segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Até à vista!



O Governo anterior, socialista, que cessou em 5 de Junho de 2011, segundo observadores mais esclarecidos que eu, fez uma investida contra os professores, visando precipitar reformas, reduzir quadros, e poupar dinheiro. O Governo anterior fez tudo o que estava ao seu alcance para esmagar os professores:

Fez desabar sobre este grupo profissional toneladas de burocracia absurda, kafkiana, e de leis muitas vezes contraditórias entre si, tanto assim que se revelaram impossíveis de cumprir; tornou-os verdadeiros proscritos perante a opinião pública, divulgando dados devidamente "trabalhados", no sentido de associar os professores a malfeitorias e benesses indevidas; promoveu activamente o encobrimento da violência nas escolas e a indisciplina.

Foi uma ofensiva impensável num Estado dito democrático. Os professores que puderam, reformaram-se. Para os que ficaram, as coisas talvez nunca mais voltem a endireitar-se. Até aos 65 anos de idade, será uma luta para resistir ao esgotamento e à depressão. Os que ficaram, ressentem-se assim:

Professores portugueses no limite do stress.

Não sei a quem aproveita isto. Não sei de que serve destruir os professores. Será que as futuras gerações já não vão precisar de ensino público, ficando a escola 'a sério' reservada para as elites?

Tem a palavra o novo Governo, chefiado por Passos Coelho, que espero faça bem melhor.

Penso falar por todos se disser que apenas pretendemos a mesma dignidade que qualquer outro cidadão.

E se me permitem, a nossa profissão também merece ser acarinhada.

Até à vista!



 Post-Scriptum:

- Todos os dias na Imprensa vamos vendo os crimes (roubos, espancamentos, chantagens, tráficos, assassínios, etc.) cometidos por meninos agora com 17, 18, 19, 20 e poucos anos, que apanharam o tempo «em que se podia bater nos professores».  Eu avisei... 

Mas a opinião pública embarcou na propaganda de que a causa dos males de Portugal eram os malandros dos professores. Agora torcem a orelha...

- O mal que se fez ao Ensino em Portugal, temo que seja irreversível, por muitas razões. Esta, por exemplo:

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