segunda-feira, 26 de abril de 2010

Afinal era simples!

Conforme vimos no post anterior, afinal era bem simples resolver o problema da indisciplina nas escolas. Como concluíram os brilhantes técnicos (gente com estudos, não são praí nenhuns professorzecos), bastava colocar as mesas em "U" e desatar a "aprender com os alunos", como se pode testemunhar no vídeo! Engenheiros...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Humor!



Dentro do género humorísico, é do melhor que tenho lido nos últimos tempos!



Atenção especial para este parágrafo:

"Os docentes têm dificuldades com as novas tecnologias? Deixem que sejam os alunos a explicar como este mundo, que é o deles, funciona, aconselha Azevedo. É preciso voltar a "aprender, fazendo", conclui Diogo Teixeira."

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Porque é que os professores se matam?

A notícia está aqui, no Correio da Manhã.

Só quem passa por isto, todos os dias, é que compreende porque é que há professores que se matam. É que quando os professores se queixam, levam pancada dos pais, são ainda mais perseguidos e difamados pelos alunos, são mal vistos pelo "Senhor Director", e acusados pela Sociedade e pelos teóricos do Ensino, de "não saberem motivar os alunos"!

E isto, meus amigos, não foi "um incidente numa aula". Isto é o ambiente de cada perído de 90 minutos de aula, em que os professores se deparam com uma dezena, duas dezenas, três dezenas de Cátias a fazerem tudo por tudo para levar o docente ao esgotamento e à loucura.


É assim, em muitos casos, em cada aula, em cada dia, em cada semana, em cada mês, em cada ano, uma vida!




"Tonos", "professores da caca", "ainda só fui a uma aula e já dei mau aspecto". São várias as descrições pejorativas dos professores utilizadas, através de um fotoblogue, por uma das duas jovens protagonistas de um vídeo (alojado no YouTube), no qual gozam com uma docente de uma escola alegadamente do Grande Porto. Tudo enquanto a responsável expulsa as estudantes da sala.

Mas não se fica por aqui. Pelo meio das muitas fotografias que publica na internet, Cátia – que se dá a conhecer por ‘Katyzinha6’ – exibe-se com um cigarro na boca no interior da sala de aula. A legenda é elucidativa. "E quem é que fuma nas aulas? Euu!", lê-se. A foto teria acompanhamento vídeo, mas este foi entretanto retirado.

Aliás, os registos gravados – nomeadamente um intitulado de "Cortes e Decotes" – causaram várias reacções em blogues e redes sociais da internet. "Para quem adora os vídeos da Katyzinha6" é o nome sarcástico de um grupo no Facebook, que, segundo alguns membros esclareceram ao CM, surgiu por paródia, antes de ser conhecido o episódio da sala de aula, comportamento que criticam de forma veemente.»

O vídeo aqui incorporado parece não estar a responder. No entanto, sugiro aos não professores que me dão a honra de por aqui passarem, que cliquem no link da notícia e apreciem o vídeo que a Kátia orgulhosamente postou no youtube - um dos muitos, pois havia mais, que foram retirados. Dirijo-me aos não professores, pois para os professores isto não é novidade.

Mais pérolas da Kátia, uma rapariga que os professores ainda não souberam "motivar". lembrem-se de que estas meninas e meninos, na situação actual, têm carta branca para mandar nas escolas, dentro e fora das aulas. Não há meios legais de afastar das escolas para alunos normais, não desordeiros, e os encaminhar para algures onde possam aprender a viver em sociedade:



terça-feira, 6 de abril de 2010

Augusto Cury, Psiquiatra - 1


Augusto Cury habla y escribe con pasión sobre la educación. Pero en el discurso de este psiquiatra brasileño no asoman ni la geografía, ni las matemáticas, ni la física, ni la Historia... Prefiere centrarse en la empatía, en la libertad creativa, en lo que define como humanización del conocimiento. Alerta de que el sistema actual, volcado en depositar cantidades ingentes de información, perpetúa personas enfermas para una sociedad que se ha convertido en un gran hospital psiquiátrico. La solución no radica en la promulgación de leyes, sino, entre otras fórmulas, en prestigiar la figura del profesor, en su opinión la más importante para un país, y en estrechar la relación entre padres e hijos. "Los padres deben contar a sus hijos sus éxitos, pero también sus fracasos y frustraciones".

En nuestro país se ha generado un debate sobre la autoridad de los profesores. Se ha propuesto incluso reforzar su figura por medio de leyes. ¿Usted cree que los docentes han perdido autoridad?

Los profesores en todo el mundo, no sólo en España, están perdiendo la autoridad, pero esto no se puede achacar a los niños o adolescentes. Estos niños y adolescentes padecen un nuevo síndrome, que se llama Síndrome del Pensamiento Acelerado. Se han convertido en consumidores de productos y servicios, y no de ideas o sensibilidad. En el pasado, el volumen de información se duplicaba cada 200 años, ahora se duplica cada cinco años. Ese exceso de información conduce al desarrollo de ansiedad, irritabilidad... y a la falta de respeto de las reglas, pero una ley no va a resolver el problema de la autoridad. Lo que se tiene que hacer es cambiar la educación por completo, con una educación más humanizada.

¿La autoridad debe marcar la relación profesor-alumno?

Sí, pero la autoridad no impuesta, la autoridad que promueve la protección de la emoción, la libertad creativa, la aventura intelectual. La autoridad que controla es un problema, pero no hay duda de que los los maestros y profesores deberían ser más valorados y respetados por la sociedad. En mi opinión, deberían ganar dos veces más y trabajar la mitad. Los profesores deberían ser tratados con dignidad, tener más libertad,
no para controlar, sino para estimular el arte de pensar, para provocar la inteligencia, para que los jóvenes dejen de ser las víctimas de la historia para pasar a ser los protagonistas de la historia.
"Muchos padres están formando hijos enfermos para una sociedad enferma"


(continua)