quarta-feira, 8 de junho de 2011

A herança do socialismo

Tenho dito a amigos e conhecidos, que se me têm dirigido muito "chocados" com o vídeo da agressão de Benfica, que daquilo vejo eu todos os dias. Esta notícia deve fazê-los perceber finalmente que para meninos destes a violência é uma cultura, um modo de estar. Só naquele dia, as meninas que agrediram a tal Filipa (que também deve ser boa peça), fizeram as tropelias que o Correio da Manhã noticia mais em baixo.


Tiveram azar. E foram pouco prudentes. Dentro das escolas estão muito mais à vontade para cometer todas as violências, porque os directores gostam de mostrar boas estatísticas, e como tal encobrem tudo quanto podem. os professores, de um modo geral e sabendo disso, evitam "incomodar" os directores com participações e denúncias, pois têm receio de ser castigados na sua avaliação. Bom professor é o que vê e cala, é o que diz que não há violência nenhuma, mesmo que veja cenas destas todos os dias. Até porque se as denunciar, além de ficar mal visto perante o director (que o rotula logo de "conflituoso"), ainda leva nas lonas dos agressores e famílias, encontra carro riscado, filhos espancados e casa pintada a spray. As vítimas, na hora da verdade, negam tudo, dizem que era a brincar, porque também sabem que se piarem levam mais. É esta a herança dos 6 anos de socialismo.






Lisboa: Investigação às duas jovens revela mais crimes violentos

Vídeo violento: Agressoras roubam e espancam mais três raparigas

Na mesma tarde e no preciso local onde espancaram Filipa T., um crime filmado por um cúmplice e cujas imagens, divulgadas na internet, chocaram o País, Bárbara e Raquel Oliveira, 16 e 15 anos, já tinham feito outras duas vítimas menores.
0h30
Por:Henrique Machado

Roubaram e agrediram, com bofetadas, puxões de cabelos e um pontapé, duas raparigas que seguiam para o Centro Colombo, em Benfica, Lisboa. Ficaram sem telemóveis.

Tal como, de resto, já haviam feito dois dias antes, na tarde de 19 de Maio, e mais uma vez nas traseiras de um prédio da rua Mestre Lima de Freitas. As duas jovens agressoras, nesse caso, cercaram e encostaram à parede uma rapariga menor que, sob coacção e violência, ficou sem uma carteira, os óculos escuros, dinheiro, o telemóvel e outros bens – como um desodorizante, verniz e batom.

No dia 21, quando Bárbara foi filmada a espancar uma rapariga com socos e pontapés na cabeça – crime que lhe valeu primeiro a prisão preventiva e agora a domiciliária –, as imagens mostram a agressora com a carteira que roubara dois dias antes. Bárbara e Raquel – que está agora num colégio de reeducação por ser menor de 16 anos à data dos vários crimes – atacavam sempre com cúmplices, rapazes.

ACUSAÇÃO QUASE PRONTA PARA O CRIME FILMADO

Bárbara Oliveira e Rodolfo Santos deverão ser brevemente acusados pelo Ministério Público pelas agressões a Filipa T. – foram os crimes de ofensas à integridade física que os levaram à cadeia por ordem do juiz Carlos Alexandre. Só no caso de Bárbara a medida de coacção já foi revista para prisão domiciliária. E o processo de Raquel, que ainda não tinha 16 anos quando cometeu os crimes, corre à margem – no Tribunal de Menores. Quanto aos crimes de roubo, coacção e agressões a outras vítimas, que a investigação da PSP coordenada pelo DIAP entretanto apurou, darão origem a uma acusação à parte – contra estes e outros envolvidos. De qualquer forma, no crime divulgado pela internet há uma prova para o roubo de 19 de Maio: Bárbara, nas imagens, aparece com a carteira tirada a uma das vítimas.

DIAP LIDEROU INVESTIGAÇÃO EM CONTRA-RELÓGIO DA PSP

As violentas agressões de que foi vítima uma rapariga de 13 anos indefesa, às mãos de Bárbara e Raquel Oliveira e perante a passividade de rapazes que não defenderam a menor e incentivaram o crime, filmando-o, provocaram uma reacção imediata na Justiça assim que o vídeo foi tornado público na comunicação social, dia 23 de Maio. Maria José Morgado, procuradora-geral adjunta e directora do DIAP, distribuiu e ordenou à 6ª secção daquele departamento do Ministério Público um inquérito com carácter de urgência. Avançou a Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP de Lisboa, que rapidamente localizou e deteve Bárbara e Rodolfo Santos, um jovem de 18 anos que filmou as agressões. Presentes ao juiz, recolheram em prisão preventiva.

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