Barbosa, de 48 anos, padrasto de R. Santos, o professor Bruno Santos, assessor da CAP, explicou que "o motivo da suspensão tinha sido a ameaça à professora". "Dizem que é um crime público e está suspenso por isso. De certeza que não quis fazer mal à professora. Parece-me exagerado", afirmou João Barbosa.

O casal e os três filhos – R. Santos (11), B. Santos (9), do primeiro relacionamento de Carla, e E. Barbosa (3), do actual – moram no bairro social da Ladeirinha, na freguesia de Reguengo Grande, e vivem com 600 euros do rendimento social de inserção. "Os novos colegas de turma têm Magalhães e ele não. Acho que as razões da discussão com a professora se devem a disso", justificou o padrasto.

Bruno Santos, da CAP, por sua vez, explicou que "o assunto está a ser legalmente tratado".



Claro que é exagerado! Então só por ameaçar a professora com uma tesoura, tentando esfaqueá-la, o menino é suspenso???!!!...

Ainda por cima até saiu de casa bem disposto e tudo! Se calhar aborreceu-se com alguma coisa e resolveu tentar esfaquear uma professorazita para descomprimir... Se não é para isso que as professoras servem, então não sei!...

E depois é uma criança que não desabafa, coitadinho!!!... Já o irmão, que está na foto, ao colo, parece ir pelo mesmo caminho. Mas quando for para a escola, derivado ao hábito de malhar nas professoras, há-de começar a desemburrar, se Deus Nosso Senhor quiser...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Carta aberta à Srª Ministra da Educação de Portugal‏



CARTA ABERTA À SRª MINISTRA DA EDUCAÇÃO

Exmª Srª Ministra da Educação de Portugal,

As nossas mais cordiais saudações.

Somos um grupo de pais, da zona de Caldas da Rainha e Óbidos, cujos filhos iriam este ano usufruir do apoio financeiro para o ensino especializado da música.
De acordo com o estipulado no Despacho nº 12522 / 2010 de 27 de Julho, este apoio financeiro manter-se-á para os casos em vigor, não sendo o mesmo prestado aos alunos deste ano, por motivos de contenção orçamental e redução da despesa publica.

Sabemos das dificuldades financeiras de Portugal, da necessidade da redução da despesa pública, pelo muito que se diz nos "media", pela situação económica mundial, etc.
Não poderíamos estar mais de acordo com a Srª Ministra da Educação, de facto é preciso haver contenção orçamental e redução da despesa publica.
Não nos parece incorrecto que um governo, opte, e opte bem, cortando na despesa pública que se afigure dispensável, factos aliás que aplaudimos, a bem de Portugal.
Somos de opinião de que existem dois vectores principais numa sociedade que não podem ser descurados: o direito à saúde e o direito à educação.

Parece-nos redundante referir que somente investindo na educação poderemos almejar uma sociedade mais evoluída, mais justa, mais pacificada, mais produtiva.
Srª Ministra, tem todo o nosso apoio no que concerne às dificuldades económicas de Portugal, à necessidade de cortes em algumas áreas consideradas não essenciais.
Gostaríamos no entanto, de perguntar aos legítimos governantes de Portugal (nos quais muitos dos signatários desta carta votaram), com que lógica se corta em qualquer vector da educação, quando a despesa pública não é reduzida em sectores perfeitamente dispensáveis.

Poderíamos referir a célebre sala de fumo da Assembleia da República, poderíamos referir as viaturas de alta cilindrada que o Estado adquire, poderíamos referir o aumento da despesa pública este ano com novas empresas, institutos, do Estado, poderíamos referir a empresa de meios aéreos (uma espécie de Força Aérea civil)
para combate a incêndios, quando esta actividade poderia ser efectuada pela Força Aérea, à semelhança do que se passa em Espanha e outros países (mesmo que recorrendo a pilotos de "outsourcing"), enfim, poderíamos referir o célebre TGV (os noruegueses não têm TGV e são mais ricos que nós), poderíamos referir igualmente as mordomias da classe política, pensões vitalícias e outras acumuladas, autêntico escarro na cara dos portugueses, mas para que o faríamos?

De facto, de nada adiantaria, pois somos governados por uma classe política (governo e oposição) de fraca qualidade, medíocre, que parece colocar os interesses partidários e temporais acima dos interesses nacionais.
Um dia, a Srª Ministra da Educação de Portugal irá embora do governo, levará o seu pecúlio, regalias, mordomias em vigor (tudo legal, pois a leis são feitas pelos senhores), quiçá irá para uma empresa de renome nacional ou um cargo importante. No entanto, existe uma responsabilidade a que a Srª Ministra, bem como os demais ministros deste e de outros governos, jamais se poderão eximir: a responsabilidade moral!

Carregarão nas suas consciências o ónus da rectidão ou não, da justiça ou não, do exemplo das suas atitudes ou não. Acreditamos que, um dia, todos nós responderemos pelos nossos actos, no imo dos nossos corações, longe de todas as conjecturas de ordem legal. Oxalá não lhes pese a consciência, por terem optado por esbanjar o dinheiro do povo - sim, o dinheiro não é do governo, mas sim do povo - em excentricidades, ao invés de terem apostado, a sério, com rigor, e na medida adequada, na educação, pedra basilar de qualquer sociedade do futuro.

Outro ministro virá, e outro, e outro... até que se cumpra Portugal.

Como votos de muito êxito, justiça nas tomadas de decisão, despedimo-nos respeitosamente,

Caldas da Rainha, 16 de Setembro de 2010

Um grupo de pais a quem foi negado apoio financeiro para a música, por motivos de cortes na despesa pública:

Ana Maria Martins - Óbidos - BI 8456466
António José de Pina e Moura Pereira - Óbidos
Fernanda Maria Miranda Pereira - Óbidos - BI 7512001
Ivone Maria da Silva – Óbidos – BI 8451868
José Carlos Miranda Lucas - Óbidos - BI 7849415
Maria Leonor Coutinho de Abreu Quintas - São Martinho do Porto - BI 8062681
Maria Teresa da Costa Figueiredo - Caldas da Rainha - BI 6965487
Paula Martins - Caldas da Rainha
Paulo Alexandre da Silva Cristino – Óbidos – BI 7375438
Victor José Califórnia Quintas Laranjeira - São Martinho do Porto - BI 4117561

PS - Muitos outros pais desejariam ter assinado esta carta aberta, mas... têm receio de represálias (onde pára o 25 de Abril?).

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Há Que Motivar o Xegordo!


Albergaria-a-Velha: Três jovens detidos pela PJ de Aveiro e soltos pelo tribunal

Rapariga atrai idoso para sexo e rouba-o

A rapariga de 18 anos colocava anúncios para encontros sexuais num serviço de teletexto. E os dois amigos, de 18 e 20 anos, entre os quais ‘Xe Gordo’, rapaz que aos 16 anos (em 2008) colocou no YouTube vídeos com uma simulação de um jogo de computador onde espancava um colega de escola, e que foi julgado o ano passado por incendiar autocarros, ajudavam-na depois a assaltar as vítimas.

Por:Ana Sofia Coelho/Tânia Laranjo



Foram todos apanhados pela Polícia Judiciária de Aveiro, mas acabaram libertados horas depois. O último alvo tinha sido um reformado de 73 anos, que ficou sem 300 euros depois de ser agredido.

O roubo ao idoso ocorreu no último dia 26 à noite. Depois de ver o anúncio no teletexto de um canal de televisão, o reformado, que vive sozinho, entrou em contacto com a jovem e combinaram um encontro em Albergaria-a-Velha. Uma vez chegados ao local marcado, a rapariga convenceu o homem a irem juntos para uma zona de pinhal.

Quando já se encontravam numa zona isolada, a rapariga fez com que a vítima saísse do carro. E subitamente o idoso viu-se rodeado pelos dois jovens encapuzados que, armados com uma pistola, ameaçaram o septuagenário de morte. Depois de algumas agressões, às quais a vítima de roubo reagiu e retaliou, a dupla conseguiu tirar-lhe todo o dinheiro que levava. O trio de assaltantes acabou por fugir no automóvel do reformado, com 300 euros que lhe roubaram.

A vítima foi imediatamente à Polícia Judiciária, que conseguiu interceptar os três jovens, apreender as armas e os capuzes utilizados no crime. Recorde-se, ainda, que em Janeiro do ano passado ‘Xe Gordo’ foi detido pela Polícia Judiciária por ter lançado fogo a quatro autocarros da Central de Transportes de Albergaria-a-Velha, para mostrar aos amigos que era destemido. Condenado a três anos com pena suspensa e a uma indemnização de 50 mil euros, voltou a sair agora em liberdade, com apresentações periódicas à polícia.






Pessoalmente na minha própria opinião pessoal acho que a culpa é dos malandros dos professores que são uns incompetentes que não conseguem motivar o Xegordo para uma cidadania responsável no quadro do respeito pelos direitos do Outro, e consequentemente o Xegordo deve ser acarinhado e levar muitos miminhos, na sua condição de VÍTIMA da Sociedade!

domingo, 4 de julho de 2010

«A saúde mental dos portugueses»


Transcrição do artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público, 2010-06-21

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso

Médico psiquiatra

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Villaverde Cabral Dixit

Mas os críticos da ministra estão longe de estar apenas nas fileiras da oposição ou dos sindicatos. “Tenho uma longa relação de amizade e colaboração com a Maria de Lurdes Rodrigues e não queria estragar essa relação mais do que provavelmente já está”, começa Manuel Villaverde Cabral, 68 anos, investigador, presidente do conselho directivo do Instituto de Ciências Sociais.

“Vai arrastar Sócrates ”

Apesar das reservas, continua. “Não se pode ser ‘autoritário’ com os professores”, fazer deles “o bode expiatório do insucesso escolar”, ser “‘liberal’ com os alunos e completamente ‘populista’ com as chamadas famílias – que, de forma geral, não são capazes nem fazem qualquer esforço para apoiar os filhos no processo de aprendizagem -, quando toda a gente sabe que, em qualquer sociedade, os alunos só têm êxito quando os pais entram com a sua quota-parte de esforço!”

O sociólogo acha que o raciocínio político de Lurdes Rodrigues foi este: “O sistema educativo não funciona; a culpa é dos professores; o castigo será a avaliação!” Resultado: “A carreira dela como ministra não tem salvação. E, como o primeiro-ministro não pode demiti-la, sob pena de perder a face, é ela quem vai arrastar o engenheiro Sócrates para o ‘inferno’.” Villaverde Cabral, que falou ao P2 dois dias antes de o Governo anunciar que iria rever aspectos da avaliação do desempenho docente, faz questão de sublinhar que esta é a sua apreciação de “analista político”.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Para mim não é novidade...

Um estudo vem agora revelar que os Portugueses não gostam do estudo.

Trata-se de uma entrada no blog do Venerando Matos ("Vedrografias") que comenta números muito interessantes (divulgados hoje no Público) no que respeita ao "interesse" escolar dos alunos portugueses .

... parece que, afinal, não são propriamente os professores os culpados do insucesso deles!!

Mas claro, a divulgação que é dada a estes contributos para a explicação do insucesso escolar em Portugal, é escassa porque não convêm...

"São marcas que continuam a acompanhar os portugueses. Cá dentro, Portugal tem a segunda taxa mais elevada de abandono escolar precoce da União Europeia.

Lá fora, os filhos dos emigrantes portugueses continuam a desistir. No Luxemburgo, um em cada quatro alunos que abandona a escola secundária é português, dá conta um estudo do Ministério da Educação luxemburguês, ontem divulgado pela agência Lusa.

"Entre os estudantes estrangeiros que frequentam o ensino secundário naquele país, os portugueses são os que apresentam a maior taxa de abandono escolar.

No último ano lectivo, estavam inscritos nas escolas públicas 7046 portugueses. Desistiram 454, o que representou um aumento de cinco por cento em relação ao ano anterior. Os alunos portugueses representam 19,1 por cento da população estudantil do Luxemburgo. São o maior grupo entre os estrangeiros que estudam naquele país.

"A outra face da mesma moeda: dados recentes mostram que, nos EUA, Canadá, Grã-Bretanha e Suíça, os filhos dos emigrantes portugueses estão também entre os que obtêm resultados escolares mais baixos entre as comunidades estrangeiras. ( !!! )

Para Hermano Sanches Ruivo, responsável pela primeira associação de luso-descendentes criada na Europa, a Cap Magellan, a reprodução desta situação deve-se em grande parte ao facto de muitas famílias continuarem a não valorizar o papel da educação.

"Para muitos, educação é os filhos fazerem o que eles fizeram", comenta ao PÚBLICO.

"Não têm tempo para acompanhar os filhos, não gastam dinheiros em aulas suplementares para compensar atrasos. Os jovens, por seu lado, têm como preocupação começar a trabalhar o mais rapidamente possível."

"Também o organismo que coordena os serviços escolares na Suíça (CDIP) apontou, em 2007, o dedo às famílias. Os fracos resultados escolares das crianças portuguesas devem-se "ao desinteresse total dos pais em acompanhar" a educação dos filhos e à "origem sócio-cultural modesta" destes, afirmava-se num documento que suscitou a indignação dos representantes portugueses naquele país.


"Sanches Ruivo, que foi o primeiro luso-descendente a ser eleito para a Câmara de Paris, considera que a responsabilidade desta performance negativa recai também sobre os sucessivos governos portugueses. Tem sido feito muito pouco para promover a língua portuguesa, constata. Um resultado: em França, apenas 30 mil pessoas estão a aprender português, os estudantes de italiano são quase 300 mil, os de espanhol três milhões.

SÃO COINCIDÊNCIAS A MAIS. Os sistemas educativos do Luxemburgo, Canadá, Reino Unido, Suíça, França e Portugal, sendo muito diferentes - e alguns deles muito prestigiados internacionalmente - apresentam os mesmos dois problemas com os alunos portugueses: Abandono escolar e insucesso...

Não seria de explorar a possibilidade de estarmos perante um problema cultural de fundo, dos portugueses em relação à escola e à necessidade do estudo ?

Andou o Ministério da Educação, nos últimos anos, sob a liderança de Maria de Lurdes Rodrigues, com o beneplácito de um agradecido José Sócrates, com o apoio propagandístico de alguns "opinadores", como Emídio Rangel ou Miguel Sousa Tavares, a despejar sobre a opinião pública a ideia de que os professores portugueses eram uma espécie de crápulas, responsáveis pelo abandono escolar e pelos maus resultados dos alunos, para vir agora um estudo do Ministério da Educação do Luxemburgo revelar que são os estudantes portugueses naquele país os que registam mais abandono escolar e piores resultados.

Afinal, como prova esse estudo, reforçado por situação idêntica noutros países, como os Estados Unidos, o Canadá, a Grã-Bretanha e a Suiça, o facto das famílias portuguesas emigrantes não valorizarem o estudo e o ensino, está na origem do abandono escolar e dos maus resultados.

Ou seja, em sistemas de ensino diferentes, com condições de trabalho e formação dos professores diversos, o resultado é sempre o mesmo em relação aos estudantes portugueses: alto índice de abandono e fracos resultados escolares.

Apontam ainda aqueles estudos como principais responsáveis pela situação as famílias que não valorizam os estudos. Obviamente que em Portugal a razão é a mesma.

Depois da divulgação desta notícia, só por má-fé, ignorância e/ou inveja social é que o "bando" de Maria de Lurdes , os "opinadores" do costume e o "paizinho" Albino Almeida, podem continuar a despejar sobre a opinião pública a ideia da "culpa dos docentes" pelo estado do ensino indígena.

De facto existe na sociedade portuguesa uma tendência generalizada para desvalorizar o estudo, o esforço intelectual e a responsabilidade das famílias na educação dos filhos.

O ataque desferido nos últimos anos à classe docente tem contribuído para agravar ainda mais essa situação.

Num país onde "opinadores", economistas e políticos transmitem como imagem de valorização pessoal e económica, actividades como a especulação financeira e imobiliária, o futebol e os concursos de fama efémera, não é de admirar que se desvalorize socialmente o conhecimento e a aprendizagem.

Basta olhar para os escaparates dos quiosques para percebermos isso: existe uma imensidão de publicações dedicadas ao futebol, à vida cor-de-rosa de famosos por serem famosos, ou à divulgação de truques financeiros para enriquecer rapidamente.

Por exemplo, se alguém quiser encontrar uma revista de Cultura, de Arte ou de História, de edição regular, só recorrendo à imensidão de publicações espanholas ou francesas de boa qualidade.

O Jornal de Letras é a excepção, mesmo assim sobrevivendo com dificuldades e quinzenalmente. O Blitz, para sobreviver, teve de passar a revista mensal.

Perante esta realidade até poderíamos ter o melhor sistema de ensino do mundo, que os resultados pouco mudariam.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Se isto não é o Fascismo...







Os dias continuam conturbados pelos lados de Sintra. Ontem, dia dia 9 de Junho, passados quatro meses após o suicídio do colega Luís, o Sr. Director Regional presidiu a uma reunião do Conselho Pedagógico, que se realizou, a seu pedido, em simultâneo com o Conselho Geral e a Direcção. O objectivo era apresentar as recomendações do inquiridor, após conclusão do inquérito. Depois de ter referido que não havia matéria para procedimentos disciplinares, apesar de Portugal inteiro saber que não foi cumprida a lei, conforme documentos que vieram a público, solicitados à própria IGE, no âmbito de um processo inspectivo, realizado ainda durante os tempos conturbados que o Luís viveu naquela escola, o Sr. Director Regional comprovou que o inquérito terminou, conforme começara – nada a apontar à magnífica direcção. Rapidamente os ânimos aqueceram e aquela assembleia transformou-se, num Auto de Fé, presidido pelo responsável máximo da DRELVT: havia que apurar os responsáveis pela difamação da escola nos órgãos de comunicação social e nos blogues, nomeadamente no Umbigo. Foi referido, inclusivamente pela directora, que o seu autor, mesmo que vendesse os seus potentes computadores, não teria dinheiro para pagar o que lhe iria ser exigido.
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A presidente do dito Conselho referiu que muito havia a fazer nos concursos de professores, nomeadamente uma triagem dos professores, para verificar os que tinham problemas psicológicos, para que não contactassem com os alunos. É evidente que neste âmbito estavam os loucos e os que denunciavam as situações que deveriam ficar escondidas, os malditos, os que difamam a escola, os que não deixam trabalhar, as “ervas daninhas”, que teriam que ser imediatamente banidas daquele local…
Os pais fizeram coro, reforçaram e disseram que se o Dr. Daniel Sampaio fizesse exames àqueles professores, logo concluiria que eles teriam que ser afastados do contacto com os alunos.
O Presidente da Junta disse de sua justiça: na sua instituição nada daquilo acontecia porque ele aniquilara, expulsara os que lhe tinham feito frente!
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Era isso que teria que acontecer ali. O Sr, Director Regional disse que competia à directora abrir processos disciplinares aos professores que continuassem a dizer coisas que não deviam, de outro modo teria que recorrer “à bomba atómica”.
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È evidente que foram citados nomes de professores, de dois, mas que no total não iriam além dos dedos de uma mão. Se se tiver em conta que o Agrupamento tem cerca de cento e cinquenta professores, aqueles outros devem ser de uma grande eficiência, pois conseguiram aquilo que Sócrates pretendeu mas não conseguiu – dominar a comunicação social! Mais, são eles que não deixam os outros trabalhar!
Pergunto: o que andamos a ensinar aos nossos alunos nas aulas de Formação Cívica, de HGP… Eles sabem que no 25 de Abril acabou a censura, a perseguição pela PIDE, a liberdade de expressão tornou-se realidade… Mas será mesmo assim? Então os professores não podem ter os mesmos direitos dos outros cidadãos!
Hoje dizia-me um jornalista: ” já não percebo nada disto, há professores que podem falar, podem identificar-se, outros só falam sob anonimato por causa dos processos disciplinares”. Pedi-lhes para averiguar porque fazer jornalismo é ir à origem das coisas, conhecer as fontes, questionar os direitos e liberdades dos cidadãos.
Pela minha parte reconheço que já não sei nada. Só sei que a IGE reconhece que a lei não foi cumprida nas diferentes situações que averiguou, mas que apenas emitiu recomendações. No caso concreto do Luís, não o poderia ter feito, tratava-se de um inquérito e neste caso só poderia haver arquivamento ou procedimento disciplinar.
Quem viola afinal a lei?
Fiquemos à espera da fogueira porque o Auto de Fé já ocorreu e não tarda que os criminosos tenham que ser queimados.
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Paulo, fica ao seu critério publicar ou não este post. Foi um dos visados e será certamente alvo de muita perseguição. Eles prometeram.
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Mas não se esqueça do que o ano passado aqui foi publicado porque quem prometeu transformar aquela escola “na Casa Pia do Concelho de Sintra” está no poder e já começou: proibiu um professor de entrar na escola, que durante quinze dias foi ameaçado com uma arma num curso CEF. A explicação foi a protecção ao professor. Só que a acusação foi de assédio. Aqui não é preciso procurar saber quem divulgou para a imprensa, a escola em peso sabe do que se está a passar e quem está a escrever este texto estava no encontro do Bloco, enquanto tudo estava a decorrer na escola: a protecção ao professor através da sua expulsão.
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Explique-me como faz para denunciar as situações que diariamente escurecem as nossas escolas, sem ter ainda sido alvo de processo disciplinar, falando abertamente dos problemas…


[ Nota minha: sinceramente, não sei... acho que me limito a demonstrar que o que me move é a transparência, mais nada... mas a sorte um dia acaba. Aliás, ao nível das ameaças já tenho a minha conta... de diferentes quadrantes...]
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Só queria acrescentar mais uma coisa – o Conselho de Escola não reuniu quando o Luís se suicidou e a irmã lhe dirigiu uma carta para reflexão do que estava a acontecer. Não é preciso reunir porque todos confiam nos dotes superiores da directora para dirigir o agrupamento. A nossa democracia é muito especial…
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Uma professora na clandestinidade

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Estado a Que Isto Chegou!

Sintra

Inquérito a Escola de Fitares conclui que "não há factos que justifiquem procedimentos disciplinares" mas faz recomendações




Quando não chamar nomes aos professores é uma excepção, ainda admira que haja os que se suicidam?...

Hoje vou ser diferente
Hoje eu vou á escola,escola...
Hoje vou ser diferente
Hoje eu vou á escola,escola...

Eu quero estudar,estudar
Fiz os t.p.c's
Tive um satisfaz mais
Hoje no teste de Inglês
Fui ás aulas de apoio
De História e Francês
Trouxe o livro dos Maias
Para Português(vês)

Hoje fui á escola
Fui diferente
Não fumei,não bebi
É incrivel estou ciente(sente)
Hoje fui á escola ver as notas
Vou dizer que tive um cinco
E dois quatros aos meus "Kotas"

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente

Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não vou chamar nomes
Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos meus pais
Que sim eu mudei

Vou para dentro da aula
Não vou para trás d'um pavilhão
Hoje vai ser diferente
Hoje é um livro
Que tenho na mão
Hoje,estou pronto para
Estou pronto para estudar
Até pus uns óculos á trolha
Para me poder concentrar
E eu estou
De risco ao meio
Estou vestido a rigor
Vou aprender a ler e a escrever
E a respeitar o professor
Hoje até levanto o dedo
Se quiser ir urinar
Vou deitar fora a pastilha
E eu vou...

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente
Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não lhe vou chamar nomes

Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos nossos pais
Que sim eu mudei

São sete horas
E eu acordo cedo para que?
Hoje é dia de ir á escola
E eu tenho que ser
Um bom aluno,bom menino
Um futuro doctor
Um professor ou sucessor

A ser senhor presidente
E eu estou sorridente
Porque eu hoje vim á escola
E até estou contente
Não me baldei,não fumei
Nem joguei á bola
Ainda "tagei" a cadeira
"I love escola"

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente
Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não lhe vou chamar nomes

Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos meus pais
Que sim eu mudei

Hoje até tirei boa nota...
(tirei boa nota)
Não vesti á chunga
Hoje até estou janota...
(Estou janota estou)
Estou todo aprumado
Nem a gola está torta
E já tenho um som
Para mostrar á "kota"

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente
Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não lhe vou chamar nomes

Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos meus pais
Que sim eu mudei

Agir hoje ele vai á escola...
E os Ph também vão á escola...
Mas só hoje,so hoje
Hoje eu vou ser diferente

Hoje eu vou á escola

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tais Filhos, Tais Pais



Eis o resultado das políticas de permissividade. Agora venham os políticos afectos à Situação mostrar-me, sff, como se ensinam alunos destes, como se promove o "sucesso" com alunos destes, que passam o dia drogados, alcoolizados, mergulhados numa cultura profunda de violência e ausência total de regras de conduta e de vida. Isto já não é Escola nem é nada!

"(...) é normal levarem dentadas... "

É com isto que os professores lidam todos os dias nas escolas.





Crime nas cidades: Loures e Vila Franca de Xira

Revolta juvenil espalha violência
São jovens e estão a dar os primeiros passos no crime através da violência em Loures. Para já, começaram com caixotes do lixo incendiados e barulho durante a noite. "Putos de Guerreiros está na zona", assumem-se na internet. Por onde passam deixam assinatura em muros e fachadas de prédios. Têm hino na internet, onde mostram armas e desafiam a polícia. A delinquência juvenil ao extremo começa a preocupar – e, ao CM, o comandante da PSP de Loures, comissário Resende da Silva, admite saber quem eles são. "Há uma atenção especial sobre o caso", diz.

Por:Magali Pinto


Rivalidades étnicas, exclusão social e delinquência juvenil são os fenómenos que mais preocupam nas divisões da PSP de Loures e Vila Franca de Xira, segundo confirmaram ao CM fontes policiais. Tudo conta para travar o flagelo, mote para a expansão de fenómenos criminais: mais polícias na rua e intervenção directa das autarquias em bairros problemáticos são algumas das estratégias para travar e prevenir a transformação de crianças e jovens em amantes do crime, de resto, como os ‘Putos de Guerreiros’."Foge antes que a bófia te apanhe, porque a vida é madrasta e não há ninguém para te ajudar", cantam os jovens no vídeo publicado na internet, ao mesmo tempo que empunham pistolas. Falam mal de Portugal e dizem-se fartos da injustiça.

Os bombeiros não têm tido mãos a medir. "A educação está cada mais frágil e por isso é mais fácil os miúdos deixarem-se influenciar pelos modelos do bairro, que nem sempre são os melhores. A pobreza leva à revolta" social, disse ao CM Angelo Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Loures.

"Os miúdos aqui embebedam--se, andam nas ruas a partir tudo. À noite, não arrisco sair de casa, senão posso ser roubado ou agredido. O pior é que eles sabem que são detidos mas a Justiça depois não os prende", lamenta Diolindo Moreira, morador em Guerreiros, Loures.

SEGURANÇA

Para travar os fenómenos criminais foram assinados Contratos Locais de Segurança em Loures e Vila Franca. Incidem sobretudo na delinquência juvenil e pequena criminalidade.

250

casos de violência doméstica, só na Comarca de Loures, no primeiro trimestre de 2010. Segundo a PSP, este crime tem aumentado ano após ano.

128

casos de condução sob efeito de álcool e falta de habilitação legal para conduzir estão a ser investigados na Comarca de Vila Franca de Xira.

ASSALTOS VIOLENTOS

Os assaltos violentos com armas em estabelecimentos estão a diminuir em Loures. O mesmo se passa com os roubos a carrinhas de valores, segundo dados da PSP.

BOMBEIROS PEDEM AJUDA À PSP PARA ENTRAR EM BAIRROS

Desde os tiroteios nos bairros da Quinta da Fonte e da Quinta do Mocho, os Bombeiros de Loures deslocam-se às zonas problemáticas com um aviso prévio à PSP. "Sempre lutei por esta reunião de forças até porque não podemos pôr em risco o socorro às vítimas e garanto que há situações em que os ânimos estão tão exaltados que é complicado", desabafa Angelo Simões, o comandante dos bombeiros. No fundo, a PSP é avisada sempre que os bombeiros saem para ocorrências que envolvem violência e avaliam o risco. O comandante Resende da Silva diz que "as vidas humanas têm de ser salvaguardadas".

DISCURSO DIRECTO

"POLÍCIAS AGREDIDOS", Resende da Silva, Comandante da PSP de Loures

Correio da Manhã – A delinquência juvenil é preocupante na sua área de actuação?

Resende da Silva – Somos uma das divisões da PSP com mais zonas sensíveis e, portanto, com problemas a elas associados. No entanto, não acredito numa relação directa. Os jovens preocupam-nos e tentamos chegar a eles sem que vejam a nossa presença de uma forma hostil.

– Tem conhecimento do grupo ‘Putos de Guerreiros’ e do vandalismo por eles gerado?

– Sim, e há uma atenção especial sobre esse caso mas por enquanto dentro da devida dimensão. São jovens e estamos a analisar as repercussões dos seus actos. No entanto, sem alarmismos.

– Como é vista a Polícia em Loures?

– Os meus elementos continuam a ser agredidos quando vão às ocorrências. Por exemplo, é normal levarem dentadas...

"ISTO À NOITE É PIOR QUE NAS FAVELAS DO BRASIL"

O ambiente de falsa tranquilidade reina todas as manhãs na Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, Loures. O bairro onde as marcas de balas dos tiroteios dos dois últimos anos ainda se notam nas paredes e onde os ressentimentos entre etnias diferentes ainda se fazem sentir. Onde apenas uma rua separa duas comunidades: uma cigana e outra africana. Um rastilho que a Polícia e a Câmara tentam evitar que se volte a incendiar, através de um sem número de programas de reinserção social.

"Isto à noite é pior que nas favelas do Brasil. Não há quem pare com este inferno. Quando morrer um, vão todos", avisa José Rui Freire. "Não tenho medo de ninguém. Estou farto", reclama com exaustão o homem de 60 anos. Num e noutro grupo atribuem-se culpas e a degradação das ruas denota noites agitadas de vandalismo e destruição. Paredes pintadas e garrafas partidas. Os jovens espalhados pelos corredores escuros dos prédios recusam-se a falar e fogem de tudo o que os possa identificar.

"Isto já esteve bem pior. Os jovens é que não têm ocupações e juntam-se na rua. Toda a gente tem medo que se tornem criminosos", diz João Fonseca Junior. O homem, de 47 anos, sempre viveu no bairro e lamenta ter-se transformado num "mundo de problemas".

ZONAS SENSÍVEIS

QUINTA DA FONTE

A Quinta da Fonte é considerada a zona mais problemática do concelho de Loures, pelo excesso de habitantes, diferenças étnicas e proliferação de armas de fogo.

BAIRRO DAS SAPATEIRAS

O bairro das Sapateiras é normalmente conotado com tráfico de droga e problemas sociais, nomeadamente violência sobre agentes de autoridade.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Yo, motherfucker!"

É com isto que os professores lidam todos os dias.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Reportagem - "O meu filho é que me doía"

Não há pachorra para este gajo, "O Irrelevante"... É um choramingas. Deve ser exagero o que ele conta... Pois deve. E esta reportagem do Público, se calhar, também é inventada...



Rapaz com cancro nas mãos de um "valentão"

Reportagem: "O meu filho é que me doía"
24.05.2010 - 07:50 Por Ana Cristina Pereira


Atrasou-se. Atrasou-se muito. A culpa foi da doença que o apanhou e que o ia levando. A mãe mal saía de ao pé dele. O pai fotografava os amigos que ele ia fazendo na Unidade de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Hospital de São João (Porto) e que iam morrendo - quase, quase todos. O regresso à vida dita normal nada teve de normal. O regresso à vida dita normal trouxe violência.

Tantas vezes, vindo das aulas, o rapaz entrou em casa a chorar. Um dia, os pais fartaram-se, accionaram o Programa Escola Segura. E os agentes apareceram, dentro das suas fardas, e ofereceram um raspanete a quem o agredia. Quando os agentes se enfiaram no carro-patrulha, a directora de turma ralhou: "Não era preciso chamar a polícia!"

A mãe indignou-se com aquela postura, que lhe parecia mais protectora de quem agredia do que de quem era agredido: "Cada vez que ele chegava a casa a chorar, chamava a Escola Segura. O meu filho é que me doía. O meu filho ainda hoje me dói. Ele tem 16 anos, mas não quero que lhe façam mal - nem quero que faça mal a ninguém."

Tinha dez anos quando lhe diagnosticaram cancro. Fez quimioterapia - o cancro entrou em recessão. Sofreu uma recaída - tornou a fazer quimioterapia. Sujeitou-se a um transplante de medula óssea. Fez o 4.º ano de escolaridade em casa. Regressou à escola aos 13 anos.

A escola era outra: quem com ele partilhara sala ia lá à frente. E ele foi agredido por um matulão e encheu-se de medo. Pediu aos médicos que o deixassem ficar em casa. Ficou até ao fim do ano. Tornou a tentar a escola aos 14. Tornou a querer ficar: "Todos os dias, um miúdo metia-se comigo. Vinham mais. Davam-me pancada. Uma vez, trouxe um cadeado daqueles de pôr nas calças."

É um rapaz de poucas falas e de poucos amigos. Talvez se tenha cansado de ver morrer. Por ele, estava sempre fechado em casa, sentado à frente do computador, a jogar ou a ouvir música. Habituou-se a ouvir a mãe falar nele - falar por ele. Habituou-se a ouvir o pai falar nele - falar por ele.

Sentado à mesa da sala e ouve o pai dizer: "Eram mais novos. Conheciam-se todos. Vieram todos da 4.ª classe. Juntavam-se três ou quatro e viravam-se para ele." E a mãe completar: "Lembro-me de o ver deitar sangue. Chegaram a vir atrás dele até casa. Ainda os ouvi dizer que a mãe dele era esta, era aquela, que o pai dele era este, era aquele; que se fosse à escola lhe iam cortar a coisa e que ia no INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica]."

Os pais vão levá-lo, vão buscá-lo. Se pudessem, até cruzariam o portão da escola e iriam até à porta da sala. Certa ocasião, o pai enfureceu-se: "Vi um indivíduo dar-lhe um chapo e os seguranças não fizeram nada." Até queria saltar para cima de quem com o seu filho se metera.

Fintara a morte, mas parecia incapaz de lidar com a vida. Ficava os intervalos dentro da sala - como se estivesse de castigo. Pedia atestado ao médico. E a mãe, atrás dele, a fazer sinal: não.

Atendendo ao "clima" e às "dificuldades de integração" na turma, em Novembro de 2008 a psiquiatra pediu à escola que tomasse medidas. Como não notou melhorias alertou, já em 2009, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Porto Oriental: um doente oncológico, com um ligeiro défice cognitivo, estava a desenvolver sintomatologia ansiosa por ser vítima de bullying - abuso mental e físico, intencional, repetido.

A CPCJ aplicou uma medida de acompanhamento junto dos pais e envolveu a escola, que se comprometeu a vigiar e a integrar o rapaz. Houve alguma resistência. A escola argumentou que já o fazia com todos. E a CPCJ lembrou-lhe que aquele era um miúdo especial - sem estratégias de defesa, até pela superprotecção parental. E ouviu a escola advogar que o rapaz não era um anjo.

Não quis mudar de escola - não mudou. A CPCJ entendeu que forçá-lo a mudar de escola seria penalizá-lo - e impedi-lo de aprender a lidar com aquilo. Mudou de turma - e a turma foi sensibilizada para o sofrimento do rapaz; os pais não se cansam de elogiar a nova directora de turma.

Este ano, os pais não andaram a correr para a escola semana-sim-semana-sim por o filho ter caído nas mãos de um "valentão". Só esta semana houve sobressalto. Uma rapariga deu-lhe um estalo. Os óculos caíram - uma lente soltou-se. No dia seguinte, logo pela manhã, a directora de turma avisou a miúda: se fosse preciso pagar algo pelo arranjo, ela é que pagaria.

Os pais puseram-se logo em sentido, mas este episódio parece ser de natureza bem diferente. Alguém escreveu uma carta de amor a uma rapariga e assinou com o nome dele. Corado de vergonha, o rapaz negou a autoria do escrito, pedindo que reparassem não ser sua aquela letra. O debate aqueceu e uma amiga da destinatária da carta deu-lhe um estalo.

"O Conselho Executivo já disse que não pode ter um segurança em cima de cada aluno", reconhece a mãe. E o rapaz já não quer estar ali. O rapaz já nem quer frequentar o ensino regular. Já só quer fazer um curso de educação e formação de informática que lhe dê equivalência ao 9.º ano. E viver em paz
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Pisa, que é professor!"




Tonya Craft appeared on TODAY along with her attorney, Demosthenes Lorandos (far left), and husband, David.

Esta Educadora de Infância Norte-Americana foi injustamente acusada de abuso sexual de menores, por três meninas que não ficam muito a dever às Bruxas de Salém. Demorou dois anos a fazer-se Justiça.

Por cá, demorou nove anos a fazer-se justiça a esta professora, que entretanto teve um AVC e cegou de uma vista, no seu longo calvário à espera de ver reparada a sua reputação manchada.

Grande consternação entre um certo sector da Opinião Pública, para quem destruir a vida a professores funciona como compensação por todas as frustrações da vida.
Um dia vão querer professores, e não os vão ter. Terão uns senhores do Partido, a ler os manuais de instruções. Professores, não!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Augusto Cury, Psiquiatra - 2


Defiende formar personas activas, no ciudadanos pasivos.

Sí, es que estamos formando una generación de personas pasivas. Las herencias negativas que vamos a dejar son pésimas, y además no estamos formando una casta de pensadores que puedan dar respuestas inteligentes a estas cuestiones.

En esa transformación, ¿qué relación se debería establecer entre alumnos y profesores: respeto, distancia, amistad...?

Una combinación entre autoridad y afecto. Es una fórmula en la que es difícil encontrar el punto intermedio: o se tiene mucha autoridad y poca sensibilidad, o se tiene mucha sensibilidad y poca autoridad. En el caso de los padres falta en muchas ocasiones el intercambio de experiencias, un aspecto clave. Los padres deben exponer los capítulos más importantes de su vida a sus hijos. Sus hijos deben conocer sus éxitos, pero también sus fracasos, sus frustraciones... para que los hijos construyan en su mente una imagen real de sus padres, desmitificándolos y creando un nuevo modelo: el de una persona que sufre, que lucha... para que los hijos puedan realizar sus sueños. Muchos padres se basan en manuales de comportamiento, de reglas, pero los manuales sirven para manejar máquinas, no personas.
"Estamos creando una generación de personas pasivas"

¿Y cuál debe ser la relación entre padres y profesores?

El enfrentamiento entre padres y profesores es la tónica general en todo el mundo. En todas las naciones hay más agresividad: más agresividad entre padres y profesores, entre padres e hijos, y entre los propios alumno. Según distintos estudios, entre el 6% y el 40% de los niños o adolescentes de todo el mundo han sufrido en alguna ocasión algún maltrato psíquico o físico. Esto se debe a que la sociedad moderna se ha convertido en un gran hospital psiquiátrico. Lo normal es estar irritado, nervioso, tenso, no tener paciencia, no colocarte en el lugar del otro... Lo contrario es lo anormal: ser empático, abrazar más, hacer de cada día un momento mágico... Los padres deben preparar a sus hijos para que entiendan el teatro de la vida. Sinceramente, me parece que muchos padres están preparando hijos enfermos para una sociedad enferma. Los buenos padres dan a sus hijos regalos, los padres brillantes dan a sus hijos su historia personal. Los buenos profesores preparan a los alumnos para el éxito, los profesores brillantes preparan a los alumnos para los días más difíciles, para transformar lo negativo en energía creativa. Todas las personas pasamos en nuestra vida por situaciones muy estresantes e imprevisibles. Tenemos que aprender a proteger nuestras emociones.

¿Cómo?

Las claves son varias: aprender a dar sin esperar algo a cambio, a entender que detrás de una persona que hiere hay una persona herida, no exigir demasiado a los otros y ser más flexible. Muchos líderes, muchas personas de éxito no saben proteger sus emociones porque no son flexibles. Tienen la necesidad neurótica de tener siempre la razón y de que todos graviten a su alrededor. Eso es muy perjudicial. La capacidad de reconocer nuestros propios errores es fundamental.


(continua)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Afinal era simples!

Conforme vimos no post anterior, afinal era bem simples resolver o problema da indisciplina nas escolas. Como concluíram os brilhantes técnicos (gente com estudos, não são praí nenhuns professorzecos), bastava colocar as mesas em "U" e desatar a "aprender com os alunos", como se pode testemunhar no vídeo! Engenheiros...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Humor!



Dentro do género humorísico, é do melhor que tenho lido nos últimos tempos!



Atenção especial para este parágrafo:

"Os docentes têm dificuldades com as novas tecnologias? Deixem que sejam os alunos a explicar como este mundo, que é o deles, funciona, aconselha Azevedo. É preciso voltar a "aprender, fazendo", conclui Diogo Teixeira."

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Porque é que os professores se matam?

A notícia está aqui, no Correio da Manhã.

Só quem passa por isto, todos os dias, é que compreende porque é que há professores que se matam. É que quando os professores se queixam, levam pancada dos pais, são ainda mais perseguidos e difamados pelos alunos, são mal vistos pelo "Senhor Director", e acusados pela Sociedade e pelos teóricos do Ensino, de "não saberem motivar os alunos"!

E isto, meus amigos, não foi "um incidente numa aula". Isto é o ambiente de cada perído de 90 minutos de aula, em que os professores se deparam com uma dezena, duas dezenas, três dezenas de Cátias a fazerem tudo por tudo para levar o docente ao esgotamento e à loucura.


É assim, em muitos casos, em cada aula, em cada dia, em cada semana, em cada mês, em cada ano, uma vida!




"Tonos", "professores da caca", "ainda só fui a uma aula e já dei mau aspecto". São várias as descrições pejorativas dos professores utilizadas, através de um fotoblogue, por uma das duas jovens protagonistas de um vídeo (alojado no YouTube), no qual gozam com uma docente de uma escola alegadamente do Grande Porto. Tudo enquanto a responsável expulsa as estudantes da sala.

Mas não se fica por aqui. Pelo meio das muitas fotografias que publica na internet, Cátia – que se dá a conhecer por ‘Katyzinha6’ – exibe-se com um cigarro na boca no interior da sala de aula. A legenda é elucidativa. "E quem é que fuma nas aulas? Euu!", lê-se. A foto teria acompanhamento vídeo, mas este foi entretanto retirado.

Aliás, os registos gravados – nomeadamente um intitulado de "Cortes e Decotes" – causaram várias reacções em blogues e redes sociais da internet. "Para quem adora os vídeos da Katyzinha6" é o nome sarcástico de um grupo no Facebook, que, segundo alguns membros esclareceram ao CM, surgiu por paródia, antes de ser conhecido o episódio da sala de aula, comportamento que criticam de forma veemente.»

O vídeo aqui incorporado parece não estar a responder. No entanto, sugiro aos não professores que me dão a honra de por aqui passarem, que cliquem no link da notícia e apreciem o vídeo que a Kátia orgulhosamente postou no youtube - um dos muitos, pois havia mais, que foram retirados. Dirijo-me aos não professores, pois para os professores isto não é novidade.

Mais pérolas da Kátia, uma rapariga que os professores ainda não souberam "motivar". lembrem-se de que estas meninas e meninos, na situação actual, têm carta branca para mandar nas escolas, dentro e fora das aulas. Não há meios legais de afastar das escolas para alunos normais, não desordeiros, e os encaminhar para algures onde possam aprender a viver em sociedade: