segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Até à vista!



O Governo anterior, socialista, que cessou em 5 de Junho de 2011, segundo observadores mais esclarecidos que eu, fez uma investida contra os professores, visando precipitar reformas, reduzir quadros, e poupar dinheiro. O Governo anterior fez tudo o que estava ao seu alcance para esmagar os professores:

Fez desabar sobre este grupo profissional toneladas de burocracia absurda, kafkiana, e de leis muitas vezes contraditórias entre si, tanto assim que se revelaram impossíveis de cumprir; tornou-os verdadeiros proscritos perante a opinião pública, divulgando dados devidamente "trabalhados", no sentido de associar os professores a malfeitorias e benesses indevidas; promoveu activamente o encobrimento da violência nas escolas e a indisciplina.

Foi uma ofensiva impensável num Estado dito democrático. Os professores que puderam, reformaram-se. Para os que ficaram, as coisas talvez nunca mais voltem a endireitar-se. Até aos 65 anos de idade, será uma luta para resistir ao esgotamento e à depressão. Os que ficaram, ressentem-se assim:

Professores portugueses no limite do stress.

Não sei a quem aproveita isto. Não sei de que serve destruir os professores. Será que as futuras gerações já não vão precisar de ensino público, ficando a escola 'a sério' reservada para as elites?

Tem a palavra o novo Governo, chefiado por Passos Coelho, que espero faça bem melhor.

Penso falar por todos se disser que apenas pretendemos a mesma dignidade que qualquer outro cidadão.

E se me permitem, a nossa profissão também merece ser acarinhada.

Até à vista!



 Post-Scriptum:

- Todos os dias na Imprensa vamos vendo os crimes (roubos, espancamentos, chantagens, tráficos, assassínios, etc.) cometidos por meninos agora com 17, 18, 19, 20 e poucos anos, que apanharam o tempo «em que se podia bater nos professores».  Eu avisei... 

Mas a opinião pública embarcou na propaganda de que a causa dos males de Portugal eram os malandros dos professores. Agora torcem a orelha...

- O mal que se fez ao Ensino em Portugal, temo que seja irreversível, por muitas razões. Esta, por exemplo:

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O meu obrigado a este Governo!

Professora leva com porta e requer hospital. É bom que se habituem, diz um responsável

Luis M. Faria
11:55 Segunda feira, 29 de outubro de 2012
Uma história que, infelizmente, nem sequer parece ficção. Algures durante uma semana como outras (que podia ter sido a semana passada) numa escola de um subúrbio de Lisboa cujo nome não me vem à cabeça (e podia aliás ter sido outro) um aluno estava a provocar agressivamente dois colegas. Eles respondiam-lhe, e não havia maneira de a aula poder começar.
A professora tentou acalmá-los. Como não obedeceram, chamou duas funcionárias e pediu-lhes que levassem o provocador para a sala de estudo cumprir uma tarefa - procedimento regulamentar, segundo consta. O provocador recusou a ordem. Elas puxaram, ele resistiu, o impasse durou algum tempo. Por fim, as funcionárias disseram que iam chamar o conselho directivo.
Nessa altura o aluno levantou-se e, em tom desafiador, começou a andar vagarosamente para a saída, distribuindo pequenos toques à sua passagem. A professora foi na mesma direção, para fechar a porta. Aí ele olhou-a com raiva, pôs o pé a travar a porta, e disse que ela nunca devia ter saído do hospital.

Conselho directivo demorou a aparecer


A injúria e o tom assustaram a professora. que se defendeu como podia e fechou a porta, à qual o aluno, já fora de si, começou a dar pontapés. Ao terceiro, conseguiu abri-la, com tal força que acertou na professora. Ela caiu no chão, ficando a sangrar copiosamente da cara enquanto os alunos se levantavam gritando - e uma ou outra chorando.
As funcionárias foram chamar o conselho directivo, que não apareceu logo. Professores indignados reportariam depois o primeiro comentário ouvido a um responsável da escola. Na mesma altura em que os bombeiros assistiam a professora ferida antes de a levarem para o hospital, esse responsável terá dito em tom sentencioso, referindo-se aos professores: É bom que se habituem a estes comportamentos hoje em dia.

Currículo (demasiado) alternativo


A mensagem implícita, segundo quem ouviu, era que aquilo (a violência) acontecia aos docentes que não usavam os métodos pedagógicos adequados para lidar com turmas de 'curriculo alternativo' ou onde existem alunos que por qualquer motivo têm problemas. Quem precisava de ser educado, concluía-se, eram os professores.
Se eles não se portam bem - se não aplicam técnicas pedagógicas correctas, modernas - ficam sujeitos ao castigo físico. Este velho método educativo já não é usado nos alunos, mas pelos vistos pode ser aplicado aos docentes mais ou menos à vontade. Será o currículo alternativo deles...
Enfim, sempre é progresso. A professora agora vai ter tempo para se actualizar.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/professora-leva-com-porta-e-requer-hospital-e-bom-que-se-habituem-diz-um-responsavel=f762971#ixzz2ArwtxpnK


COMO SE VÊ, NADA MUDOU. MANTIVERAM OS SOCIALISTAS A MANDAR NAS ESCOLAS, E A MISÉRIA CONTINUA.
-------------------------

--- Depois dos anos de perseguição socialista à profissão docente, pessoas mal formadas, estúpidas e cobardes, habituaram-se a "malhar" em quem não pode defender-se: os professores.

Esta senhora não se contentou em "malhar" na professora, ameaçou os filhos de morte!

Parece que se deu mal.

Se isto se deve a este Governo, o meu obrigado a este Governo!





Ameaçou que passava com o carro por cima dos filhos da docente
Condenada a 1080 euros de multa por ameaçar professora
O Tribunal de Barcelos condenou esta quarta-feira a 180 dias de multa, à taxa diária de seis euros, uma mulher de 37 anos que ameaçou a professora do filho.


A juíza titular do processo deu como provado que a arguida ameaçou que passava com o carro por cima dos filhos da professora.
A arguida foi condenada pelo crime de ameaça qualificada, tendo assim de pagar uma multa que ascende a 1080 euros.
O tribunal sublinhou que a arguida já tem antecedentes criminais e vincou o dolo com que agiu, cometendo uma "ameaça grave".
No final, a mulher, desempregada, disse que foi condenada por uma coisa que não fez e admitiu recorrer.
Segundo contou, os factos decorreram durante uma reunião no Colégio La Salle, em Barcelos, em que se terá queixado do desaparecimento do boletim de saúde do filho.
"Apenas pedi que fosse encontrado boletim, nada mais", assegurou.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ainda que mal pergunte...



Margem Sul
Prisão trava carreira no crime com 15 anos
Jovem de 27 anos do Pinhal Novo regressa à prisão.


Passeava-se de Porshe, tinha um restaurante, era membro "histórico" do gangue do Multibanco, e andava nisto há 15 anos. Ora assim sendo andava nisto desde os 12 (!!!), se ainda sei fazer contas. Tinha em casa um arsenal. Se desta vez não for mandado em liberdade, quantos anos, meses ou semanas, estará em reclusão?

Quantos destes jovens são fruto da ideologia que os dispensa de cumprir regras, para "não traumatizar", e depois acabam assim, numa vida de crime?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Mundo às Avessas

Ver post anterior.



«Laranjeiro

Irmã de aluno agredido faz queixa à PSP

Isilda Pereira, irmã do aluno de 10 anos, do 3º ano da Escola do Chegadinho, no Laranjeiro, alegadamente agredido por uma auxiliar daquele estabelecimento, afirma que vai avançar com uma queixa na Polícia contra a funcionária.

Por:C.S.

Isilda Pereira explica ao CM os pormenores do incidente: "Agredi a funcionária, à entrada da escola, porque não gostei que ela desse uma chapada na cara do miúdo. A agressão fez com que ele fosse contra uma porta de vidro que o podia cortar e provocar uma hemorragia, o que seria grave porque ele é hemofílico." A irmã do aluno afirma que só agrediu a funcionária porque esta a tinha "provocado". »

(Já) não é só nas escolas...




Enfermeiros e médicos são as principais vítimas

79 profissionais de saúde agredidos em 2010
O número de agressões a profissionais de saúde diminuiu em 2010, tendo sido registados 79 casos, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pela Direção Geral da Saúde (DGS).


Em 2007 registaram-se 35 episódios de violência contra profissionais de saúde no local de trabalho, em 2008 foram contabilizados 69 e em 2009, estão assinalados 174 episódios, número que caiu para 79 em 2010 de acordo com o relatório elaborado pelo Departamento da Qualidade na Saúde/Divisão da Gestão Integrada da Doença e Inovação da DGS.

Segundo o documento, a diminuição pode estar relacionada com "iniciativas locais" que conduziram à "melhoria da qualidade dos serviços" ou a uma redução da comunicação dos casos.

O texto refere que o "maior número de episódios de violência ocorre nos hospitais e, com menos frequência, nos centros de saúde" e que "nos hospitais, os serviços de internamento de psiquiatria e urgência correspondem ao locais onde ocorrem maior número de situações de violência".

"Pode existir uma relação com estes locais de ocorrência devido à condição psíquica do doente, no caso da psiquiatria e quanto à urgência, por ser uma das portas de entrada para o SNS", sublinha o documento.

O relatório assinala que "as vítimas predominantes são os enfermeiros e os médicos" e que na sua maioria são, "geralmente, do sexo feminino, com idade compreendida entre os 30 a 49 anos".

"Os tipos de violência com maior expressão são a injúria, violência física e discriminação/ameaça", relata o relatório, sublinhando que "o agressor é, frequentemente, o doente/utente/cliente, do sexo masculino e com idade compreendida entre os 40-59 anos".

"A maioria das vítimas revelou-se muito insatisfeita perante a forma como a instituição geriu os episódios de violência, considerando em 50% dos casos que esses episódios poderiam ter sido prevenidos e reconhecendo, em igual proporção, que os atos de violência contra os profissionais de saúde (...) são habituais", lê-se no documento.

O relatório refere igualmente que o "baixo registo de ocorrências é evidenciado em diversos estudos e pode estar relacionado com a noção que os profissionais têm de que a violência é algo que faz parte da sua profissão".

Para contribuir para a diminuição dos episódios de violência contra os profissionais de saúde, o documento sugere a divulgação do relatório "nas páginas das ordens profissionais e nas instituições de prestação de cuidados".

A DGS sugere ainda "o fornecimento anual do número de ocorrências registadas às instituições de saúde onde estas se verifiquem", a "dinamização do microsite sobre a Violência Contra os Profissionais de Saúde" e a "criação de um fórum de discussão nacional anual com os Grupos Coordenadores Institucionais de todo o país".

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O elo mais fraco



«Aluno do 3.º ano, de 13 anos, queixou-se em casa de ter sido tocado na cara pela funcionária

Almada: Irmãos de aluno da escola do Chegadinho espancaram vítima

Auxiliar agredida dentro de escola

Na quarta-feira à tarde, Raquel, 33 anos, auxiliar de acção educativa da Escola Básica e Jardim-de-Infância do Chegadinho, Almada, interveio para separar uma briga entre um aluno de 13 anos e um colega. Terá tocado inadvertidamente na cara do primeiro, que em casa se queixou de ter sido agredido.

Por:Miguel Curado/ Sara G. Carrilho


Menos de 24 horas depois, três familiares do jovem, aluno de 3º ano, introduziram-se no recinto da escola e espancaram Raquel.

Segundo disse ao CM fonte do agrupamento Francisco Simões, que superintende a escola do Chegadinho, a mãe do aluno foi "tirar satisfações" à professora do jovem. Enquanto decorria a conversa, os três agressores entraram na escola. Um começou por dar uma chapada a Raquel, seguido de ataque violento dos outros dois. "Foi a murro e pontapé", disse a mesma fonte. Os autores do espancamento escaparam, tendo Raquel sido atendida no Hospital Garcia de Orta, de onde teve alta pouco depois. Ontem não foi trabalhar por "medo de represálias". A PSP de Almada recebeu a queixa da vítima.

A coordenadora da Escola do Chegadinho negou ao CM ter qualquer funcionária chamada Raquel a trabalhar na escola, recusando-se ainda a comentar as agressões.»




-------------------------


O aluno tem 13 anos e anda no 3º ano. Demorou 8 anos para fazer chegar á antiga 3ª classe. O que andará a fazer na escola? Imagina-se...

Às funcionárias pede-se que façam trabalho de polícias de choque. Quando as funcionárias vêem brigas e não se metem, os pais dos alunos agredidos ficam escandalizados, porque as senhoras não lhes socorreram os filhos. Quando as senhoras se metem, levam bordoada da grossa e ninguém faz caso. São o elo mais fraco, estas senhoras que trabalham a contrato a termo certo, ganham uma miséria e são diariamente levadas ao limites por uma horda de mal educados que as insulta, empurram e agridem. Ninguém lhes vale.

O director, como de costume, não comenta. Nunca comentam, e quando o fazem dizem que não sonhavam que houvesse violência nas escolas que dirigem. Irra! O tempo do fascismo e da lei da rolha dizem que acabou em 1974!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

'Quando a escola é um terror'

REPITO QUE NADA TENHO CONTRA O PARTIDO SOCIALISTA, NEM CONTRA NENHUM. ACONTECE QUE FOI NO ANTERIOR GOVERNO QUE A VIOLÊNCIA ESCOLAR EXPLODIU, MERCÊ DE UM CLIMA DE PERMISSIVIDADE E DE PERSEGUIÇÃO INSTITUCIONAL AOS PROFSSORES. E ACONTECE QUE FOI O ANTERIOR GOVERNO QUE ADOPTOU A POLÍTICA OFICIAL DE NEGAR A VIOLÊNCIA ESCOLAR. NUM PROCESSO MUITO TÍPICO DO ESTALINISMO, NEGANDO UM PROBLEMA, FABRICANDO OUTRAS ESTATÍSTICAS, O PROBLEMA NÃO EXISTE. VEJAM-SE A NEGRITO AS DECLARAÇÕES DE ANA PAULA GRANCHO. MUDOU O GOVERNO, E OS CASOS COMEÇAM A APARECER. MAS ISTO É SÓ A PONTA DO ICEBERG. VAMOS VER SE ESTE GOVERNO PÕE CÔBRO A ISTO.



Histórias

Quando a escola é um terror

São professores e foram agredidos por alunos ou familiares deles dentro do lugar onde só se devia ensinar e aprender


Por:Marta Martins Silva

Rui levou uma cabeçada à saída do portão. Ficou com cortes na orelha, nariz e boca a sangrar. Foi para o hospital. Margarida foi agredida na biblioteca. Torceram-lhe o braço e o dedo. Ficou três meses em casa de baixa, sem conseguir mexer um ou outro. Sónia recebeu, noites a fio, telefonemas anónimos e ameaças de morte que lhe custaram problemas familiares. Também já cuspiram na garrafa de água que leva consigo para as aulas. Isabel foi empurrada do cimo de uma escada e só parou no chão enquanto lhe apertavam o pescoço.

Rui não se chama Rui, Margarida tem outro nome no registo e nem Sónia responde por Sónia junto daqueles que a conhecem. Os nomes fictícios ditos acima protegem homens e mulheres que fazem do ensino a sua profissão. Professores que foram (ou ainda são) vítimas às mãos dos alunos naquela que deveria ser a segunda casa de uns e de outros: a escola. São vítimas envergonhadas, muitas vezes a braços com depressões que durante largos meses as acompanham. Em 2009 foram agredidos quase 300 professores. Nas duas últimas semanas foram tornados públicos pelos menos quatro casos no País – fora aqueles que se escondem entre as paredes da escola e de lá não chegam a sair. Por vergonha.

A ‘BALEIA’

Custódia, professora de Português do ensino secundário em Vila Franca de Xira, vive “em permanente sofrimento. Como sou gordinha sou alvo dos alunos. Enviam-me e-mails a chamar-me baleia, bisonte e outros animais grandes”. No início de cada aula escrevem no quadro da sala ‘hoje temos aula com a orca’. Ou ‘hoje temos aula com a baleia’. Quando não escrevem no quadro, escrevem nas paredes ou desenham baleias com spray no carro da professora.

“Se vou no corredor eles desatam a rir e a fazer comentários ao meu rabo. Fiz queixa à direcção, que me disse para ignorar porque se trata de crianças embora sejam jovens com mais de 15 anos”. Optou por se calar. “Evito passar nos corredores e raramente escrevo no quadro para evitar que me atirem coisas para as costas. Já pensei muitas vezes acabar comigo porque não sei durante quanto mais tempo vou aguentar”.

José Sousa também conhece bem os efeitos da violência psicológica. De tal forma que, quando fez 55 anos, o professor de Matemática pediu reforma antecipada, “apesar do corte de 46%. Deixei o ensino por tudo o que passei, não aguentava mais um dia”, desabafa o ex-docente de uma escola em Vila Nova de Gaia. “Sou gago e de cor, estavam sempre a gozar. Chamavam-me preto durante as aulas e cheguei a ser agredido por um aluno de 15 anos à saída da escola. Um dia desmaiei na sala de aula, tiveram de chamar o 112 e estive um mês sem dar aulas. Outra vez, um aluno de 20 a Matemática, filho de um polícia, roubou-me os códigos de um cartão de telemóvel e fez chamadas. A mãe pagou-me 400 euros mas era mais de 1000 euros”.

PÔR FIM À VIDA

Elvira Madureira viu-se “obrigada a recorrer à aposentação voluntária, há cerca de um ano, porque não aguentava mais” depois de 34 anos a leccionar. Nada aconteceu até ao ano de 2006. “Houve um dia em que uma aluna irrompeu pela sala de aula e dirigiu-se a uma estudante minha com agressividade. Pedi para se retirar e peguei-lhe no braço para a conduzir para a porta. Agrediu-me de forma violenta, causou-me lesões que me impediram de fazer todas as actividades do dia-a-dia”.

Sucederam-se meses de “tratamentos de fisioterapia, psiquiátricos e psicológicos pagos por mim”. Devido aos custos, Elvira viu-se “obrigada a pedir empréstimos para pagar as consultas de especialidade no particular, para conseguir a tempo os relatórios para as juntas médicas” e endividou-se. “A minha situação económica tornou-se insustentável e entrei em insolvência. Devo mais dinheiro do que consigo receber de pensão, para a qual descontei 33 anos e meio. Para pôr fim ao suplício cheguei a tentar o suicídio”.

A psicóloga Joana do Carmo, que fez parte da Linha SOS Professor, conhece de cor estes casos. “Quando a convivência é difícil os docentes vivem um clima de ansiedade permanente. No caso da agressão, as manifestações associam-se a quadros de stress pós-traumático, como ataques de pânico, crises de ansiedade, recusa em ir à escola e medo de andar sozinho, mas também quadros depressivos”.

Durante muito tempo, Carlos Silva, de 30 anos, ficou com marcas no corpo. As da alma ainda permanecem. Não esquece o ano de 2008, em que leccionava Música nas Actividades de Enriquecimento Curricular numa escola a norte, contratado por uma autarquia. “O miúdo portava-se muito mal mas naquele dia estava pior. Agrediu-me ao soco e pontapé. Mais do que o acto, magoou-me a humilhação. Fiquei tão traumatizado que tive de cortar o cabelo – porque ele mo puxou. Metia-me nojo o meu próprio cabelo. Desde aí que também sofro de problemas urinários e penso que deve ter sido dos pontapés que levei nos testículos, fiquei com sequelas que não consigo provar porque na altura só fiz raio-X”.

Mas o pesadelo de Carlos repetia-se todos os dias quando ouvia os alunos comentar a frase que ainda hoje não lhe saiu da cabeça: ‘O professor de Música levou no corpo’. “Não tive apoio da escola nem da câmara. Aconselharam-me a não apresentar queixa sob pena de não ter colocação no ano seguinte”.

MURROS E PONTAPÉS


Artemisa Coimbra, professora de Inglês há 32 anos, só fraquejou na ambulância que a transportou até ao hospital onde recebeu cuidados médicos depois de uma violenta agressão no corredor de uma escola no Norte do País. “Senti-me injustiçada, mas depois comecei a ver a coisa ao contrário: eu não fiz nada de que me possa envergonhar, por isso vou denunciar”. A agressão aconteceu em 2008.

“Repreendi uns alunos que estavam a usar impropérios. Um deles respondeu-me torto e levei-o ao conselho executivo. Deixei-o lá e quando estava no corredor fui surpreendida. Ouvi um insulto, olhei para o lado e só tive tempo de ver o rapaz já em cima de mim”. Levava as mãos ocupadas, com o computador, livro de ponto e pasta. “Fiquei muito maltratada. Os óculos saltaram–me e fiquei lesionada numa perna devido aos pontapés que me deu com botas grossas e também levei murros e estalos”. O agressor, de 16 anos, foi julgado dois anos depois e considerado culpado. “Foi feita justiça”.

O mesmo não pode dizer a professora de Educação Física Lisa Cruz, há doze anos no ensino. O aluno de 11 anos que lhe rompeu um tendão e arrancou parte da articulação do polegar numa escola de Aveiro “saiu impune. Quando fui ao tribunal de menores perguntaram-me qual achava que era o castigo adequado. Disse que queria uma indemnização pelas despesas médicas e que achava bem que fizesse trabalho comunitário na escola”.

Um ano depois o veredicto foi ouvido no mesmo tribunal: “Disseram ao menino que tinha de ser assíduo, pontual e ter positivas. O meu pedido de castigo não foi aceite, a minha indemnização não foi paga. Dois anos mais tarde o caso acabou por ser arquivado. Claro que ficou muito bem na fotografia porque o Procurador [Geral da República] veio dizer que já tinham sido abertos não sei quantos casos e que os meninos estavam a ser punidos. Mas para nós, que andamos no terreno, não passou de uma fantochada”.

Nos três meses seguintes ao incidente, Lisa não conseguiu mexer a mão direita e dedicou-se a fisioterapia intensiva. “Eram os alunos que tinham de escrever o sumário por mim, a minha mão dominante estava completamente inutilizada”. Lisa foi agredida depois de separar dois alunos que estavam a intimidar um mais pequeno. “Um outro aluno, que não tinha nada a ver com aquilo, ficou chateado porque não houve porrada. Então começou a insultar-me. Não correu pior porque eu sei técnicas de autodefesa” – lembra a professora.

José Ferreira, de 42 anos, também passou “um mau bocado”. “Fiquei duas semanas sem dormir, apanhei uma depressão pela primeira vez na carreira”. Estava a dar uma aula de Educação Física, com os alunos a fazer abdominais e dorsais, quando “pus o pé nas costas de uma aluna para a obrigar a trabalhar mais um bocadinho, normal. O pai procurou-me, começou-me a chamar filho disto e daquilo e ameaçou-me de que tinha ucranianos a trabalhar para ele e que num instante eu desaparecia sem deixar rasto”. Mas para o professor o pior ainda estava para vir. Dois dias depois viu na primeira página de um jornal regional o título ‘Professor de Educação Física agride aluna’. Cinco meses depois, o pai da aluna foi obrigado a escrever dois pedidos de desculpa nos jornais onde tinham saído as notícias.

Já Ana Costa, de 51 anos, tentou separar dois estudantes que discutiam dentro da sala de aula, em Ourém, onde era professora. “O aluno estava medicado e, conforme me disse para sair da frente, deu-me um empurrão com o braço e deslizei pela sala. Fiz uma ruptura muscular, fiquei com hematomas na perna e o braço direito ainda hoje não está bom”. Apesar de tudo, não critica o aluno e percebe as circunstâncias.

“O pai estava preso e a mãe tinha morrido de sida. O garoto não teve culpa, consigo perceber que estava sob pressão”. Mas hoje, e ainda assim, Ana afasta-se e não intervém quando assiste a confusões. Elvira depende da filha para comer e procura trabalho noutra área, que lhe permita sobreviver. Carlos, se pudesse, dava aulas de porta aberta até ao fim da vida. Adozinda Cruz, a professora de Francês que em Março de 2008 foi notícia por causa da discussão do telemóvel que incendiou o YouYube – na Secundária Carolina Michaëlis, no Porto – nunca mais voltou a dar aulas.

CRISE PODE POTENCIAR NOVAS AGRESSÕES

“Chegam até nós menos pedidos de professores vítimas de violência por parte dos alunos nas escolas” – considera Ana Paula Grancho, da Associação Nacional de Professores. “Em parte, a razão deve-se ao facto de antes este ser um assunto-tabu, que o Ministério insistia em negar. A verdade é que nos últimos anos foram tomadas medidas determinantes ao nível da lei – como o facto de a violência contra os professores já ser considerada crime público, o que dá uma segurança maior a quem apresenta a queixa”, explica a docente.

Além disso, continua, “foram reforçadas as equipas da Escola Segura e as direcções regionais passaram a ter uma plataforma de participação obrigatória de todas as ocorrências”. Ainda assim, Ana Paula Grancho demonstra preocupação com a crise do País: “Vão começar a chegar-nos alunos mal alimentados, que por estarem sem comer estão mais mal humorados e que por conseguinte vão implicar com os professores e colegas. Teremos este problema para resolver”.

NOTAS

APOIO


Linha SOS Professor acabou em 2009, mas mantém-se o apoio do espaço Convivência nas Escolas.

OFENSAS


No ano lectivo de 2010/11 GNR contabilizou 206 ofensas à integridade física no interior das escolas.

INQUÉRITOS

Em 2009 foram contabilizados 145 inquéritos abertos na Procuradoria Distrital de Lisboa relativos à violência escolar.

DESABAFAR


Em sites na internet como a ‘Sala dos Professores’, com fóruns, os docentes muitas vezes desabafam sobre as agressões.


------------------------------


Comentário recolhido na Internet:

Toda esta situação de indisciplina caótica e vergonhosa nas nossas escolas é fruto de anos e anos de teorias pseudo-pedagogas, de legislações brandas e garantistas do papel do aluno coitadinho, de toda uma panóplia de idiotas que têm andado a brincar à educaçõezinhas e que dominaram e dominam ainda a vertente ideológica da 5 de Outubro, mas também de uma sociedade de burgueses armados em “democratas abrileiros”, progressistas e “modernos” que abominam tudo o que cheire a ordem, respeito disciplina ou organização, mas que nunca passaram de uma corja de imbecis que agora não gostam de ouvir as verdades. Paralelamente a toda uma quantidade de políticos incompetentes que têm governado a educação e essencialmente a uma elite cultural que se tornou distante perante estes problemas.

--------------

E já agora...


E esta é uma amostra muito suave. João Marcelino, António Ribeiro Ferreira, Miguel Sousa Tavares, a namorada do anterior Primeiro-Ministro de forma particularmente odiosa, e mais uma legião de jornalistas e oppinion makers afectos à anterior Situação ou simplesmente 'torcidinhos', acirraram anos fio o ódio contra os professores. Os resultados são os que acima se podem ler. Podem limpar as mãos à parede, senhores!

A reacção do director...



Nem sei se ria se chore. O director ficou surpreendido e pergunta-se que educação é esta que a Escola de hoje dá. Há quantos anos o director não entra numa sala de aula? Quando se candidatou a director (uma figura criada pelo anterior Governo por oposição ao presidente eleito), não dava aulas? Não sabia que este é o quotidiano de muitas escolas, de muitas turmas?

Já há vídeo...

O Correio da Manhã felizmente antecipou-se e fez um vídeo. Vejam sff o link da notícia: aqui.

Nós passamos por isto todos os dias. São apenas uns minutos que se vêem. Nós acordamos todos os dias sabendo que vamos para este inferno, sobretudo quando se trata dos famosos cursos EFA.

Gostávamos de ir para outra profissão, é claro, mas quando iniciámos esta ninguém nos disse que era para sermos sujeitos a esta tortura e às acusações de milhões de treinadores de bancada que acham que chegavam lá e os meninos se calavam logo.

Não nos disseram que iríamos ser alvo de uma campanha liderada por uma Ministra da Educação que virou o País contra nós. E agora, quando temos 40 ou 50 ou 60 nos, não estamos em condições de ir assentar tijolo, ainda para mais quando se sofre das costas, como eu.

Transcrevo a seguir o post de Paulo Guinote intitulado...


«Má Sorte A Minha…

… não ter a boa sorte deste colega.

Ao longo destes 20 anos, mais coisa, menos coisa, tive de enfrentar várias (muitas?) situações de indisciplina. Não tanto nos primeiros anos em que leccionei Secundário ou 3º CEB, mas bem mais quando passei a leccionar no 2º CEB.

Verdade se diga que há muitos anos, mais de uma década, tenho leccionado turmas complicadas, tanto pelo contexto, quanto por ser voluntário para trabalhar com turmas destas.

E tive de passar por muita coisa e ainda passo. Ossos do ofício, mas por vezes mais do que isso.

É verdade que melhora quando ficamos uns anos na mesma escola, ou quando o 1º período se vai estendendo. Passam a conhecer-nos e a respeitar-nos. Ou não. Mas quase sempre há uma avaliação globalmente correcta do que andamos por ali a fazer. Mas que custa a conquistar.

Mas a indisciplina, se não faz parte do meu quotidiano diário, nunca está assim tão distante, ou pelo menos o seu risco. Na sala de aula, a caminho dela ou no regresso. Porque a indisciplina para mim não se resume às quatro paredes da sala de aula e alastra ao respeito que é devido por todos a todos no espaço escolar. E os meus ouvidos estão sempre ligados, bem como, apesar da miopia, não tenho estrabismo e não estou sempre a olhar para o outro lado.

Penso que nunca tive uma aula caótica, mas já passei por momentos pré-caóticos. O segredo não está em não os ter, está em conseguir lidar, caso a caso, com o que nos aparece, avaliar em centésimos de segundo, uma situação e agir ou esperar um pouco. E, agindo, como agir. É um ofício de risco. Sempre com escassa margem para o erro.

O que fazer quando um(a) aluno(a) de 10 anos, na hora de troca de professor, olha para fora quando a porta se abre e diz olha ali a professora XYZ morta! e se ri para a turma, nos limites da capacidade de tolerarmos a infanto-alarvidade (e não há que ceder ao discurso politicamente correcto!).

O que fazer quando somos obrigados a lidar, sem prévio aviso, com interpelações públicas de familiares de alunos que, sem qualquer fundamento e contra todas as evidências demonstradas, insistem em ameaçar que um dia voltam à escola para bater em muita gente e não é só nos pequenos?

Como aprendemos a lidar com isto?

Como conseguimos, dia após dia, semana após semana, mês após mês, etc, etc, a avaliar as situações e (re)agir sem cairmos no desvario?

É este terreno complicado, lamacento, pantanoso, que somos obrigados a atravessar no nosso quotidiano, em especial quando não nos instalamos em nichos protegidos.

Perante dezenas de olhares, avaliações, juízos. Centenas, com a ampliação familiar. Diariamente.

Quando estamos lá… e não viramos a cara e agimos como gostaríamos que agissem nas escolas e corredores por onde passam as nossas crianças.

Porque não me parece curial reclamar para os nossos, aquilo que não garantimos aos dos outros.

Mesmo que por vezes se faça isso perante incompreensões, sobrolhos franzidos, conselhos para não me irritar que é mais seguro, saindo da zona de conforto da dormência que vai cobrindo muitas consciências cansadas.

Resistir a certas insanidades quotidianas é ainda mais difícil quando não existe rectaguarda que apoie quem ainda se preocupa. E isso faz quebrar muita gente. E eu entendo.

Nesse aspecto continuo um afortunado. E espero continuar. É a única forma de continuarmos… Esperar que não fiquemos sós. Que se mantenham laços mínimos de solidariedade e lealdade, que não de encobrimento.

A menos que, caso a corrosão atinja níveis inesperados, consigamos abstrair-nos e manter um rumo. Mas não é fácil.

Pois… voltando ao princípio. Má sorte minha a de não ser possível dizer que nunca enfrentei situações de indisciplina. Mas boa sorte quase todas terem tido desfecho a contento. Ou mesmo todas. Até ver.

Mas as probabilidades, com o tempo, encurtam. E os tempos andam ásperos e acelerados.»

Os vídeos foram à vida!

Este blog é a prova de que há muito que chamo a atenção para isto. Começa a vir a verdade ao de cima. Mas falta muito. Quem não está nas escolas não sonha o que é. As direcções das escolas muito raramente dizem alguma coisa. Branqueiam, em nome da segurança dos seus cargos e das ideologias modernaças que professam e que não querem sujeitar ao duro teste da REALIDADE:



Os vídeos do YOUTUBE foram à vida - claro! Os valentes, que são uns valentões para baixarem as calças na aula, borraram-se todos e recuaram. Espero que alguém os tenha guardado. Lamentável, a legenda 'assassina' do Correio da Manhã. Como pode a professora não ficar 'passiva', se até os todo-poderosos directores confessam ter as "mãos atadas" com a actual legislação, como noutro dia um deles confessava nas mesmas páginas do Correio da Manhã? Se a professora filmar a aula leva uma rabecada das antigas, como aconteceu a uma que o fez no Reino Unido. Se fizer queixa, o senhor director arquiva-a no cesto dos papéis e ainda dá má nota à professora, por 'não saber manter a ordem'. Se a professora tem o azar de chamar a atenção de forma mais enérgica leva logo dos alunos e ainda leva mais dos pais à saída, pois gente desta é mesmo assim. Porca miséria! Presos por ter cão e presos por não ter! No que esta profissão se transformou, por obra dos Governos do PS... E diga-se que nada tenho, em termos ideológicos, contra o PS, ou contra o PCP, ou contra o CDS ou contra o PSD, ou seja contra que partido for. Tomara eu que eles governassem bem quando lá estão.

Aulas caóticas filmadas (COM VÍDEOS)

Alunos da Escola Secundária Miguel Torga, em Sintra, infernizam aula.

Por:Bernardo Esteves




Uma das cenas captadas perante a passividade da professora»


Triste legenda esta, ó Correio da Manhã...


--------------------------------------------



Comentário de Ramiro Marques no seu blog:

O pão nosso de cada dia

07 Novembro, 2011 Posted by prof ramiro marques

O Correio da Manhã publica hoje, na versão digital, dois vídeos sobre o descalabro numa aula de uma escola do concelho de Sintra.

Não ponho link para os vídeos para não colaborar na divulgação de um ato ilegal. Os protagonistas são facilmente identificáveis, são menores de idade e até é possível identificar a professora.

As cenas veiculadas pelos vídeos são o pão nosso de cada dia nas nossas escolas, sobretudo nas turmas CEF e nos cursos profissionais.

Há de tudo. E tudo se permite. É a naturalização da má educação e da violência verbal e física. É a escola como instrumento de inculcação de vícios e contra-valores.

Vê-se um aluno a baixar as calças em plena aula, a mexer nos seios de uma colega e a fazer gestos obscenos perante a gargalhada geral. Os jovens circulam pela sala gargalhando. Ninguém toma atenção ao que a professora diz. A professora, impávida e serena, dá a aula como se a sala estivesse vazia.

Pergunto: é para isto que os nossos impostos servem? Não seria mais vantajoso para estes jovens, que aparentam ter entre 16 e 18 anos de idade, estarem a trabalhar ou a aprenderem um ofício em vez de andarem a desperdiçar o nosso dinheiro e o tempo deles em atividades tristes e lamentáveis?

Justifica-se desperdiçar o dinheiro dos contribuintes a manter na escola alunos deste tipo até aos 18 anos de idade?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Até que enfim!

Parece que os pais já perceberam:



Escola Pintor José de Brito

Pais estão a impedir os filhos de ir às aulas por considerarem que estão “em perigo

Aluno agressivo revolta pais
Os pais dos alunos do 7º C da escola Pintor José de Brito, em Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo, estão a impedir os filhos de irem às aulas.

Por:F.V.


Em causa está o facto de na turma existir um rapaz, de 13 anos, que os pais consideram "um perigo" para os filhos. "É um miúdo violento, que perturba as aulas e amedronta os colegas. Temos medo que um dia possa vir armado e haja uma desgraça", contou ao CM uma mãe, que pediu o anonimato. Ao fecho desta edição, os pais estavam reunidos com a Direcção Regional de Educação do Norte.


-------------------


Crianças faltam à escola por causa de colega violento

Caso passou-se em Viana do Castelo


Encarregados de educação de uma escola de Viana do Castelo não aceitam que os filhos frequentem a mesma turma de um colega de 13 anos, alegadamente violento, e 25 alunos faltaram hoje às aulas pelo terceiro dia consecutivo, noticia a Lusa.

«As crianças ficam cá fora porque não há condições de segurança e vamos estar aqui enquanto não encontrarem uma solução. Para os nossos filhos e para este rapaz, que também tem direito à escola, mas devidamente acompanhando», disse hoje à Lusa Célia Marques, uma das mães que hoje, pelo terceiro dia esta semana, protestaram à porta da escola.

O caso arrasta-se desde o início deste ano lectivo numa turma do sétimo ano da EB 2,3 e Secundária Pintor José de Brito, em Santa Marta de Portuzelo, envolvendo um aluno descrito pelos restantes encarregados de educação como «problemático» e «violento» com os colegas, de 12 anos.

No ano lectivo 2009/2010 o rapaz frequentou aquela escola mas devido a alegados conflitos acabou por ser transferido para outro estabelecimento de ensino do concelho, tendo regressado agora a Santa Marta de Portuzelo.

Em Outubro passado, por agredir a pontapé um outro colega de turma, o rapaz foi suspenso durante dez dias, castigo que terminou esta segunda-feira, quando estava previsto o regresso à escola.

Contudo, os encarregados de educação dos alunos daquela turma impediram que os restantes fossem às aulas, num protesto que estão dispostos a manter nos próximos dias até que seja apresentado um plano de acompanhamento e «garantidas as condições de segurança».

«Já apresentei queixa na GNR e o caso foi encaminhado para o Ministério Público. Não se admite que as crianças venham aqui para aprender e cheguem cheias de medo de serem agredidas. Isto foi a gota de água», disse à Lusa Maria Parente, mãe da criança agredida em Outubro.

Para tentar desbloquear a situação, representantes da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) reuniram esta quarta-feira na escola com encarregados de educação, do agrupamento escolar, da Segurança Social e da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.

O menor é descrito por alguns técnicos que o acompanharam como «muito agressivo» com alunos, professores e até com elementos da direcção da escola, registando um «forte absentismo» escolar.

«Ninguém nos apresentou uma solução válida para garantir a segurança dos nossos filhos e o devido acompanhamento da criança. Aguardamos que nos seja apresentado um plano de acompanhamento e enquanto isso não acontecer vamos continuar aqui à porta com os miúdos», disse ainda Célia Marques.

A directora do Agrupamento de escolas da Pintor José de Brito admitiu à Lusa que a situação «já foi participada à tutela» e que estão ser tomadas medidas, mas escusou-se a adiantar mais pormenores.

A mãe da criança reuniu hoje na escola, com a direcção, e no final garantiu que o filho «tem sido excluído» pela restante turma e que «apesar de não ser nenhum santo, também não é o monstro que querem fazer parecer».

«Teve algumas atitudes lamentáveis, como qualquer outra criança. Não é motivo para este protesto, na minha opinião, e por isso amanhã [sexta-feira] vai regressar à escola», disse ainda a mãe, preferindo não se identificar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os adultos desconhecem este mundo

O post anterior transcreve uma notícia do Correio da Manhã, de que destaamos:

FACADAS À PORTA DA ESCOLA

Gladis Kiala, de 16 anos, aluno do 8º ano da Escola Braamcamp Freire, na Pontinha (Odivelas), levou três facadas, à porta do estabelecimento. O agressor foi detido e o jovem foi internado no Hospital de Santa Maria (Lisboa). Uma professora defendeu então que os alunos deviam ser revistados. A mãe de Gladis Kiala, Maria António, afirma que o filho era amigo do aluno que o agrediu, adiantando que os "rapazes poderão não se entender devido ao sucesso do filho na música". Gladis Kiala é conhecido como o cantor rapper ‘Derry Fost’.


Ora então vejamos: a professora disse que os jovens deviam ser revistados. Mas não foram (claaaaaaro!!!).

E porquê? Porque têm mais direitos que as outras pessoas, por serem jovens.

E porque se os revistassem encontravam a navalhazita do Gladis Kyala, certamente:



Reparem no fino recorte da letra, "A nós é tudo tropa", e "um plano para acabar com a tua raça", e puxa da peixeira aos 35 segundos! É isto que nós, profesores, enfrentamos na escola todos os dias.

Os adultos desconhecem este mundo de violência em que muitos dos nossos jovens vivem. Quando perceberem, será tarde.

Nada será como dantes

Não me dedico a fazer o levantamento da violência escolar, nem sequer da que é publicada na Imprensa. Seria fastidioso. A geração do Maio de 68 a mandar, são os nossos legisladores e juízes, e como tem os filhos e netos nos colégios onde o povo não entra, relativiza, busca teorias abstractas, culpa os professores.

A mãe do agressor disse que ele não fez nada! Eh pá... Se a senhora disse, a menina que anda de muletas só tem é que dizer ao joelho partido que ele é um mentiroso... A partir de agora os juízes nos Tribunais serão substituídos pelas mães dos réus.

Repito: Há uma criança que anda de muletas e se calhar ficar marcada para toda a vida! Vamos fazer umas mesas redondas e uns observatórios e umas sociologias baratas? É isso?

Os directores não prestam declarações, com medo de ver o lugarzinho por um canudo - e o vencimento sabe tão bem - além de que era penoso voltar a ser um simples 'professorzeco', para usarmos a expressão consagrada pelo inefável Lemos, expoente máximo desta forma de pensar, trepador partidário, licenciado em Boston em 6meses, corrupto, trapalhão e inútil profissional.

Após o trabalho os dois Governos socialistas, que deram cabo do Ensino em Portugal, nada será como dantes. Há coisas que um vez estragadas, assim ficam.

Os professores, os funcionários e os aluno normais, amocham. Os pais dos miúdos normais, idem.

Mas pelo menos já abrem a pestana. Veja-se por exemplo nestes comentários à notícia que a densidade de 'bem-pensantes Maio de 68' já é mais pequena:

Comentário feito por:Esmeralda01 Novembro 2011Tirem os psicologos das escolas. Devolvam as réguas aos professores,e baixaram a população prisional.

Comentário feito por:Carolina01 Novembro 2011Não venham culpar os problemas financeiros dos pais do miúdo para tal acto,os meus pais também têm dificuldades económicas e ás vezes nem dinheiro para comer até o fim do mês temos, mas ao menos tenho boa educação!

Comentário feito por:Rodrigues01 Novembro 2011Ouçam bem alto... Portugal é um pais de terceiro mundo, é uma pais que mete nojo aos verdadeiros portugueses, é a anarquia total, só temos que agradecer á porcaria que nos governa. Que vergonha de pais..

Comentário feito por:manuel01 Novembro 2011No meu tempo não era preciso policia à porta e não havia disto.Prendam os pais.

Comentário feito por:Augusto01 Novembro 2011Se tratam assim os professores como é que tratarão os pais! O mal é esses pais admitirem isso mas a educação que tiveram não dá para mais. E os filhos destes seguirão o mesmo caminho.'Educação' é uma expressão do passado

Comentário feito por:Rui Lolo01 Novembro 2011Escola Segura!? Isso é o quê? Os polícias à porta da escola sem sequer poderem entrar? E depois de pararem as agressões? O aluno volta a estar na sala de aula no dia seguinte sem qualquer tipo de consequências. Que circo

Comentário feito por: Anónimo 01 Novembro 2011Então trata-se de um "jovem em risco", não é verdade?! A mim, parece-me que quem está em risco é quem com ele se cruza! Maltrata colegas, espanca professores e é a ele que protegem?!!!! Abaixo o politicamente correcto!

Comentário feito por:Danny01 Novembro 2011Não confundam dificuldade económica com má educação.Fui pobre,muitas vezes fui à escola cheio de fome.Contudo,nunca agredi o professor.Já agora,estes professores têm as mãos e pernas atadas?

Comentário feito por:Bruno Barriga01 Novembro 2011Aqui está um exemplo de que quem não educa os filhos devia deixar de receber ajudas do Governo, mas sim serem devidamente penalizados. A falta de dinheiro não significa má educação ou falta dela.

Comentário feito por:Diamantino01 Novembro 2011Admirais-vos e indignais-vos pelos actos cometidos por uma criança que apenas tem 10 anos e que provavelmente foi criada por uma família desestruturada, que dizeis de adultos (advogados,engenheiros,médicos, actores ...




Faro: Menina de 15 anos agredida por colega de 14 anos na escola D. Afonso III

Espancada na sala de aula
Agressor é acusado de ter atitudes violentas. Mãe garante que ele “não faz bullying” e diz que há outros alunos problemáticos.


Por:João Mira Godinho/E.N./E.P.



Está em casa, a recuperar bem, a menina de 15 anos que foi espancada em plena sala de aula, na Escola D. Afonso III, em Faro. B.D. foi agredida a soco e pontapé por um colega, na sexta-feira, e houve necessidade de receber tratamento hospitalar.

"Ela ainda se queixa de dores de cabeça", explicou ontem ao CM Eulália Campina, mãe da menina. "Está sob vigilância e estou a dar--lhe analgésicos. Se não melhorar levo-a outra vez ao hospital à noite", acrescentou.

B.D. ficou com hematomas na cabeça e num olho depois de ser agredida na aula de Ciências. "A minha filha estava a defender outro menino, de 12 anos, de um mais velho", conta Eulália Campina. "Chamou-lhe anormal, porque ele se estava a meter com um mais pequeno, e o outro puxou-lhe logo o cabelo e deu-lhe um estalo", explica. A jovem "caiu ao chão" e o agressor "meteu-se em cima dela ao soco e ao pontapé".

Eulália afirma ainda que o aluno que agrediu a filha "já tem tirado dinheiro a outras crianças" e "é conhecido por comportamento violento".

Versão bem diferente tem a mãe do rapaz. "O meu filho e a colega já estão juntos desde a Primária", refere Luísa Guerreiro, acrescentando que "eles sempre andaram à bulha, todos os anos, mas até são amigos".

Condenando a atitude do filho, Luísa Guerreiro admite que o rapaz, de 14 anos, "é um bocado rebelde e que às vezes se porta mal nas aulas", mas "não faz bullying". E acusa outros alunos, amigos do filho, de criarem problemas de segurança na escola D. Afonso III. Luísa Guerreiro diz ainda que o filho "já telefonou à colega a pedir desculpa" e, como castigo, o jovem está "sem sair de casa e sem acesso ao computador". Por outro lado, estranha que nada tenha sido dito da escola e conta falar com os responsáveis amanhã. Lá poderá encontrar a mãe de B.D., que também promete ir à escola.

O caso foi entregue ao Ministério Público enquanto, ao mesmo tempo, está a correr um processo disciplinar ao aluno agressor.

FACADAS À PORTA DA ESCOLA

Gladis Kiala, de 16 anos, aluno do 8º ano da Escola Braamcamp Freire, na Pontinha (Odivelas), levou três facadas, à porta do estabelecimento. O agressor foi detido e o jovem foi internado no Hospital de Santa Maria (Lisboa). Uma professora defendeu então que os alunos deviam ser revistados. A mãe de Gladis Kiala, Maria António, afirma que o filho era amigo do aluno que o agrediu, adiantando que os "rapazes poderão não se entender devido ao sucesso do filho na música". Gladis Kiala é conhecido como o cantor rapper ‘Derry Fost’.

SAIBA MAIS

BULLYING


Termo inglês utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos.

10

dias úteis de suspensão é uma das medidas disciplinares previstas no Estatuto do Aluno. As outras são a repreensão registada e a transferência de escola.

DAN OLWEUS


Professor norueguês que na década de oitenta definiu o conceito de bullying, quando investigava tendências suicidas entre os jovens.

1300 AGRESSÕES NA ESCOLA


No ano lectivo 2008/09 foram registadas pelas autoridades cerca de 1300 situações de agressões em ambiente escolar. De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna, foram participadas à GNR e à PSP 4612 situações de ilícitos em ambiente escolar, das quais 28 por cento correspondem a ofensa à integridade física e 27 por cento a furto. Os distritos de Lisboa (34,6 por cento), Porto (22 por cento), Setúbal (7,6 por cento), Aveiro (5,6 por cento) e Faro (5,2 por cento) são aqueles com mais participações.

Em relação à participação/mil alunos, Lisboa tem 3,6, seguindo-se Faro (3,4), Setúbal e o Porto (3,1) e depois Beja (3,0).

DISCURSO DIRECTO

"NÃO SE TRATA DE VIOLÊNCIA CONTINUADA": Luís Correia, Director Regional Educação do Algarve

Correio da Manhã – O terceiro caso recente de violência em escolas algarvias preocupa-o?

Luís Correia – São casos diferentes. Este, pelo que me foi comunicado, não será uma situação continuada. É condenável pois trata-se de violência, mas foi isolado, não se tratará de bullying.

– Há testemunhos que apontam outras atitudes de violência a este aluno?

– Não me foi comunicado. Está a decorrer o processo disciplinar, que vai esclarecer tudo. E só depois se saberá a punição.

– Face aos dois outros casos noticiados, é perigoso estudar nas escolas algarvias?

– Há vários níveis. Houve uma situação de um aluno que levou uma arma para a escola, o que é absolutamente excepcional, e um caso em Olhão, de bullying, mas não temos indicação de uma subida de casos de violência.

– A atitude da professora foi a correcta?

– Passou-se tudo muito rapidamente e a professora não teve tempo para reagir. Depois, os dois alunos foram separados, como deviam, e foi chamada a PSP.

BULLYING AFECTA 1 EM CADA 3


Uma em cada três crianças do distrito de Bragança, onde vivia Leandro, o menino que se atirou ao rio, já foi vítima de bullying. Esta é uma das principais conclusões de um estudo da Universidade do Minho, que analisou o fenómeno da violência nas escolas de Bragança entre 2008 e 2009. O estudo envolveu 3891 crianças do 1º e 2º ciclos, e revela que é no terceiro ano de escolaridade que há mais casos de violência. Os rapazes são mais vítimas e mais agressores, e é nos recreios e no caminho casa-escola que as investidas acontecem com maior frequência. O tipo de agressão mais usual é a verbal, depois a física e a psicológica. Só na difamação é que as raparigas superam os rapazes.

Por norma o agressor não tem grande supervisão familiar e em alguns casos é ele também vítima de agressões, em casa.

NOTAS

OLHÃO: REFUGIADO EM CASA


Em Março, um menino de 10 anos foi forçado a ficar em casa, depois de ser vítima de maus tratos e roubos na escola João da Rosa, Olhão. Os colegas acusados de bullying foram transferidos.

FARO: PISTOLA NA MOCHILA


Uma pistola de calibre 6.35 foi encontrada na mochila de um aluno de 11 anos da EB 2,3 do Montenegro, em Faro, depois de este efectuar alguns disparos junto à escola. Arma era do avô

ALBUFEIRA: DROGA FORÇADA


Uma criança de 11 anos disse que era obrigada a fumar droga na escola EB 2,3 D. Martim Fernandes, em Albufeira. Os pais fizeram queixa e a GNR apreendeu droga ao aluno acusado

Este país "desestruturado"

Mas isto agora é todos os dias? - perguntarão as pessoas que não estão dentro do assunto. Não, isto é assim todos os dias desde há 10 anos, quando o tal Governo "com uma paixão pela educação" semeou a falta de educação. Agora sabe-se é mais, é mais difícil abafar.

O menino não é malcriado, a família é que é "desestruturada". Por isso, comem os inocentes: colegas e adultos que trabalham na escola.

Daqui a uns anos o menino vai preso e lamentará não lhe terem dado a "estrutura" que lhe falta em casa.




Em escola de Castelo Branco

Aluno agride professor com pontapés

Um miúdo de dez anos, aluno da Escola EB1 de Escalos de Baixo, Castelo Branco, agrediu ontem com pontapés um professor, durante uma visita de vários docentes do agrupamento para averiguar das necessidades do estabelecimento. Segundo apurou o CM, o agressor, proveniente de uma família com dificuldades económicas, está sinalizado pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e é considerado "problemático", por "maltratar os colegas".

Por:Isabel Jordão



A visita de ontem destinava-se a averiguar a sua situação e o seu comportamento, tendo o miúdo reagido com violência, ao pontapé, quando estava a ser questionado por um dos professores. Na sexta-feira, o Ministério da Educação e Ciência repudiou os casos mais recentes de agressões nas escolas, considerando-os "totalmente inadmissíveis e intoleráveis" e defendendo o reforço do Programa Escola Segura. No distrito de Castelo Branco, os casos são "muito pontuais", disse ao CM Carlos Costa, dirigente do Sindicato dos Professores da Zona Centro.

Xe Gordo, um herói do nosso tempo...

Os Juízes hesitam... E com razão. Uma jóia de rapaz como o Xe Gordo merece sempre mais uma oportunidade - até porque os Xegordos podem sempre vingar-e, coisa que as pessoas normais e cumpridoras da lei jamais fazem. Por isso é que os Xegordos mandam nisto, fazem o que querem e toda a gente tem que os aguentar.

Pensem, os leitores não professores, na quantidade de meninos destes espalhados pelas escolas do país, e na conspiração de silêncio que existe para que as suas proezas dentro da escola não venham a público. Manda a mentalidade vigente que estes meninos sejam protegidos das consequências dos seus actos. Incendeiam autocarros, espancam colegas, professores, funcionários, metem-se no crime maior, mas a mentalidade vigente culpa esse ente mauzão que é a "Sociedade", e a mentalidade vigente resolve tudo com "uma conversa" e umas palavrinhas mansas. E o Xe Gordo ri-se e acelera!






Albergaria-a-Velha: MP pede prisão para três jovens

Atraem para sexo e roubam

O procurador do Tribunal de Albergaria-a-Velha pediu ontem uma pena de prisão para três jovens acusados de roubo a um reformado de 73 anos.

Por:Francisco Manuel


Pedro Miguel, conhecido por ‘Xe Gordo’, rapaz de 18 anos que se encontra com pena suspensa por ter incendiado vários autocarros na central de camionagem local, e os dois cúmplices, Juan Carlos Saraiva, 21 anos, e Mónica Ferreira, de 19, são acusados pelo Ministério Público de atraírem o homem para um encontro sexual com o objectivo de o assaltarem.

Tudo aconteceu em Outubro de 2006. A vítima respondeu a um anúncio de carácter sexual, do serviço de teletexto de um canal televisivo. De acordo com o reformado, depois de se encontrar com Mónica no centro de Albergaria-a-Velha, ela convenceu-o a ir até um local ermo onde estavam os dois cúmplices, munidos com uma pistola de paintball, que o obrigaram a sair do automóvel e entregar a carteira. No interior, o homem tinha guardado 300 euros. "Era o dinheiro que estava a juntar para comprar um plasma", explicou o septuagenário ao colectivo presidido pelo juiz Vítor Soares.

Enquanto ‘Xe Gordo’ se remeteu ao silêncio, Juan Carlos e Mónica contaram uma versão nova de toda a história. A jovem afirmou que, quando chegou ao encontro, se arrependeu e tentou ir embora, mas o reformado não a terá deixado, por isso mandou mensagens aos amigos para acorrerem em socorro dela. "Ele disse que não veio de tão longe para nada", afirmou.

A mesma versão contou igualmente Juan Carlos, acrescentando que o objectivo era dar uma lição ao reformado que, garantiu ainda, na carteira apenas tinha 10 euros.

"São jovens com um passado duvidoso e, por isso, não sei se merecem outra oportunidade", sustentou o procurador, pedindo penas de prisão para os três arguidos.