segunda-feira, 31 de maio de 2010

O Estado a Que Isto Chegou!

Sintra

Inquérito a Escola de Fitares conclui que "não há factos que justifiquem procedimentos disciplinares" mas faz recomendações




Quando não chamar nomes aos professores é uma excepção, ainda admira que haja os que se suicidam?...

Hoje vou ser diferente
Hoje eu vou á escola,escola...
Hoje vou ser diferente
Hoje eu vou á escola,escola...

Eu quero estudar,estudar
Fiz os t.p.c's
Tive um satisfaz mais
Hoje no teste de Inglês
Fui ás aulas de apoio
De História e Francês
Trouxe o livro dos Maias
Para Português(vês)

Hoje fui á escola
Fui diferente
Não fumei,não bebi
É incrivel estou ciente(sente)
Hoje fui á escola ver as notas
Vou dizer que tive um cinco
E dois quatros aos meus "Kotas"

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente

Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não vou chamar nomes
Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos meus pais
Que sim eu mudei

Vou para dentro da aula
Não vou para trás d'um pavilhão
Hoje vai ser diferente
Hoje é um livro
Que tenho na mão
Hoje,estou pronto para
Estou pronto para estudar
Até pus uns óculos á trolha
Para me poder concentrar
E eu estou
De risco ao meio
Estou vestido a rigor
Vou aprender a ler e a escrever
E a respeitar o professor
Hoje até levanto o dedo
Se quiser ir urinar
Vou deitar fora a pastilha
E eu vou...

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente
Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não lhe vou chamar nomes

Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos nossos pais
Que sim eu mudei

São sete horas
E eu acordo cedo para que?
Hoje é dia de ir á escola
E eu tenho que ser
Um bom aluno,bom menino
Um futuro doctor
Um professor ou sucessor

A ser senhor presidente
E eu estou sorridente
Porque eu hoje vim á escola
E até estou contente
Não me baldei,não fumei
Nem joguei á bola
Ainda "tagei" a cadeira
"I love escola"

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente
Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não lhe vou chamar nomes

Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos meus pais
Que sim eu mudei

Hoje até tirei boa nota...
(tirei boa nota)
Não vesti á chunga
Hoje até estou janota...
(Estou janota estou)
Estou todo aprumado
Nem a gola está torta
E já tenho um som
Para mostrar á "kota"

Hoje vou ser difrente
Hoje vou á escola
Vou-me comportar
Como nunca me portei
Não vou ser deliquente
Hoje vou á escola
E vou esquecer
às vezes que já chumbei
Querida Professora
Hoje não lhe vou chamar nomes

Eu e os Ph
Vamos esquecer
Os baldas que fomos
E vamos... voltar
A por os pés na escola
E dizer aos meus pais
Que sim eu mudei

Agir hoje ele vai á escola...
E os Ph também vão á escola...
Mas só hoje,so hoje
Hoje eu vou ser diferente

Hoje eu vou á escola

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tais Filhos, Tais Pais



Eis o resultado das políticas de permissividade. Agora venham os políticos afectos à Situação mostrar-me, sff, como se ensinam alunos destes, como se promove o "sucesso" com alunos destes, que passam o dia drogados, alcoolizados, mergulhados numa cultura profunda de violência e ausência total de regras de conduta e de vida. Isto já não é Escola nem é nada!

"(...) é normal levarem dentadas... "

É com isto que os professores lidam todos os dias nas escolas.





Crime nas cidades: Loures e Vila Franca de Xira

Revolta juvenil espalha violência
São jovens e estão a dar os primeiros passos no crime através da violência em Loures. Para já, começaram com caixotes do lixo incendiados e barulho durante a noite. "Putos de Guerreiros está na zona", assumem-se na internet. Por onde passam deixam assinatura em muros e fachadas de prédios. Têm hino na internet, onde mostram armas e desafiam a polícia. A delinquência juvenil ao extremo começa a preocupar – e, ao CM, o comandante da PSP de Loures, comissário Resende da Silva, admite saber quem eles são. "Há uma atenção especial sobre o caso", diz.

Por:Magali Pinto


Rivalidades étnicas, exclusão social e delinquência juvenil são os fenómenos que mais preocupam nas divisões da PSP de Loures e Vila Franca de Xira, segundo confirmaram ao CM fontes policiais. Tudo conta para travar o flagelo, mote para a expansão de fenómenos criminais: mais polícias na rua e intervenção directa das autarquias em bairros problemáticos são algumas das estratégias para travar e prevenir a transformação de crianças e jovens em amantes do crime, de resto, como os ‘Putos de Guerreiros’."Foge antes que a bófia te apanhe, porque a vida é madrasta e não há ninguém para te ajudar", cantam os jovens no vídeo publicado na internet, ao mesmo tempo que empunham pistolas. Falam mal de Portugal e dizem-se fartos da injustiça.

Os bombeiros não têm tido mãos a medir. "A educação está cada mais frágil e por isso é mais fácil os miúdos deixarem-se influenciar pelos modelos do bairro, que nem sempre são os melhores. A pobreza leva à revolta" social, disse ao CM Angelo Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Loures.

"Os miúdos aqui embebedam--se, andam nas ruas a partir tudo. À noite, não arrisco sair de casa, senão posso ser roubado ou agredido. O pior é que eles sabem que são detidos mas a Justiça depois não os prende", lamenta Diolindo Moreira, morador em Guerreiros, Loures.

SEGURANÇA

Para travar os fenómenos criminais foram assinados Contratos Locais de Segurança em Loures e Vila Franca. Incidem sobretudo na delinquência juvenil e pequena criminalidade.

250

casos de violência doméstica, só na Comarca de Loures, no primeiro trimestre de 2010. Segundo a PSP, este crime tem aumentado ano após ano.

128

casos de condução sob efeito de álcool e falta de habilitação legal para conduzir estão a ser investigados na Comarca de Vila Franca de Xira.

ASSALTOS VIOLENTOS

Os assaltos violentos com armas em estabelecimentos estão a diminuir em Loures. O mesmo se passa com os roubos a carrinhas de valores, segundo dados da PSP.

BOMBEIROS PEDEM AJUDA À PSP PARA ENTRAR EM BAIRROS

Desde os tiroteios nos bairros da Quinta da Fonte e da Quinta do Mocho, os Bombeiros de Loures deslocam-se às zonas problemáticas com um aviso prévio à PSP. "Sempre lutei por esta reunião de forças até porque não podemos pôr em risco o socorro às vítimas e garanto que há situações em que os ânimos estão tão exaltados que é complicado", desabafa Angelo Simões, o comandante dos bombeiros. No fundo, a PSP é avisada sempre que os bombeiros saem para ocorrências que envolvem violência e avaliam o risco. O comandante Resende da Silva diz que "as vidas humanas têm de ser salvaguardadas".

DISCURSO DIRECTO

"POLÍCIAS AGREDIDOS", Resende da Silva, Comandante da PSP de Loures

Correio da Manhã – A delinquência juvenil é preocupante na sua área de actuação?

Resende da Silva – Somos uma das divisões da PSP com mais zonas sensíveis e, portanto, com problemas a elas associados. No entanto, não acredito numa relação directa. Os jovens preocupam-nos e tentamos chegar a eles sem que vejam a nossa presença de uma forma hostil.

– Tem conhecimento do grupo ‘Putos de Guerreiros’ e do vandalismo por eles gerado?

– Sim, e há uma atenção especial sobre esse caso mas por enquanto dentro da devida dimensão. São jovens e estamos a analisar as repercussões dos seus actos. No entanto, sem alarmismos.

– Como é vista a Polícia em Loures?

– Os meus elementos continuam a ser agredidos quando vão às ocorrências. Por exemplo, é normal levarem dentadas...

"ISTO À NOITE É PIOR QUE NAS FAVELAS DO BRASIL"

O ambiente de falsa tranquilidade reina todas as manhãs na Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, Loures. O bairro onde as marcas de balas dos tiroteios dos dois últimos anos ainda se notam nas paredes e onde os ressentimentos entre etnias diferentes ainda se fazem sentir. Onde apenas uma rua separa duas comunidades: uma cigana e outra africana. Um rastilho que a Polícia e a Câmara tentam evitar que se volte a incendiar, através de um sem número de programas de reinserção social.

"Isto à noite é pior que nas favelas do Brasil. Não há quem pare com este inferno. Quando morrer um, vão todos", avisa José Rui Freire. "Não tenho medo de ninguém. Estou farto", reclama com exaustão o homem de 60 anos. Num e noutro grupo atribuem-se culpas e a degradação das ruas denota noites agitadas de vandalismo e destruição. Paredes pintadas e garrafas partidas. Os jovens espalhados pelos corredores escuros dos prédios recusam-se a falar e fogem de tudo o que os possa identificar.

"Isto já esteve bem pior. Os jovens é que não têm ocupações e juntam-se na rua. Toda a gente tem medo que se tornem criminosos", diz João Fonseca Junior. O homem, de 47 anos, sempre viveu no bairro e lamenta ter-se transformado num "mundo de problemas".

ZONAS SENSÍVEIS

QUINTA DA FONTE

A Quinta da Fonte é considerada a zona mais problemática do concelho de Loures, pelo excesso de habitantes, diferenças étnicas e proliferação de armas de fogo.

BAIRRO DAS SAPATEIRAS

O bairro das Sapateiras é normalmente conotado com tráfico de droga e problemas sociais, nomeadamente violência sobre agentes de autoridade.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Yo, motherfucker!"

É com isto que os professores lidam todos os dias.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Reportagem - "O meu filho é que me doía"

Não há pachorra para este gajo, "O Irrelevante"... É um choramingas. Deve ser exagero o que ele conta... Pois deve. E esta reportagem do Público, se calhar, também é inventada...



Rapaz com cancro nas mãos de um "valentão"

Reportagem: "O meu filho é que me doía"
24.05.2010 - 07:50 Por Ana Cristina Pereira


Atrasou-se. Atrasou-se muito. A culpa foi da doença que o apanhou e que o ia levando. A mãe mal saía de ao pé dele. O pai fotografava os amigos que ele ia fazendo na Unidade de Hematologia e Oncologia Pediátrica do Hospital de São João (Porto) e que iam morrendo - quase, quase todos. O regresso à vida dita normal nada teve de normal. O regresso à vida dita normal trouxe violência.

Tantas vezes, vindo das aulas, o rapaz entrou em casa a chorar. Um dia, os pais fartaram-se, accionaram o Programa Escola Segura. E os agentes apareceram, dentro das suas fardas, e ofereceram um raspanete a quem o agredia. Quando os agentes se enfiaram no carro-patrulha, a directora de turma ralhou: "Não era preciso chamar a polícia!"

A mãe indignou-se com aquela postura, que lhe parecia mais protectora de quem agredia do que de quem era agredido: "Cada vez que ele chegava a casa a chorar, chamava a Escola Segura. O meu filho é que me doía. O meu filho ainda hoje me dói. Ele tem 16 anos, mas não quero que lhe façam mal - nem quero que faça mal a ninguém."

Tinha dez anos quando lhe diagnosticaram cancro. Fez quimioterapia - o cancro entrou em recessão. Sofreu uma recaída - tornou a fazer quimioterapia. Sujeitou-se a um transplante de medula óssea. Fez o 4.º ano de escolaridade em casa. Regressou à escola aos 13 anos.

A escola era outra: quem com ele partilhara sala ia lá à frente. E ele foi agredido por um matulão e encheu-se de medo. Pediu aos médicos que o deixassem ficar em casa. Ficou até ao fim do ano. Tornou a tentar a escola aos 14. Tornou a querer ficar: "Todos os dias, um miúdo metia-se comigo. Vinham mais. Davam-me pancada. Uma vez, trouxe um cadeado daqueles de pôr nas calças."

É um rapaz de poucas falas e de poucos amigos. Talvez se tenha cansado de ver morrer. Por ele, estava sempre fechado em casa, sentado à frente do computador, a jogar ou a ouvir música. Habituou-se a ouvir a mãe falar nele - falar por ele. Habituou-se a ouvir o pai falar nele - falar por ele.

Sentado à mesa da sala e ouve o pai dizer: "Eram mais novos. Conheciam-se todos. Vieram todos da 4.ª classe. Juntavam-se três ou quatro e viravam-se para ele." E a mãe completar: "Lembro-me de o ver deitar sangue. Chegaram a vir atrás dele até casa. Ainda os ouvi dizer que a mãe dele era esta, era aquela, que o pai dele era este, era aquele; que se fosse à escola lhe iam cortar a coisa e que ia no INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica]."

Os pais vão levá-lo, vão buscá-lo. Se pudessem, até cruzariam o portão da escola e iriam até à porta da sala. Certa ocasião, o pai enfureceu-se: "Vi um indivíduo dar-lhe um chapo e os seguranças não fizeram nada." Até queria saltar para cima de quem com o seu filho se metera.

Fintara a morte, mas parecia incapaz de lidar com a vida. Ficava os intervalos dentro da sala - como se estivesse de castigo. Pedia atestado ao médico. E a mãe, atrás dele, a fazer sinal: não.

Atendendo ao "clima" e às "dificuldades de integração" na turma, em Novembro de 2008 a psiquiatra pediu à escola que tomasse medidas. Como não notou melhorias alertou, já em 2009, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Porto Oriental: um doente oncológico, com um ligeiro défice cognitivo, estava a desenvolver sintomatologia ansiosa por ser vítima de bullying - abuso mental e físico, intencional, repetido.

A CPCJ aplicou uma medida de acompanhamento junto dos pais e envolveu a escola, que se comprometeu a vigiar e a integrar o rapaz. Houve alguma resistência. A escola argumentou que já o fazia com todos. E a CPCJ lembrou-lhe que aquele era um miúdo especial - sem estratégias de defesa, até pela superprotecção parental. E ouviu a escola advogar que o rapaz não era um anjo.

Não quis mudar de escola - não mudou. A CPCJ entendeu que forçá-lo a mudar de escola seria penalizá-lo - e impedi-lo de aprender a lidar com aquilo. Mudou de turma - e a turma foi sensibilizada para o sofrimento do rapaz; os pais não se cansam de elogiar a nova directora de turma.

Este ano, os pais não andaram a correr para a escola semana-sim-semana-sim por o filho ter caído nas mãos de um "valentão". Só esta semana houve sobressalto. Uma rapariga deu-lhe um estalo. Os óculos caíram - uma lente soltou-se. No dia seguinte, logo pela manhã, a directora de turma avisou a miúda: se fosse preciso pagar algo pelo arranjo, ela é que pagaria.

Os pais puseram-se logo em sentido, mas este episódio parece ser de natureza bem diferente. Alguém escreveu uma carta de amor a uma rapariga e assinou com o nome dele. Corado de vergonha, o rapaz negou a autoria do escrito, pedindo que reparassem não ser sua aquela letra. O debate aqueceu e uma amiga da destinatária da carta deu-lhe um estalo.

"O Conselho Executivo já disse que não pode ter um segurança em cima de cada aluno", reconhece a mãe. E o rapaz já não quer estar ali. O rapaz já nem quer frequentar o ensino regular. Já só quer fazer um curso de educação e formação de informática que lhe dê equivalência ao 9.º ano. E viver em paz
.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Pisa, que é professor!"




Tonya Craft appeared on TODAY along with her attorney, Demosthenes Lorandos (far left), and husband, David.

Esta Educadora de Infância Norte-Americana foi injustamente acusada de abuso sexual de menores, por três meninas que não ficam muito a dever às Bruxas de Salém. Demorou dois anos a fazer-se Justiça.

Por cá, demorou nove anos a fazer-se justiça a esta professora, que entretanto teve um AVC e cegou de uma vista, no seu longo calvário à espera de ver reparada a sua reputação manchada.

Grande consternação entre um certo sector da Opinião Pública, para quem destruir a vida a professores funciona como compensação por todas as frustrações da vida.
Um dia vão querer professores, e não os vão ter. Terão uns senhores do Partido, a ler os manuais de instruções. Professores, não!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Augusto Cury, Psiquiatra - 2


Defiende formar personas activas, no ciudadanos pasivos.

Sí, es que estamos formando una generación de personas pasivas. Las herencias negativas que vamos a dejar son pésimas, y además no estamos formando una casta de pensadores que puedan dar respuestas inteligentes a estas cuestiones.

En esa transformación, ¿qué relación se debería establecer entre alumnos y profesores: respeto, distancia, amistad...?

Una combinación entre autoridad y afecto. Es una fórmula en la que es difícil encontrar el punto intermedio: o se tiene mucha autoridad y poca sensibilidad, o se tiene mucha sensibilidad y poca autoridad. En el caso de los padres falta en muchas ocasiones el intercambio de experiencias, un aspecto clave. Los padres deben exponer los capítulos más importantes de su vida a sus hijos. Sus hijos deben conocer sus éxitos, pero también sus fracasos, sus frustraciones... para que los hijos construyan en su mente una imagen real de sus padres, desmitificándolos y creando un nuevo modelo: el de una persona que sufre, que lucha... para que los hijos puedan realizar sus sueños. Muchos padres se basan en manuales de comportamiento, de reglas, pero los manuales sirven para manejar máquinas, no personas.
"Estamos creando una generación de personas pasivas"

¿Y cuál debe ser la relación entre padres y profesores?

El enfrentamiento entre padres y profesores es la tónica general en todo el mundo. En todas las naciones hay más agresividad: más agresividad entre padres y profesores, entre padres e hijos, y entre los propios alumno. Según distintos estudios, entre el 6% y el 40% de los niños o adolescentes de todo el mundo han sufrido en alguna ocasión algún maltrato psíquico o físico. Esto se debe a que la sociedad moderna se ha convertido en un gran hospital psiquiátrico. Lo normal es estar irritado, nervioso, tenso, no tener paciencia, no colocarte en el lugar del otro... Lo contrario es lo anormal: ser empático, abrazar más, hacer de cada día un momento mágico... Los padres deben preparar a sus hijos para que entiendan el teatro de la vida. Sinceramente, me parece que muchos padres están preparando hijos enfermos para una sociedad enferma. Los buenos padres dan a sus hijos regalos, los padres brillantes dan a sus hijos su historia personal. Los buenos profesores preparan a los alumnos para el éxito, los profesores brillantes preparan a los alumnos para los días más difíciles, para transformar lo negativo en energía creativa. Todas las personas pasamos en nuestra vida por situaciones muy estresantes e imprevisibles. Tenemos que aprender a proteger nuestras emociones.

¿Cómo?

Las claves son varias: aprender a dar sin esperar algo a cambio, a entender que detrás de una persona que hiere hay una persona herida, no exigir demasiado a los otros y ser más flexible. Muchos líderes, muchas personas de éxito no saben proteger sus emociones porque no son flexibles. Tienen la necesidad neurótica de tener siempre la razón y de que todos graviten a su alrededor. Eso es muy perjudicial. La capacidad de reconocer nuestros propios errores es fundamental.


(continua)