segunda-feira, 30 de maio de 2011

Não se bate aos meninos...


O homem da imagem é o Rodofo, de 18 anos, um dos protagonistas do caso do espancamento em Benfica.



Andava no 7º ano de escolaridade, numa escola, com crianças.

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Imagina-se facilmente que seria uma jóia de moço para os colegas de 11 e 12 anos, para os funcionários e para os professores.

"Mas nós fomos buscá-los a casa!" - dizia Maria de Lurdes Rodrigues.

Acho muito bem que se vão buscar a casa, mas não para os deixar num meio que encoraja o crime e garante a impunidade.

Enquanto os agredidos eram apenas os professores e os funcionários, ninguém ligava, e muitos até se riam - e não me refiro só aos risos descarados e deleitados do Pai Albino. Depois, descobriram que os filhos levavam e calavam, quando estes caiam em depressão e não queriam voltar à escola. Agora a coisa é às claras no meio da rua, e o pessoal acordou, porque está a sentir o fogo queimar-lhe os fundilhos. Votem mais PS.

Mais lindezas só de hoje:




Aguarda-se as declarações de Santos Silva, provavelmente dizendo que a culpa é dos professores, que deviam ter feito uns joguinhos didácticos para ensinar a não desfigurar pessoas com facas X-acto...

sábado, 28 de maio de 2011

Aprender a aprender: um slogan para a ignorância - blog 5 dias

E aqui está como a festa do facilitismo, da desautorização dos professores, da banalização da aprendizagem, do associar professores a tiranos, serve os novos tiranos, que se apresentam com o rótulo de socialistas e estão a imbecilizar as novas gerações, tornando-as dóceis, dependentes do partido e votantes em quem lhes dá migalhas:





«Essa ideia da liberdade do aluno, liberdade de aprendizagem, é um enunciado ideológico. O aprendiz nunca é livre. Ele só é livre depois de dominar o objecto de aprendizagem; e quando domina deixou de ser aprendiz», afirma o pedagogo marxista brasileiro Dermeval Saviani, numa entrevista que lhe fizeram Raquel Varela e Sandra Duarte para a Rubra n.º 3 e que fui repescar para contribuir para este interessante debate sobre a educação iniciado pela Mariana Canotilho. Aqui vai a entrevista completa:

Qual é o papel da escola?

O papel da escola é o de ser o ambiente adequado para que o professor possa exercer da melhor forma possível o seu papel.


E qual é o papel do professor?

O papel do professor é elevar os alunos do nível não elaborado, do nível do conhecimento espontâneo, de senso comum, para o nível do conhecimento científico, filosófico, capaz de compreender o mundo nas suas múltiplas relações e portanto, passar da visão empírica, fragmentada do Mundo, para uma visão concreta, articulada.

Quem são, politicamente falando, os defensores da pedagogia do «aprender a aprender»?

Hoje em dia a pedagogia do «aprender a aprender» é a grande referência da orientação dominante. Tanto que está nos documentos oficiais e internacionais que depois se reproduzem em cada nação, como está nos meios de comunicação onde tentam convencer os professores das suas virtudes. O Relatório Jacques Delors das Nações Unidas sobre educação para o século XXI tem como eixo essa orientação do «aprender a aprender» e os países reproduzem isso nas suas políticas educativas. É uma pedagogia que tem origem na escola nova, no construtivismo de Piaget, que estava apoiado no keynesianismo. Agora foi recuperada, no contexto político do neoliberalismo, pelos pós-modernos. A ideia é que todo o ambiente é educativo – aprende-se em diferentes lugar, em diferentes circunstâncias e … também na escola! O argumento que dão para isso é que aquela visão rígida foi superada em benefício de uma sociedade flexível em que nada se pode prever. A escola não pode formar para 5 ou 10 anos, não se sabe como vai ser o futuro que está em constante mudança. Portanto a escola não deve ensinar algo mas apenas aprender. Mas este novo aprender a aprender já nem sequer dá a importância que os construtivistas davam à ciência. Não sei como é aqui, mas no Brasil introduzem parâmetros curriculares nos temas «transversais» – é como se os temas não fossem objecto desta ou daquela disciplina mas atravessam todo o currículo – educação cívica, moral, ambiental, sexual.

Nos seus livros defende que deve haver uma diferença clara entre currículo e extra currículo?

As actividades devem integrar as actividades da escola desde que elas colaborem para aquilo que é central no currículo. Não se pode apagar essa diferença, como fazem os pós-modernos, para quem tudo tem a mesma importância. Fazer um passeio na cidade e estudar matemática não tem a mesma importância.

O que pensa da memória, da repetição, no processo de ensino?

Esse é um outro aspecto que me parece importante. As teorias psicológicas modernas e pós-modernas tendem a secundarizar a memória enquanto faculdade psicológica e a repetição enquanto estratégia pedagógica. Mas isso é algo que as pesquisas psicológicas de base dialéctica, marxistas, como a da escola de Vigotsky, questionam. Elas mostram o papel da memória e da repetição no desenvolvimento. Eu elaborei algo nessa direcção não pela via das teorias psicológicas mas pela via da observação dos processos pedagógicos. A tese de que a criatividade é o oposto da mecanização, da automatização, não se sustenta porque essa visão dá à criatividade um carácter espontaneísta, como se a pessoa pudesse ser criativa a partir do nada. O que se constata no processo de desenvolvimento das crianças, da própria formação, é que a fixação de mecanismos não é impeditiva da criatividade, pelo contrário, é condição da criatividade.

Um músico só é livre de compor, livre de ser criativo, depois de muitos anos de estudo…

Sim, outro exemplo que dei é o do aprender a dirigir o automóvel. Enquanto não se mecaniza as operações não se é livre de conduzir um automóvel. Eu fui mais longe e generalizei numa espécie de lei pedagógica. O aprendiz nunca é livre. Ele só é livre depois de dominar o objecto de aprendizagem e quando domina deixou de ser aprendiz. Essa ideia da liberdade do aluno, liberdade de aprendizagem, é um enunciado ideológico.

Os alunos devem reprovar?

A reprovação não é uma exigência pedagógica porque a tendência das crianças e dos jovens é aprender. Nesse sentido se organizarmos adequadamente o processo educativo não vai haver reprovação.

É preciso estar na escola o dia todo, como estão as crianças portuguesas, para aprender?

Na educação infantil ou primária não acho produtivo as crianças ficarem 8, 9 horas na escola. Mas isso tem muito a ver com as condições sociais do país em causa – no Brasil a maioria das crianças não tem uma secretária, um lugar para estudar em casa.


O que pensa de políticas educativas como as que se estão a implementar em Portugal, em que os alunos vão passar a ter só um professor até ao 6.º ano?

No contexto em que isto está a ser posto há aí um objectivo político e que concorre para esvaziar as escolas do conhecimento elaborado, científico, que é a sua função. A burguesia tende a esvaziar a escola dos conteúdos mais elaborados mediante os quais os trabalhadores poderiam fazer valer os seus direitos, as suas reivindicações.


Defende que a escola que luta pelo socialismo é aquela onde se ensina o saber da classe dominante à classe dominada? Isto coloca em causa quase tudo o que a esquerda tem vindo a defender a respeito da pedagogia…

Essa é uma ideia central da proposta pedagógica que formulei. Eu acredito que ela tem base empírica e teórica. Ela tem base empírica a partir daquilo que observamos no dia a dia. Os trabalhadores consideram a escola algo importante, enviam os seus filhos para a escola na expectativa de que lá eles vão aprender. A expectativa deles é que os filhos estudando adquiram condições que eles não tiveram. No livro Escola e Democracia sintetizo assim a fala dos pais: «Se o meu filho não quer aprender o professor tem que fazer com que ele queira.» Essa frase foi interpretada por alguns colegas como sendo a evidência de que eu defendia uma pedagogia autoritária. Eu respondi a esses sectores a dois níveis: primeiro ao nível da linguagem. Eu disse: «Se o meu filho não quer aprender o professor tem que fazer com que ele queira.» Não disse: «Se o meu filho não quer aprender o professor tem que fazer com que ele aprenda, mesmo que não queira.» Isso sim seria impositivo – se ele não quer aprender vai aprender na marra, vou enfiar goela abaixo! O filho, que não tem experiência da vida, das lutas sociais, é compreensível que não perceba, mas o professor tem condições e obrigação de saber a importância do estudo e mostrar para a criança essa importância.

Mas a nível teórico, uma resposta mais elaborada a essa crítica deve começar pela diferença entre o empírico e o concreto. Comummente se usa o termo concreto como sinónimo de empírico, mas em Marx há uma diferença muito clara. No Método da Economia Política vai-se do empírico ao concreto pela mediação do abstracto. O concreto não é o ponto de partida mas o ponto de chegada do conhecimento. Eu traduzo isso na pedagogia da seguinte forma: parte-se do confuso, das primeiras impressões, para uma visão articulada, uma visão de síntese, pela mediação do abstracto, ou seja, da análise.

Quando o professor se defronta com o aluno ele tem que estar frente ao aluno concreto não ao aluno empírico. O aluno empírico é essa criança que está aí, com essas manifestações que eu capto à primeira vista, que eu capto pelos sentidos na aparência. Mas o ser humano é síntese de relações sociais, por isso eu tenho que o encarar enquanto indivíduo concreto e não apenas enquanto indivíduo empírico. Por isso quando me dizem que tenho que ter em conta os interesses dos alunos eu pergunto: do aluno empírico ou do aluno concreto? A escola nova fica no aluno empírico, por isso devemos fazer o que ele tem vontade e cai-se no espontaneísmo. Agora para o aluno concreto – enquanto síntese de relações sociais – é da maior importância passar da visão de senso comum para uma visão articulada, uma visão científica, ter acesso a conteúdos elaborados. Eu tenho que levar em conta os interesses do aluno concreto e portanto deve-se estruturar um ensino que vai além das primeiras impressões, subjectivas, dos desejos subjectivos que esse aluno tem. Mas ele só vai perceber isso na medida em que o professor lhe mostra, fazendo-lhe ver a importância dos conhecimentos para ele assimilar.

Defende que o conhecimento é um meio de produção e que a burguesia se apropriou dele?

O conhecimento elaborado é um produto do desenvolvimento da humanidade, um produto do desenvolvimento social do homem no processo de produção da sua existência. A burguesia apropria-se disto como se apropria dos outros elementos, mas isto não significa que ele seja inerentemente burguês. Trata-se de arrancar do controle dominante aquilo que são produções humanas, neste caso o conhecimento. Quando a burguesia era revolucionária, na passagem do feudalismo para o capitalismo, fez isso, arrancou o conhecimento das mãos estritas do clero e da nobreza.

E só liberta esse conhecimento na estrita medida em que o trabalhador precisa dele para desempenhar o seu papel no processo produtivo?

A minha posição é que considerar que o saber elaborado corresponde aos interesses dominantes, como fazem os reprodutivistas (ver caixa) é sonegar aos trabalhadores um instrumento de luta e nesse sentido manter os trabalhadores subordinados.

Os alunos portugueses são os piores da Europa a Matemática mas dominam a máquina de calcular desde a primeira classe. Têm Inglês e Informática desde o jardim-de-infância. O que significa para si este domínio da tecnologia combinado com uma absoluta ignorância da ciência?

A educação vai-se cada vez mais reduzindo a operações mecânicas. As máquinas da revolução industrial substituíam a força física do homem, hoje há máquinas que também realizam operações intelectuais. Isso deveria ter como função libertar o homem das funções repetitivas, tanto as braçais quanto as intelectuais, para assim libertar o homem para fruir, pensar, elaborar. Nas condições capitalistas a maioria é colocada na posição de só operar. O que possibilitou a existência dessas máquinas, que envolve matemática avançada, fica restrito a um grupo muito pequeno que frequenta universidades de ponta. O projecto de Bolonha ilustra bem isto, destrói toda a experiência da riqueza universitária europeia, que era um contraponto à americana onde eles têm grandes universidades para formar cientistas de ponta e depois uma grande diversificação de universidades de diferentes níveis.

Nós travamos esta luta, entre uma educação ao serviço da ordem dominante e uma educação que seja enriquecedora do homem. É claro que essa outra educação só se pode desenvolver na medida em que está articulada com aqueles que têm interesse nessa nova educação.


Dermeval Saviani, doutor em filosofia da educação, é professor emérito da UNICAMP (São Paulo, Brasil) e autor de grande número de livros, como Escola e Democracia (Ed. Autores Associados, 40.ª edição, 2008), História da Educação, Pedagogia Histórico-Crítica, Intelectual, Educador, Mestre ou Capitalismo, Trabalho e Educação, entre outros.

Como o PS preparou a privatização do ensino - blog 5 dias

por Ricardo Santos Pinto



Primeiro, privatizaram alguns serviços das escolas, como as cantinas, concessionadas a privados. É o que temos hoje na maioria dos estabelecimentos de ensino público: comida de pior qualidade (na minha escola, dizem os alunos, come-se arroz com arroz, porque às vezes a carne ou o peixe não chega para todos ou chega aos seus pratos intragável), gastos maiores para o Estado e um reduto privado dentro da própria escola que, no fundo, não é público. Chega-se ao absurdo de ver a escola a pagar o aluguer da cantina se quiser organizar aí um convívio de professores ou de alunos. Isto se a empresa autorizar, claro.


Forma hábil, também, de reduzir drasticamente a probabilidade de existirem greves e consequente encerramento das escolas. Em tempos, bastava que as cozinheiras fizessem greve para que a escola fechasse. Com privados, a cantiga é sempre outra.
Depois veio a entrega do ensino básico de 1.º ciclo aos municípios, que muitas vezes gerem o seu parque escolar através de empresas municipais facilmente privatizáveis. Não é difícil imaginar que, nas mãos de um município, uma escola perde a sua autonomia administrativa e pedagógica. Mesmo nas restantes escolas básicas e secundárias, os famigerados Agrupamentos e Mega-Agrupamentos, hoje em dia são os municípios que, na prática, escolhem o Director. Fecharam-se escolas a torto e a direito nas aldeias, mas em seu lugar criaram-se centros escolares, muitas delas em centros urbanos e em locais muito apetecíveis para os privados. E todos conhecemos o apetite devorador das Câmaras pelo sector urbanístico.
Ainda dentro do 1.º ciclo, a criação das AEC’s – Actividades Extra-Curriculares foi porventura o exemplo mais às claras de privatização do ensino. Actividades entregues sem disfarce a empresas privadas, que por sua vez passaram a contratar os professores. Aqui, a exploração foi sempre a palavra de ordem. Abundam os casos em que estes professores, muitas das vezes a recibo verde, recebem 4 euros por hora e, para além das aulas, ainda têm de acompanhar os meninos durante o intervalo. Uma situação que foi piorando à medida que o programa se foi implementando. Na Câmara do Porto, por exemplo, começou por ser a Faculdade de Letras a contratar os professores de Inglês das AEC’s, mas dois anos depois já era uma empresa privada de Lisboa a tratar do assunto, pagando, como é óbvio, muito menos. Em 2009/2010, numa medida com o mais elevado sentido pedagógico, os docentes receberam os seus horários para o ano lectivo numa garagem de Matosinhos.


A cereja no topo do bolo chamou-se Parque Escolar. A pretexto de modernizar as escolas – algumas precisavam, outras não – entregou-se a uma empresa pública o planeamento, a gestão, o desenvolvimento e a execução das obras, na maior parte das vezes através de ajustes directos e sem a menor transparência, como o Tiago Mota Saraiva tantas vezes denunciou no 5 Dias. Uma empresa pública que, repare-se, tornou-se a proprietária das escolas que intervencionou, sendo que estas passaram a pagar verdadeiros balúrdios de renda mensal à Parque Escolar. E se esta um dia for privatizada (será uma das duas grandes empresas que Sócrates queria privatizar em 2012?), todas essas escolas passam a ser privadas. Simples, não é?


Num assomo de honestidade, em fim de festa, os nossos amigos corporativos acabam por reconhecer que os Governos de Sócrates não pararam de aumentar o financiamento do ensino privado, apesar da diminuição do número de turmas subsidiadas.
Depois disto tudo, é provável que os socialistas tenham a suprema lata de vir dizer que o PSD quer privatizar o ensino. E logo eles que não fizeram nada para isso…

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Rei Vai Nu



Isto é o pão nosso de cada dia. O menino que filmou tem 18 anos e anda no 7º ano. Se os professores se meterem no meio ou se quiserem agir contra este tipo de agressores, estão "feitos" de duas maneiras: com os marginais e com o "sistema" - para usar o jargão futebolês. O rei vai nu, mas toda a gente tem que dizer que vai muito bem vestido. E imaginem o que são meninos destes numa sala de aula, sabendo-se TOTALMENTE impunes...

É tudo uma questão de "comunicação"


sexta-feira, 20 de maio de 2011

A culpa é do porteiro




Trancoso: Atacada quando estava num parque infantil com outras alunas

Violada por quatro colegas de escola
Menina de 13 anos atacada por quatro rapazes, da mesma idade, junto ao estabelecimento, que a levaram para uma mata e a violaram sucessivamente

Por:Luís Oliveira


"Aqueles bandidos fizeram da minha filha o que quiseram e destruíram-lhe a vida. Agora o meu maior medo é aquilo que o meu marido possa fazer quando regressar do estrangeiro." O desabafo é de Isabel (nome fictício), mãe de uma menina de 13 anos, agredida e violada por quatro colegas de escola, da mesma idade, em Trancoso. A aluna ficou num "estado lastimável", e os exames periciais, realizados no Instituto de Medicina Legal de Coimbra, confirmaram as agressões sexuais.

O ataque aconteceu na segunda-feira. Eram 15h30 e Sofia (nome fictício) e duas amigas estavam num parque infantil, junto à Escola Integrada de Trancoso. Segundo contou à mãe, os quatro colegas agarraram-na à força e levaram-na para uma zona de mato, onde a violaram. As amigas fugiram com medo. "Apesar de ela ter tentado fugir, porque tem muitos hematomas nas pernas e nos braços, eles tiveram mais força e conseguiram violá-la. Ela diz que foi violada por todos", contou ontem a mãe ao CM, em lágrimas, lamentando que a filha vá "ficar marcada para toda a vida".

Depois de se libertar dos agressores, a menina fugiu para a escola, com a roupa rasgada e suja de terra, e contou tudo a uma auxiliar. A direcção da escola apurou imediatamente o que se passara e chamou a mãe da vítima. "Quando me telefonaram, pensei que algo de grave tinha acontecido, mas estava longe de imaginar uma coisa destas."

A aluna foi assistida no centro de saúde e transferida para o Hospital da Guarda, onde fez exames e os médicos avaliaram as agressões. O caso foi comunicado ao Ministério Público e a menina seguiu, na mesma noite, para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra, onde foram feitos exames periciais que confirmaram a violação. "Foi abusada e violada por aqueles patifes", chora a mãe, lamentando que a Justiça "pouco possa fazer" – tendo em conta a idade dos agressores – e exigindo "actuação da escola".

ESCOLA GARANTE QUE VAI ACTUAR COM RAPIDEZ

O presidente do Agrupamento de Escolas de Trancoso garantiu ontem ao Correio da Manhã que, logo na segunda-feira, foi aberto um processo de inquérito com vista a apurar "as circunstâncias" em que se verificou o ataque. Carlos Delgado salientou que a direcção "vai fazer tudo para, dentro do estatuto do aluno, actuar com rapidez". "Nesta altura, não posso dizer mais nada", adiantou. A rapariga atacada e violada faltou à escola na terça-feira "porque não parava de chorar", mas regressou às aulas anteontem. "Fui eu que a incentivei a ir, porque ela não queria enfrentar os agressores. Mas ela está muito em baixo", garante a mãe. Os quatro menores envolvidos no ataque continuam a frequentar as aulas, mas o presidente dos agrupamento garante que "estão acauteladas todas as situações".

IRMÃOS NÃO TINHAM ORDEM PARA SAIR

Os quatro alunos agressores residem em três aldeias do concelho de Trancoso. Dois são irmãos e negaram os factos em casa, acusando apenas um dos suspeitos. A mãe destes menores disse ontem nada saber oficialmente. "Foi a padeira que comentou o caso na aldeia. Depois, soube pela mãe de uma amiga da rapariga agredida", referiu, garantindo que da escola apenas recebeu um telefonema ontem de manhã. "Disseram que me iam enviar uma carta porque os meus filhos estão com um processo disciplinar. Eu quero saber o que se passou porque eles não tinham autorização para sair da escola", garante.



RESUMINDO:


OS ENCANTADORES MENINOS VÃO TER O CASTIGO TREMENDO DE UMA SEMANA DE SUSPENSÃO, E A CULPA VAI SER ATRIBUÍDA AO PORTEIRO, QUE OS DEIXOU SAIR.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Aluno espancado, o "boy" acha normal!




Almeirim - mãe faz queixa na GNR e lamenta atitude da escola

Aluno agredido teme regressar

Um menor de 14 anos foi vítima de uma agressão em grupo, cometida por cinco colegas dentro da Escola Básica Febo Moniz, em Almeirim. Os agressores esperaram-no, quinta-feira, e enquanto um deles o esmurrava com violência, os restantes fizeram uma roda para que ninguém lhe acudisse. O menor, que acabou assistido no Hospital de Santarém a uma ferida interna no ouvido esquerdo, teme represálias e recusa-se a voltar à escola.

Por:João Nuno Pepino

Para a família, a situação configura um caso de bullying que os responsáveis do agrupamento estão a desvalorizar. "Os miúdos que lhe bateram são conhecidos por já terem agredido outros alunos. Todos têm medo deles", disse ao CM a mãe, Maria do Rosário, lamentando a resposta que obteve por parte do director do agrupamento. "Disse-me que eram coisas de cachopos, como se o meu filho não tivesse ido parar ao hospital", conta. Como a escola não participou o caso à GNR, foi a família quem apresentou queixa.

"Nada justifica a violência, mas foi apenas um desentendimento normal entre miúdos e o agressor vai ser alvo de um processo disciplinar", garantiu ao CM José Manuel Carreira, director do agrupamento, desmentindo que os alunos visados aterrorizem a escola. "São crianças com problemas, mas é um claro exagero falar em bullying", acrescentou.


Esta notícia é do Correio da Manhã.



Note-se a presença dos ingredientes socialistas do costume:



1 - Não interessa ao partido do Poder, portanto "não aconteceu". O miúdo levou uma sova das antigas, foi parar ao hospital, mas para o boy de serviço (de ordenado a condizer), foi um "desentendimento normal".



2 - Os garotos que espancam e aterrorizam toda a escola é que são alvo dos cuidados socialistas, porque "são crianças com problemas". Os que são espancados todos os dias, esses, pagam o preço de serem bem comportados, apesar de todos os problemas que possam ter.



E assim vai Portugal, a caminho de mais uma maioria socialista...



Comentários de leitores do CM:



Numa escola de Queluz, todos se metiam comigo, por ter sardas... um dia na sala de trabalhos manuais a brincadeira continuou... meti o ferro de soldar a aquecer, e meti-o nas costas de alguns... ACABOU A BRINCADEIRA!

Comentário feito por: Anónimo 16h38
Até mete nojo ler noticias destas...Como disseram os comentarios até agora...Se fosse filho do director ou se o tivessem matado,ja era um assunto importante,ja nao era coisas de cachopos!!Tristeza...

Comentário feito por: Anónimo 16h23
ESTE DIRECTOR DEVIA SER DEMITIDO, SE FOSSE O FILHO DELE JA ERA OUTRA COISA. E FICAM OS PAI DESCANSADOS A PENSAR QUE OS SEUS FILHOS ESTAO SEGUROS NA ESCOLA. É SO VEGONHAS PARA PORTUGAL.MAO PESADA PARA Q COMETE ESTES ACTOS

Comentário feito por:Ana Maciel13h22
Não é um caso de bullying?Então é o quê? É inadmissível que um director de um agrupamento profira tais declarações!Se são alunos com problemas de comportamento naturalmente não se pode facilitar.

Comentário feito por: Anónimo 11h52
Hoje em dia a grande maioria dos directores é isto que faz, pois não existe qualquer tipo de justiça, as vitimas continuarão a ser sempre vitimas... até um se passar...

Comentário feito por:António11h09
Caro José Manuel Carreira, espero não o encontrar aqui para os lados de Lisboa, pois pode ser que lhe rebente o ouvido esquerdo, coisa de adultos está a ver? Um desentendimento normal entre adultos.

Comentário feito por: Anónimo 10h35
É pena não ser filho(a)do director...ele resolvia o problema



Comentário feito por: Anónimo 10h08
este director devia ser responsabilizado pelas respostas que deu,se não é buyling é o quê? claro que não é um filho nem familiar dele.uma vergonha para todos os portugueses.

Comentário feito por: Anónimo 8h45
Se estas crianças têm problemas, há que colocá´-los em casas de correção, para que outras crianças não fiquem com trauma para o resto de suas vidas? Esta escola não pode ficar imune perante esta situação ?

Comentário feito por:Maria3h03
Pois eu queria ver se fosse filho ou filha do sr. director já era um caso de bullying. Sinceramente, desprezam os mais fraco.Miséria destas classes com mentes cheias de mania e que se acham intocáveis.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Menina abusada dentro da escola




Vila Praia de Âncora: Vítima acompanhada por psicólogo

Menina abusada dentro da escola
Uma menina de seis anos foi abusada por um rapaz de 14, na sexta-feira, no recreio da Escola EB 1,2 de Vila Praia de Âncora.

02 Maio 2011
Por:Ana Isabel Fonseca/ /Tânia laranjo


Os gritos da criança alertaram outros alunos, que chamaram funcionários, que, por sua vez, travaram os abusos do jovem. A Polícia Judiciária de Braga foi chamada de imediato ao local, no entanto, como o abusador é menor de idade, o que leva a que não possa ser responsabilizado criminalmente, foi libertado sem sequer ser ouvido. O caso seguirá agora para o Tribunal de Família e Menores, que poderá determinar uma medida tutelar educativa.

O crime ocorreu na sexta-feira por volta das 13h40. O rapaz, que frequenta a mesma escola, encontrou a menina no recreio e abordou-a. A certa altura, o jovem despiu as calças e as cuecas da criança e tocou-lhe nos órgãos genitais. A menina começou a gritar de dor, o que chamou a atenção de alguns colegas que alertaram de imediato as funcionárias. Quando chegaram ao local, o rapaz continuava a tocar no corpo da menor que chorava bastante e apresentava já alguns ferimentos.

As funcionárias da escola explicaram às autoridades que o menor disse não ter intenção de violar a menina e admitiram que aquele parecia não ter plena consciência de que estava a cometer um crime.

A Direcção da Escola foi também de imediato alertada e já disponibilizou um psicólogo para acompanhar a criança. A menina fez também exames no Instituto de Medicina Legal que comprovaram que a criança foi vítima de uma tentativa de violação.

O jovem abusador frequenta o 8º ano na Escola de Vila Praia de Âncora que tem alunos do 1º e do 2º ciclo. Os populares da freguesia criticam o facto de o estabelecimento acolher crianças de idades tão diferentes, o que proporciona que este tipo de acontecimentos ocorra com maior facilidade.