quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Espancamentos de professores banalizam-se

A teoria subjacente à coisa é mais ou menos esta:

Ninguém quis comentar...

Estes dois casos foram publicitados, mas todos os dias muitos mais são abafados. E ninguém comenta, já repararam? Porque quem não piar fininho sujeita-se a perseguição profissional e a represálias dos agressores e respectivas famílias e gangues.

E mais uma vez se chama atenção para a dura realidade de que boa parte dos cursos EFA são apenas para a estatística. São depósitos de marginais, no mesmo espaço de crianças pequenas e normais.

E mais uma vez se chama atenção para que estes alunos têm longos historiais de violência na escola, mas ninguém nunca os castiga. Não convém...

Aguarda-se a reacção de Nuno Crato. E de Portas. E de Passos Coelho.





«Escola Básica da Quinta do Conde (na foto), esteve ontem sem aulas por protesto contra a agressão de professora. Na Pontinha, ninguém na escola Braancamp Freire quis comentar espancamento do professor Paulo Pedro.


Violência: Casos em escolas da Pontinha e Quinta do Conde

Dois professores sovados na sala


Luísa Conchinhas, professora da Escola Básica 3 (EB3) da Quinta do Conde, Sesimbra, foi espancada, anteontem, à frente dos seus 25 alunos, por se ter recusado a receber a mãe de duas crianças à hora por esta desejada. Menos de 24 horas depois, Paulo Pedro, professor na Escola Secundária Braancamp Freire, na Pontinha, Odivelas, era agredido a murro e pontapé por um aluno que havia expulsado da sala de aula.

Por:Miguel Curado/ Magali Pinto/ Lurdes Mateus

Na EB3 da Quinta do Conde, a agressão a Luísa Conchinhas foi o corolário de três anos de terror impostos por uma família na escola. "São pais de um menino e uma menina do 3º E", disse ao CM fonte da escola.

Pelas 13h45 de terça-feira, a mãe e uma irmã mais velha dos alunos foram à sala, e espancaram Luísa Conchinhas. A professora recebeu tratamento médico.

Na Pontinha, Paulo Pedro, de 50 anos, que lecciona Electricidade, foi agredido pelas 11h30 de ontem por Carlos, um aluno de 16 anos, na sala de aula, depois de o ter expulso. A direcção da escola não prestou declarações.

ESTUDANTE COM HISTORIAL DE VIOLÊNCIA

Carlos é um aluno com um historial de violência com professores e colegas na escola Secundária Braancamp Freire, na Pontinha. Com a mãe desempregada e o pai, trabalhador da construção, Carlos tem 16 anos mas ainda não acabou o 9º ano. Está a tirar um Curso de Educação e Formação (CEF) para ter a escolaridade obrigatória. As faltas ou expulsões das salas de aula são uma constante. Ontem de manhã, foi expulso pelo professor Paulo Pedro, da disciplina de Electricidade, e foi impedido de entrar. Reagiu a pontapé.»

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Imaginem rapaziada destas dentro de uma escola...



Imaginem rapaziada destas dentro de uma escola.

Pensam acaso os leitores que eles se coíbem de fazer coisas "lindas" como estas?

E se alguém os castigar (oh, palavra proibida...), certamente vão lá acertar contas.

A eles nada acontece, por isso nada têm a perder.

"Enquanto ninguém morrer, não acontece nada"






Expulsar o filho do casal é cenário “impensável", diz director do agrupamento (foto de Daniel Rocha (arquivo do jornal Público a acompanhar a notícia)



"Enquanto ninguém morrer, não acontece nada"

É assim que um leitor do Público comenta esta notícia, que vale a pena transcrever toda:

Situação arrasta-se há dois anos

Pais agridem professora dentro de sala de aulas em Sesimbra


Uma professora da Escola Básica n.º 3 da Quinta do Conde, em Sesimbra, foi agredida dentro da sala de aula pelos pais de dois alunos, confirmou hoje à agência Lusa fonte da GNR.

“Foi apresentada queixa à Guarda e a situação está a seguir os trâmites”, disse a mesma fonte.

Em declarações à Lusa, o director do agrupamento escolar da Quinta do Conde, Eduardo Cruz, explicou que “os pais de dois alunos [um rapaz e uma rapariga] dirigiram-se ontem [terça-feira] à sala e agrediram fisicamente a professora com estalos na cara em frente a toda a turma”.

Segundo o responsável, esta é uma situação que se arrasta há dois anos e que já tem motivado reuniões com os pais em causa, com a Escola Segura (da PSP), com o coordenador da área educativa e com o gabinete de segurança do Ministério da Educação.

Contudo, esta é a primeira vez que estes pais agridem fisicamente um funcionário da escola.

“Qualquer brincadeira que envolva algum contacto físico com o filho motivava a ida do casal à escola para tirar dividendos da situação, mas das outras vezes insultavam as pessoas”, explicou Eduardo Cruz.

Hoje de manhã, o director do agrupamento escolar esteve reunido com pais que “bloquearam o acesso à escola”, pelo que não houve aulas, mas à tarde a situação já está normalizada. O responsável adiantou à Lusa que alguns pais exigem a expulsão dos irmãos, mas assegurou que esse é um cenário “impensável”.

“A escola é um direito que assiste às crianças e não é por aí que vamos”, afirmou.

Para já, Eduardo Cruz accionou os “meios disponíveis para garantir a segurança na escola”, através da Escola Segura e do gabinete de segurança do Ministério da Educação, e apresentou queixa junto do Tribunal de Sesimbra.

A GNR esteve hoje de manhã na escola para evitar desacatos, mas a situação esteve “pacífica e ordeira”.







O meu comentário:

CAPÍTULO 1

Há dois dias, apareceu nas notícias o caso de um aluno que asfixiou outro com uma cadeira, quase até o colega desfalecer - leia-se morrer. Isto numa escola primária, agora imagine-se quando estes meninos atingem 1 metro e oitenta, quem é que os pára... As funcionárias auxiliares que medem 1 metro e meio?

A par com comentários razoáveis, algumas pessoas, nos cafés e nos espaços de comentário dos jornais online diziam coisas como:

- "Os professores e os funcionários de certeza que não estavam na sala de aula, para isso ter acontecido. Foram todos ao café."


- "Os professores deixam isso acontecer porque não querem saber dos nossos filhos. Só querem saber do ordenado".


- "É uma vergonha. Noutro dia uma filha minha queixou-se a uma funcionária e ela disse que não queria saber".



- "Se fosse comigo, ia lá à escola e dava com uma cadeira em cima da professora e das funcionárias".


A maior parte dos comentários são favoráveis a haver disciplina e não culpam os adultos, mas neste último comentário é está o problema... É que uma pessoa bem pode estar-se nas tintas para gente meio louca que tem opiniões meio loucas. O problema é quando essas pessoas invadem uma escola e espancam alunos, funcionários ou professores, como hoje aconteceu.


CAPÍTULO 2

É certo que a escola fica situada na Quinta do Conde, que tem muitos alunos "socio-economicamente desfavorecidos", como agora se diz. E muito se poderia dizer acerca das desigualdades sociais, dos problemas económicos do País, que atiram muita gente para a marginalidade. Uma discussão importante, sem dúvida, mas que tem servido para algumas ideologias desculparem toda a violência, nas escolas e fora destas.

É a ideologia do "coitadinho". Coitadinho, ele só se porta mal porque vem de um meio desfavorecido.

Sim, isso nós sabemos,. Mas em que é que se ajuda o "coitadinho" em desculpar-lhe toda a má educação e actos de violência?

Pelo contrário. A permitir que estes alunos façam todos os desmandos que lhes apeteça, está-se a obter os seguintes efeitos:

1 - os alunos, mais tarde, fora da escola, acabam por ter problemas com a Lei, e mais graves, porque cá fora ainda não há a impunidade que há nas escolas.

2 - Os alunos que se comportam bem não têm ambiente para aprender, além de andarem frequentemente aterrorizados. São muitos os casos de alunos que têm que ficar em casa, com receio de apanharem mais, e que estão com graves depressões.

3 - Não é bem como o leitor diz - "enquanto não morrer alguém" - pois infelizmente o que não falta têm sido alunos, e também professores a suicidarem-se. O Público e outros órgãos de comunicação, têm feito eco desses trágicos desfechos.

Então pergunta-se: isto é bom para quem?



CAPÍTULO 3


Os professores ou os funcionários escolares não são heróis, nem são mais do que outros trabalhadores. Como também os médicos, enfermeiros e auxiliares hospitalares. Como também os polícias, os guardas, os militares.

Mas são profissões em que a produtividade não é exactamente igual a empacotar garrafas de vinho, com todo o respeito por quem o faz. Um embalador de garrafas pode embalar o mesmo número de garrafas com bom ou mau humor, com dedicação gosto ou com muito má vontade. Desde que as garrafas fiquem bem embaladas...

Mas nestas profissões em que se lida com pessoas, a dedicação, o gosto de servir, contam muito, e a motivação é determinante.

Não defendo aqui que estas profissões devam ser mais acarinhadas que as outras. Mas pelo menos que não façam exacta,ente o contrário - que foi o que o anterior Governo fez, com especial incidência em quem trabalha nas escolas.

Foram 6 anos em que a opinião pública foi bombardeada (com o jeitinho amigo de alguns jornalistas amigos) com ideias tais como:

Os professores ganham muitos milhares de euros por mês e não trabalham nada, têm só uma turma ou mesmo nenhuma; os professores e os funcionários estão sempre em greve a pedir mais e mais dinheiro; os professores e os funcionários não querem saber das crianças para nada; etc., etc., etc..

Pessoas de cabeça fraca acreditam nestas balelas e depois passam á prática, pois perceberem, pelos muitos casos já ocorridos, que nada lhes acontece se baterem em pessoas que trabalham nas escolas. Um certo representantes dos encarregados de educação até parecia gostar muito destas ocorrências, pois costumava aparecer na TV com um grande sorriso a dizer que eram coisas pontuais e sem importância. Está visto que para ele não são pois não é ele que apanha nem os muitos filhos e filhas que tem...

O anterior Governo quis aplicar a certas profissões um método de medir produtividade do género de contar as garrafas embaladas. A profissão docente, que era tão respeitada como as outras (embora seja peculiar em muitos aspectos e se preste a algumas paixões e manipulações), passou a ser uma profissão odiada pela Opinião Pública menos dada a pensar e portanto mais fácil de manipular.

A quem serve isto?



CAPÍTULO 4


As pessoas ainda não entenderam que os professores e os funcionários pouco ou nada podem fazer, porque as coisas funcionam assim:

- O aluno asfixia o colega com uma cadeira, e a professora está sujeita a levar uma tareia dos pais do aluno asfixiado, "porque não protegeu o filho como deve ser".

- Mas se a professora repreender ou castigar (agora chama-se "aplicar uma medida preventiva e dissuasora")o aluno "asfixiador", leva por sua vez uma tareia dos respectivos pais, que acham que se trata de uma perseguição ao menino, pois estas coisas "são normais nestas idades e podia ter sido ao contrário e assim o menino pode ficar traumatizado".


É psicologia de algibeira, da mais barata. Mas quem fica mesmo traumatizada em ambos os casos é a professora, que vai receber tratamento hospitalar e nem pode queixar-se às autoridades, pois passou a ser um subentendido que apanhar faz parte do ofício.

CAPÍTULO 5

Esta situação instalou-se em 6 anos, mas vai demorar muito a debelar. A actuação deste director é simplesmente:

- inqualificável, chocando contra todo o bom-senso.

- compreensível, pois foi ao abrigo da ideologia do "coitadinho" que ele lá foi colocado e assim assume o seu papel.

Dizer que os alunos em questão têm direito frequentar a escola e que por isso é "impensável" mandá-los embora, é o mesmo que permitir que uma pessoa que roube, espanque ou insulte, ande em liberdade, porque "tem os mesmos direitos que os outros cidadãos".

É claro que tem, senhor director. Mas onde ficam os deveres?

E a quem serve esta ideologia arrevesada? O que serão as escolas públicas, por este andar, dentro de outros 6 anos?

Depósitos de crianças pobres? É que quem pode tem os filhos em colégios particulares.

E depois vêm algumas pessoas (das que batem na professora) sentenciar com uma lógica imbatível o inatacável silogismo de que:

- Os alunos do Privado têm melhores notas que os do Público;

Logo -----» Os professores do Público são incompetentes.

(!!!!!!)



CAPÍTULO ÚLTIMO

E uma palavra para as auxiliares, em cujas fileiras há elementos que têm actos de verdadeiro heroísmo anónimo, na dedicação que têm às crianças e que o dinheiro não paga (chegam a ir trabalhar de graça, aliás). Elas mais que ninguém estão presas por ter cão e presas por não ter. Apanham com toda a loucura que reina nas nossas escolas (governadas da forma que esta notícia ilustra), e são acusadas simultaneamente de repreender os meninos e de não os repreender. os pais ralham, ameaçam insultam e agridem se a funcionária ralha com o seu rebento, como ralham se ela não ralha com quem o incomode!

Quem não acredita que assista um período de intervalo em escolas daquelas dos subúrbios. Que testemunhe o tropel, o caos, o asneiredo, as agressões, a falta total de autoridade que fez com que as normas praticamente já não existam. E só não é pior porque muitos alunos "problemáticos" precisam de estar na escola para justificarem certo tipo de rendimentos que as famílias auferem. Se não, seria bem pior, estou certo.

E tudo isto com contrato a termo certo e a ganhar uma miséria.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O que é o ensino inclusivo?

É pegar num rapaz destes:



Americano de 18 anos
Rouba carros e defeca no banco de trás
O método surpreendeu as autoridades de New Jersey: um norte-americano de 18 anos foi detido pela polícia não só por roubar carros como também por… defecar no banco de trás.


E metê-lo na mesma escola e na mesma turma de miúdos normais, que não assaltam carros nem fazem cocó lá dentro.

Os grandes pedagogos que escrevem livros a recomendar o "ensino inclusivo" têm os filhos no ensino particular, que não quer lá marginais.

E depois admiram-se que haja miúdos que se matam. Imaginam o que é levar com a violência destes cavalões todos os dias? Até nós, adultos, temos medo deles!

Nota: antes que alguém venha dizer que sou racista por causa de o rapaz ser negro, tenho a dizer que dos alunos negros que já tive, 9 em cada 10 eram crianças exemplares. A cor da pele para mim conta zero.

domingo, 23 de outubro de 2011

"Perseguição na escola leva a morte"



Lisboa

Perseguição na escola leva a morte

Menino de 10 anos era gozado e agredido pelos colegas, em Benfica. Mãe foi encontrá-lo morto no quarto


Saiba todos os pormenores na edição em papel do jornal 'Correio da Manhã'.

Muitas vezes avisei, neste blog e não só, que a luta dos professores (pelo menos a minha) não era/é por "mais dinheiro", como os políticos tentam fazer crer. A luta dos professores (pelo menos a minha) é fazer parar a espiral de violência que tomou conta das escolas, com o beneplácito do anterior Governo de Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos.

Eu sei que sou um chato, eu sei que há 6 anos que digo o mesmo, eu sei...

Lembram-se da reportagem da RTP, chamada "A Violência Vai à Escola"? Lembram-se de que a reportagem foi retirada da Internet e que os jornalistas foram processados pela Ministra, porque na óptica dela, tinham "atentado contra a privacidade dos alunos"? Alunos esses que eram alguns matulões que dentro das salas de aula caminhavam sobre as mesas, jogavam capoeira, berravam, batiam nos mais fracos, massacravam os professores...

Agora as pessoas, como sempre, pedem contas aos professores. Mas os professores estão de mãos atadas. Se algum professor se tivesse atrevido a tentar parar a perseguição a este aluno ficava mal visto perante os directores (homens de mão do Poder), tinha a sua carreira ameaçada, e ficava na mira dos pais dos alunos, que iriam à escola jurar a pés juntos que se tratava de "coisas de miúdos, sem importância".

Presos por ter cão e por não ter, portanto.

As pessoas não estão nas escolas, e não sabem. Quando os professores lhes repreendem os filhos, vão lá bater nos professores, ameaçá-los, fazer queixa deles. Quando os filhos são alvo de violência vão lá bater nos professores, ameaçá-los, fazer queixa deles, porque deviam ter defendido os seus filhos.

As pessoas não estão nas escolas e não sabem que os professores são empurrados, ameaçados, esbofeteados, cuspidos, por alunos que lá andam apenas para a família receber dinheiro. As pessoas não sabem que agora nas escolas quem manada são os directores, e que os directores abafam tudo. As pessoas não sabem que já tem havido professores que, como este pobre aluno, também se mataram. As pessoas não sabem, e por isso não compreendem o nosso drama. As escolas já não são nada. São um viveiro de bandidos, onde os bandidos fazem alei e onde quem detém o poder fecha os olhos e diz que está tudo bem, para não perder o o tacho.

As pessoas não sabem que eu, por não me calar e, entre outras coisas ter este blogue, já fui várias vezes ameaçado, e estou na lista negra para ser dos primeiros a apanhar uma "porrada" valente, na primeira oportunidade. Porque "porradas" pequenas, essas, já as levo com fartura. Porque a mim me importa, acima de tudo, o sofrimento de meninos como este, que se matou. Muitos outros estão no mesmo ponto.

E sobre estes cadáveres virão comissões de estudo e outros abutres, para se banquetearem com mais uns tachos. Exigir-se disciplina (Oh, palavra proibida, que "cheira" logo a "fascismo"!!!), direitos e deveres nas escolas, isso não. Correr-se com os criminosos das escolas, isso jamais... Não é politicamente correcto.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Eu avisei!

Criei este blog para avisar que o Governo Sócrates estava a permitir que a violência entrasse nas escolas. Toda a violência era escondida e quem a denunciasse era perseguido. Os directores encarregam-se de encobrir tudo, como fizeram no caso do professor de Fitares, que acabou por se atirar de uma ponte.

Entretanto, cenas como estas são o pão nosso de cada dia:



Ponham mão nisto, antes que seja tarde. Estes professores já foram para a rua, em protesto pela violência de que são alvo e pela que vêem e que não podem solucionar:

"Fora com a Anabela que ela é racista!"



"Fora com a Anabela que ela é racista!" - gritam as senhoras ciganas. Já lidaram com miúdos ciganos? Sabem que os pais lhes dão SEMPRE razão, contem eles o que contarem, sem se preocuparem em saber se é verdade ou mentira?

Aqui há tempos assisti a uns miúdos ciganos chamarem "puta" a uma jovem. O namorado, farto dos insultos e dos empurrões, teve a infeliz ideia de os mandar embora, ameaçando dar-lhes uma chapada. Em poucos minutos foi o caos, com os pais a serem chamados e a quererem linchar o rapaz.

E voltando ao vídeo: que me dizem ao amigo dos Olivais, que já deve ter mandado abaixo uma saca de 50 quilogramas de cocaína só à conta dele?

São estas pessoas que agora mandam em Portugal. E ai de quem os ponha em causa! Eles têm sempre razão!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Quando eu ODEIO ter razão

Antigo aluno da Escola de Fitares colaborava em projectos de integração

Rapaz considerado “exemplar” pela comunidade escolar morre esfaqueado nas Mercês

19.10.2011 - 14:13 Por Romana Borja-Santos



João (nome fictício), 19 anos, podia ter enveredado pelo caminho errado. Mas conseguiu fazer as escolhas certas. Era considerado um “exemplo de força, determinação e solidariedade” para a Escola Básica de Fitares, no concelho de Sintra. Ontem morreu, na sequência de um esfaqueamento na zona das Mercês.



O aluno de 19 anos aguardava a entrada num curso profissional (Foto: Raquel Esperança/arquivo)

A notícia, que acordou esta manhã esta comunidade escolar, deixou a directora “consternada”. Por João. Mas também pela mensagem errada que pode passar para os outros alunos, quando se rouba a vida a alguém que se esforçou para ser diferente. “Era o DJ nas festas na escola, animador de rádio, era um exemplo, era tudo”, recorda a directora, Cristina Frazão.

Contactada pelo PÚBLICO, a Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou a morte do jovem, após um esfaqueamento levado a cabo por três indivíduos e que ocorreu ontem às 22h50 na Rua Dr. João de Barros, nas Mercês. A mesma fonte explicou que o óbito da vítima foi já declarado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, mas escusou-se a avançar pormenores sobre as circunstâncias do incidente ou sobre a eventual detenção dos suspeitos – justificando que o caso foi entregue à Polícia Judiciária (PJ), encontrando-se em segredo de justiça.

Na versão da escola, tudo se passou por causa de um boné. Cristina Frazão ressalva que ainda não sabem todos os pormenores, mas consta que João terá tentado impedir um roubo de um boné a um outro jovem. Mais tarde foi interceptado pelo suposto grupo de assaltantes, acabando por ser esfaqueado com uma arma branca. “Ajudar estava na sua personalidade. Quem o conhece sabe que não é uma vítima de mais uma rixa”, garante Cristina Frazão.

A Escola Básica de Fitares, onde João concluiu no último ano lectivo o 9.º ano, com um Curso de Educação e Formação em Práticas Administrativas, encontra-se inserida numa zona carenciada e com vários problemas sociais e económicos. Foi para tentar ultrapassar este contexto que a escola se candidatou ao programa Escolhas, um programa de âmbito nacional, criado em 2001, tutelado pela Presidência do Conselho de Ministros e fundido no Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural.

O programa, que visa promover a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis, particularmente dos descendentes de imigrantes e minorias, tem como objectivo a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social. Foi com este propósito em mente que a escola se candidatou há dois anos a este programa com o projecto “Orienta.Te”, que conta com um site que justifica que a ideia “surgiu da necessidade de se ultrapassarem alguns problemas emergentes na área geográfica da Rinchoa e Fitares, uma vez que se encontrava sem qualquer intervenção a nível social e comunitário”.

“A intervenção do Orienta.Te visa a integração escolar, social, cultural e profissional dos jovens pelo reforço das suas competências com vista à promoção de uma maior participação cívica e comunitária, reforçando o espírito de cidadania activa e os laços de pertença à comunidade local. No Orienta.Te as crianças e os jovens podem participar num leque variado de actividades que lhes proporcionam a aquisição de competências pessoais e sociais através de uma aprendizagem informal e criativa”, concretiza o site.

João, o mediador do projecto Orienta.Te

João era precisamente o mediador do projecto Orienta.Te na sua escola. Apesar de já ter concluído o 9.º ano e de ter, por isso, deixado oficialmente a Escola de Fitares, continuava a colaborar de perto, enquanto aguardava notícias sobre uma possível admissão numa escola profissional para prosseguir o seu sonho: fazer um curso na área de multimédia e eventos. “Apesar da idade com que concluiu o 9.º ano não era um miúdo com muitas retenções ["chumbos"]. Veio da Guiné e por isso começou a escola tardiamente mas foi sendo bem-sucedido. Era muito empenhado, organizado e motivava muito os mais novos. Era o exemplo de que quando conseguimos criar auto-estima nestes alunos eles respondem. Preocupa-me muito a mensagem que uma situação destas pode passar e que os alunos deixem de lutar por uma vida diferente”, reforçou Cristina Frazão.

Também Sónia Fernandes, psicóloga da escola e coordenadora do projecto Orienta.Te, conta que o aluno tinha “um projecto de vida bem estruturado” e que “funcionava como um mediador entre professores e alunos”. Era uma ponte. “Mesmo quando fora da escola detectava algum caso de risco vinha ter connosco a pedir para ajudarmos os colegas. Era um verdadeiro amigo, um amigo mesmo. Era tranquilo mas muito conhecido e divertido. Sempre que tínhamos uma ideia telefonávamos-lhe e lá vinha ele. Ajudava-nos com os mais novos nas colónias de férias. Era muito disponível e agora estava a preparar connosco a nossa festa de Halloween”, recorda a psicóloga.João vivia apenas com a mãe e com um irmão mais novo, pelo que fazia as vezes de pai, adianta Cristina Frazão. “A mãe trabalhava muitas horas e ele era como um pai para o irmão. Acompanhava os estudos, cozinhava em casa e vinha muitas vezes à escola buscar o irmão. Era a referência deste irmão e de muitos dos nossos alunos, que estão inconsoláveis. Não queremos que deixem de acreditar que apesar de tudo vale a pena lutar para serem no futuro um João.”



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É o resultado de uma política de Ensino romântica, que mete a cabeça na areia, no pressuposto de que a culpa da violência juvenil é da Sociedade e que por isso há que branqueá-la, não a deixando passar para as estatísticas.

Quais são os directores que gostam de apresentar maus resultados, seja em aproveitamento seja em comportamento dos alunos? Enquanto isso, vai-se perpetuando a mentira de que os alunos aprendem e que não há violência nas escolas.

Nas nossas escolas estão juntos alunos normais com os mais absolutos e completos marginais, que lá vão para a família receber uns subsídios e estar dentro de uma certa legalidade que muitas vezes encobre coisas menos claras.

Nas nossas escolas há alunos que gostavam de estar a trabalhar ou a aprender uma profissão e que são obrigados a estar ali, em delirantes "projectos", paridos pelas abençoadas sociologias da educação.

Os alunos que se comportam mal devem ser punidos Mais vale um castigo logo que se portam mal do que mais tarde assassinarem alguém.

Os alunos que querem e têm capacidade para prosseguir estudos devem ser encaminhados para essa via, como outros para cursos profissionais e outros para oficios sem grande exigência de qualificações.

É toda esta cultura de impunidade e desnorte que começa na escola que dá agora os seus frutos. Já tinha dado muitos, aliás. Há escolas onde só já há cursos de faz de conta, onde as aulas são apenas gritos e uivos, e onde os professores e funcionários estão sujeitos à lei da rolha.

É o resultado de uma política de Ensino romântica, que mete a cabeça na areia, no pressuposto de que a culpa da violência juvenil é da Sociedade e que por isso há que branqueá-la, não a deixando passar para as estatísticas.

Quais são os directores que gostam de aprsentar maus resultados, seja em aproveitamento seja em comportamento dos alunos? Enquanto isso, vai-se perpetuando a mentira de que os alunos aprendem e que não há violência nas escolas.

Nas nossas escolas estão juntos alunos normais com os mais abolutos e completos marginais, que lá vão para a família receber uns subsídios e estar dentro de uma certa legalidade que muitas vezes encobre coisas menos claras.

Nas nossas escolas há alunos que gostavam de estar a trabalhar ou a aprender uma profissão e que são obrigados aestar ali, em delirantes "projectos", paridos pelas abençoadas sociologias da educação.

Os alunos que se comportam mal devem ser punidos Mais vale um castigo logo que se portam mal do que mais tarde assasinarem alguém.

Os alunos que querem e têm capacidade para prosseguir estudos devem ser encaminhados para essa via, como outros para cursos profissionais e outros para oficios sem grande exigência de qualificações.

É toda esta cultra de impunidade e desnorte que começa na escola que dá agora os eus frutos. Já tinha dado muitos, aliás. Há escolas onde só já há cursos de faz de conta, e onde as aulas são apenas gritos e uivos, e onde os professores e funcionários estão sujeitos à lei da rolha.


O problema das ideologias



A realidade é uma chatice. Dá cabo das ideologias todas. Livre-nos Deus que alunos como este vão aprender uma profissão! Isso era logo considerado fascismo! Têm que ser todos doutores, mesmo que não saibam ler nem escrever!


E a senhora directora defende esta ideologia com unhas e dentes.


Pois é claro! Foi para isso que ela foi contratada. Para negar a realidade em nome da ideologia.



E a solução é tão simples... Basta que olhemos para os outros países europeus, não contaminados com estas patetices das sociologias da educação. Alunos incapazes de ler e escrever têm uma ensino de acordo com as suas capacidades e aprendem uma profissão que lhes dará emprego e dignidade. Por cá é assim. E por este andar este ainda vem a ser Primeiro-Ministro. É que já houve casos que...