quinta-feira, 23 de junho de 2011

Todo este blog num só post

Não tenho absolutamente nada de pessoal contra o Partido Socialista nem contra qualquer outro. Nestes últimos 6 anos, contudo, vivi o drama da degradação do ambiente nas escolas, por via da indisciplina galopante, totalmente consentida pelo Governo que cessou em 5 de Junho de 2011.

O Partido Socialista, na opinião de muitos analistas, tem/tinha uma agenda oculta de degradação da qualidade da educação nas escolas públicas. Isso, juntamente com a chamada "pedagogia do coitadinho", levou a que toda a violência e indisciplina fossem escondidas.

Não é apenas por mim, que nestes 6 anos fui diariamente enxovalhado, ameaçado, desrespeitado e insultado, por alunos que perceberam que tudo lhes era permitido, e por pais envenenados pelo Governo contra a minha profissão.

Isso aguento eu. O que mais me custou foi ver perderem-se alunos. A escola, onde deviam colher estrutura, auto-disciplina, motivação e exemplos para a vida, foi para eles uma porta de entrada no deixa-andar, no álcool, nas drogas, na violência e na marginalidade. Os que não foram por aí, viram-se privados de aulas normais, pois as salas de aula passaram a ser dominadas pelos alunos prevaricadores.

Esta notícia tem tudo. Avivei a negrito:

- a vulgarização de comportamentos inconcebíveis para alunos de 13 e 14 anos.

- a impotência das autoridades.

- a política de ocultação promovida pelos directores (que continuam nas suas funções de agentes do Poder, apesar de o PS ter perdido as eleições).

Uma garota é violada. E já nem ninguém se espanta. haverá uma ou outra divagação made in Sociologia da Educação, cheia de chavões tais como "comportamentos desviantes", "bullying", e a inevitável questão do "estrato social de origem" dos alunos.

Foram 6 anos. Vai levar muitos mais para se reparar os danos causados.

A notícia é do Correio da Manhã:








Por:Joana Vales / Roberto Bessa Moreira

Sem que nenhum professor ou funcionário desse conta, dez alunos, entre os 13 e os 14 anos, da Escola EB 2, 3 de Sande, em Marco de Canaveses, decidiu escapar ontem de manhã às festividades do final do ano lectivo para consumir álcool junto a um riacho. Ficaram completamente alcoolizados e uma jovem que estava no grupo diz ter sido abusada.

Os calções da vítima foram rasgados e aquela foi tocada em diversas partes do corpo. A violação só não se consumou porque os professores foram entretanto alertados. Quando os docentes chegaram ao local, a pouco mais de 400 metros da escola, a jovem e outro menor estavam praticamente inconscientes. Foram ambos transportados para Hospital de Penafiel.

Aos bombeiros a jovem admitiu que bebeu demasiado e acabou por cair ao riacho. Contou que a tiraram da água, lhe rasgaram os calções e tentaram abusar dela. Os menores confirmam os abusos, mas dizem que aqueles apenas foram cometidos pelo rapaz que foi com a vítima para o hospital.

"Estavam os dois deitados ao sol porque tinham bebido muito e ele começou a tocar-lhe onde não devia e tirou-lhe a roupa quase toda à força. Decidimos chamar os professores", contaram vários alunos que estavam no grupo.

"JÁ É NORMAL BEBERMOS"

Os alunos ontem envolvidos no incidente admitiram que já não é a primeira vez que consomem álcool junto à escola. "Já é normal bebermos. Trazemos bebidas de casa, faltamos às aulas e vamos para o riacho. Os bombeiros já foram chamados muitas vezes, exageramos sempre no álcool", admitiu um dos jovens.

Os menores garantiram também que muitas vezes fogem pelas grades da escola.

ALVO DE EXAMES NO HOSPITAL

A menor abusada realizou ontem, ao final do dia, exames médicos no Hospital Padre Américo, em Penafiel, para tentar encontrar vestígios dos abusos. Os pais da jovem e do colega que também foi hospitalizado foram de imediato chamados à unidade hospitalar, tendo ficado bastante perturbados com tudo o que aconteceu.

O CM contactou ontem a escola que negou a ocorrência de qualquer incidente.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A herança do socialismo

Tenho dito a amigos e conhecidos, que se me têm dirigido muito "chocados" com o vídeo da agressão de Benfica, que daquilo vejo eu todos os dias. Esta notícia deve fazê-los perceber finalmente que para meninos destes a violência é uma cultura, um modo de estar. Só naquele dia, as meninas que agrediram a tal Filipa (que também deve ser boa peça), fizeram as tropelias que o Correio da Manhã noticia mais em baixo.


Tiveram azar. E foram pouco prudentes. Dentro das escolas estão muito mais à vontade para cometer todas as violências, porque os directores gostam de mostrar boas estatísticas, e como tal encobrem tudo quanto podem. os professores, de um modo geral e sabendo disso, evitam "incomodar" os directores com participações e denúncias, pois têm receio de ser castigados na sua avaliação. Bom professor é o que vê e cala, é o que diz que não há violência nenhuma, mesmo que veja cenas destas todos os dias. Até porque se as denunciar, além de ficar mal visto perante o director (que o rotula logo de "conflituoso"), ainda leva nas lonas dos agressores e famílias, encontra carro riscado, filhos espancados e casa pintada a spray. As vítimas, na hora da verdade, negam tudo, dizem que era a brincar, porque também sabem que se piarem levam mais. É esta a herança dos 6 anos de socialismo.






Lisboa: Investigação às duas jovens revela mais crimes violentos

Vídeo violento: Agressoras roubam e espancam mais três raparigas

Na mesma tarde e no preciso local onde espancaram Filipa T., um crime filmado por um cúmplice e cujas imagens, divulgadas na internet, chocaram o País, Bárbara e Raquel Oliveira, 16 e 15 anos, já tinham feito outras duas vítimas menores.
0h30
Por:Henrique Machado

Roubaram e agrediram, com bofetadas, puxões de cabelos e um pontapé, duas raparigas que seguiam para o Centro Colombo, em Benfica, Lisboa. Ficaram sem telemóveis.

Tal como, de resto, já haviam feito dois dias antes, na tarde de 19 de Maio, e mais uma vez nas traseiras de um prédio da rua Mestre Lima de Freitas. As duas jovens agressoras, nesse caso, cercaram e encostaram à parede uma rapariga menor que, sob coacção e violência, ficou sem uma carteira, os óculos escuros, dinheiro, o telemóvel e outros bens – como um desodorizante, verniz e batom.

No dia 21, quando Bárbara foi filmada a espancar uma rapariga com socos e pontapés na cabeça – crime que lhe valeu primeiro a prisão preventiva e agora a domiciliária –, as imagens mostram a agressora com a carteira que roubara dois dias antes. Bárbara e Raquel – que está agora num colégio de reeducação por ser menor de 16 anos à data dos vários crimes – atacavam sempre com cúmplices, rapazes.

ACUSAÇÃO QUASE PRONTA PARA O CRIME FILMADO

Bárbara Oliveira e Rodolfo Santos deverão ser brevemente acusados pelo Ministério Público pelas agressões a Filipa T. – foram os crimes de ofensas à integridade física que os levaram à cadeia por ordem do juiz Carlos Alexandre. Só no caso de Bárbara a medida de coacção já foi revista para prisão domiciliária. E o processo de Raquel, que ainda não tinha 16 anos quando cometeu os crimes, corre à margem – no Tribunal de Menores. Quanto aos crimes de roubo, coacção e agressões a outras vítimas, que a investigação da PSP coordenada pelo DIAP entretanto apurou, darão origem a uma acusação à parte – contra estes e outros envolvidos. De qualquer forma, no crime divulgado pela internet há uma prova para o roubo de 19 de Maio: Bárbara, nas imagens, aparece com a carteira tirada a uma das vítimas.

DIAP LIDEROU INVESTIGAÇÃO EM CONTRA-RELÓGIO DA PSP

As violentas agressões de que foi vítima uma rapariga de 13 anos indefesa, às mãos de Bárbara e Raquel Oliveira e perante a passividade de rapazes que não defenderam a menor e incentivaram o crime, filmando-o, provocaram uma reacção imediata na Justiça assim que o vídeo foi tornado público na comunicação social, dia 23 de Maio. Maria José Morgado, procuradora-geral adjunta e directora do DIAP, distribuiu e ordenou à 6ª secção daquele departamento do Ministério Público um inquérito com carácter de urgência. Avançou a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP de Lisboa, que rapidamente localizou e deteve Bárbara e Rodolfo Santos, um jovem de 18 anos que filmou as agressões. Presentes ao juiz, recolheram em prisão preventiva.