sexta-feira, 28 de março de 2014

'O que se passa nas salas de aula?'

Tanta coisa que eu me cansei durante anos de denunciar... E também eu fiz um diário:

 Uma semana de indisciplina 

Obrigado, Maria Filomena Mónica!

Mas o povo pode dormir descansado, os professores têm a vida num inferno. Uma vez escrevi num fórum que só desejava trabalhar em paz (sem ser agredido, insultado, perseguido, difamado, etc.). Logo me responderam, em tom de gozo: "Ah, pois... mas isso não pode ser...", e outros mimos.

Agora, que os miúdos aplaudidos por malharem nos professores, nos funcionários e nos colegas, já cresceram, e arreiam nos pais (como se lê nos jornais todos os dias), talvez estes desejassem não os ter encorajado.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Actualização Necessária

Primeiro deram cabo da moral, da saúde e da vida dos professores - que em diversos casos chegaram a suicidar-se e continuam a fazê-lo, infelizmente. Uma campanha de anos que levou a Sociedade a odiar quem antes respeitava. Uma campanha negra contra pessoas que dão o melhor de si mesmas e cujo único «crime» foi terem escolhido a profissão de que gostavam ou que a vida lhes pôs no caminho:



Depois, com o Ensino Público convenientemente destruído, avançou a segunda fase:






Obrigado à TVI e a Ana Leal.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Até à vista!



O Governo anterior, socialista, que cessou em 5 de Junho de 2011, segundo observadores mais esclarecidos que eu, fez uma investida contra os professores, visando precipitar reformas, reduzir quadros, e poupar dinheiro. O Governo anterior fez tudo o que estava ao seu alcance para esmagar os professores:

Fez desabar sobre este grupo profissional toneladas de burocracia absurda, kafkiana, e de leis muitas vezes contraditórias entre si, tanto assim que se revelaram impossíveis de cumprir; tornou-os verdadeiros proscritos perante a opinião pública, divulgando dados devidamente "trabalhados", no sentido de associar os professores a malfeitorias e benesses indevidas; promoveu activamente o encobrimento da violência nas escolas e a indisciplina.

Foi uma ofensiva impensável num Estado dito democrático. Os professores que puderam, reformaram-se. Para os que ficaram, as coisas talvez nunca mais voltem a endireitar-se. Até aos 65 anos de idade, será uma luta para resistir ao esgotamento e à depressão. Os que ficaram, ressentem-se assim:

Professores portugueses no limite do stress.

Não sei a quem aproveita isto. Não sei de que serve destruir os professores. Será que as futuras gerações já não vão precisar de ensino público, ficando a escola 'a sério' reservada para as elites?

Tem a palavra o novo Governo, chefiado por Passos Coelho, que espero faça bem melhor.

Penso falar por todos se disser que apenas pretendemos a mesma dignidade que qualquer outro cidadão.

E se me permitem, a nossa profissão também merece ser acarinhada.

Até à vista!



 Post-Scriptum:

- Todos os dias na Imprensa vamos vendo os crimes (roubos, espancamentos, chantagens, tráficos, assassínios, etc.) cometidos por meninos agora com 17, 18, 19, 20 e poucos anos, que apanharam o tempo «em que se podia bater nos professores».  Eu avisei... 

Mas a opinião pública embarcou na propaganda de que a causa dos males de Portugal eram os malandros dos professores. Agora torcem a orelha...

- O mal que se fez ao Ensino em Portugal, temo que seja irreversível, por muitas razões. Esta, por exemplo:

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O meu obrigado a este Governo!

Professora leva com porta e requer hospital. É bom que se habituem, diz um responsável

Luis M. Faria
11:55 Segunda feira, 29 de outubro de 2012
Uma história que, infelizmente, nem sequer parece ficção. Algures durante uma semana como outras (que podia ter sido a semana passada) numa escola de um subúrbio de Lisboa cujo nome não me vem à cabeça (e podia aliás ter sido outro) um aluno estava a provocar agressivamente dois colegas. Eles respondiam-lhe, e não havia maneira de a aula poder começar.
A professora tentou acalmá-los. Como não obedeceram, chamou duas funcionárias e pediu-lhes que levassem o provocador para a sala de estudo cumprir uma tarefa - procedimento regulamentar, segundo consta. O provocador recusou a ordem. Elas puxaram, ele resistiu, o impasse durou algum tempo. Por fim, as funcionárias disseram que iam chamar o conselho directivo.
Nessa altura o aluno levantou-se e, em tom desafiador, começou a andar vagarosamente para a saída, distribuindo pequenos toques à sua passagem. A professora foi na mesma direção, para fechar a porta. Aí ele olhou-a com raiva, pôs o pé a travar a porta, e disse que ela nunca devia ter saído do hospital.

Conselho directivo demorou a aparecer


A injúria e o tom assustaram a professora. que se defendeu como podia e fechou a porta, à qual o aluno, já fora de si, começou a dar pontapés. Ao terceiro, conseguiu abri-la, com tal força que acertou na professora. Ela caiu no chão, ficando a sangrar copiosamente da cara enquanto os alunos se levantavam gritando - e uma ou outra chorando.
As funcionárias foram chamar o conselho directivo, que não apareceu logo. Professores indignados reportariam depois o primeiro comentário ouvido a um responsável da escola. Na mesma altura em que os bombeiros assistiam a professora ferida antes de a levarem para o hospital, esse responsável terá dito em tom sentencioso, referindo-se aos professores: É bom que se habituem a estes comportamentos hoje em dia.

Currículo (demasiado) alternativo


A mensagem implícita, segundo quem ouviu, era que aquilo (a violência) acontecia aos docentes que não usavam os métodos pedagógicos adequados para lidar com turmas de 'curriculo alternativo' ou onde existem alunos que por qualquer motivo têm problemas. Quem precisava de ser educado, concluía-se, eram os professores.
Se eles não se portam bem - se não aplicam técnicas pedagógicas correctas, modernas - ficam sujeitos ao castigo físico. Este velho método educativo já não é usado nos alunos, mas pelos vistos pode ser aplicado aos docentes mais ou menos à vontade. Será o currículo alternativo deles...
Enfim, sempre é progresso. A professora agora vai ter tempo para se actualizar.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/professora-leva-com-porta-e-requer-hospital-e-bom-que-se-habituem-diz-um-responsavel=f762971#ixzz2ArwtxpnK


COMO SE VÊ, NADA MUDOU. MANTIVERAM OS SOCIALISTAS A MANDAR NAS ESCOLAS, E A MISÉRIA CONTINUA.
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--- Depois dos anos de perseguição socialista à profissão docente, pessoas mal formadas, estúpidas e cobardes, habituaram-se a "malhar" em quem não pode defender-se: os professores.

Esta senhora não se contentou em "malhar" na professora, ameaçou os filhos de morte!

Parece que se deu mal.

Se isto se deve a este Governo, o meu obrigado a este Governo!





Ameaçou que passava com o carro por cima dos filhos da docente
Condenada a 1080 euros de multa por ameaçar professora
O Tribunal de Barcelos condenou esta quarta-feira a 180 dias de multa, à taxa diária de seis euros, uma mulher de 37 anos que ameaçou a professora do filho.


A juíza titular do processo deu como provado que a arguida ameaçou que passava com o carro por cima dos filhos da professora.
A arguida foi condenada pelo crime de ameaça qualificada, tendo assim de pagar uma multa que ascende a 1080 euros.
O tribunal sublinhou que a arguida já tem antecedentes criminais e vincou o dolo com que agiu, cometendo uma "ameaça grave".
No final, a mulher, desempregada, disse que foi condenada por uma coisa que não fez e admitiu recorrer.
Segundo contou, os factos decorreram durante uma reunião no Colégio La Salle, em Barcelos, em que se terá queixado do desaparecimento do boletim de saúde do filho.
"Apenas pedi que fosse encontrado boletim, nada mais", assegurou.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ainda que mal pergunte...



Margem Sul
Prisão trava carreira no crime com 15 anos
Jovem de 27 anos do Pinhal Novo regressa à prisão.


Passeava-se de Porshe, tinha um restaurante, era membro "histórico" do gangue do Multibanco, e andava nisto há 15 anos. Ora assim sendo andava nisto desde os 12 (!!!), se ainda sei fazer contas. Tinha em casa um arsenal. Se desta vez não for mandado em liberdade, quantos anos, meses ou semanas, estará em reclusão?

Quantos destes jovens são fruto da ideologia que os dispensa de cumprir regras, para "não traumatizar", e depois acabam assim, numa vida de crime?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Mundo às Avessas

Ver post anterior.



«Laranjeiro

Irmã de aluno agredido faz queixa à PSP

Isilda Pereira, irmã do aluno de 10 anos, do 3º ano da Escola do Chegadinho, no Laranjeiro, alegadamente agredido por uma auxiliar daquele estabelecimento, afirma que vai avançar com uma queixa na Polícia contra a funcionária.

Por:C.S.

Isilda Pereira explica ao CM os pormenores do incidente: "Agredi a funcionária, à entrada da escola, porque não gostei que ela desse uma chapada na cara do miúdo. A agressão fez com que ele fosse contra uma porta de vidro que o podia cortar e provocar uma hemorragia, o que seria grave porque ele é hemofílico." A irmã do aluno afirma que só agrediu a funcionária porque esta a tinha "provocado". »

(Já) não é só nas escolas...




Enfermeiros e médicos são as principais vítimas

79 profissionais de saúde agredidos em 2010
O número de agressões a profissionais de saúde diminuiu em 2010, tendo sido registados 79 casos, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pela Direção Geral da Saúde (DGS).


Em 2007 registaram-se 35 episódios de violência contra profissionais de saúde no local de trabalho, em 2008 foram contabilizados 69 e em 2009, estão assinalados 174 episódios, número que caiu para 79 em 2010 de acordo com o relatório elaborado pelo Departamento da Qualidade na Saúde/Divisão da Gestão Integrada da Doença e Inovação da DGS.

Segundo o documento, a diminuição pode estar relacionada com "iniciativas locais" que conduziram à "melhoria da qualidade dos serviços" ou a uma redução da comunicação dos casos.

O texto refere que o "maior número de episódios de violência ocorre nos hospitais e, com menos frequência, nos centros de saúde" e que "nos hospitais, os serviços de internamento de psiquiatria e urgência correspondem ao locais onde ocorrem maior número de situações de violência".

"Pode existir uma relação com estes locais de ocorrência devido à condição psíquica do doente, no caso da psiquiatria e quanto à urgência, por ser uma das portas de entrada para o SNS", sublinha o documento.

O relatório assinala que "as vítimas predominantes são os enfermeiros e os médicos" e que na sua maioria são, "geralmente, do sexo feminino, com idade compreendida entre os 30 a 49 anos".

"Os tipos de violência com maior expressão são a injúria, violência física e discriminação/ameaça", relata o relatório, sublinhando que "o agressor é, frequentemente, o doente/utente/cliente, do sexo masculino e com idade compreendida entre os 40-59 anos".

"A maioria das vítimas revelou-se muito insatisfeita perante a forma como a instituição geriu os episódios de violência, considerando em 50% dos casos que esses episódios poderiam ter sido prevenidos e reconhecendo, em igual proporção, que os atos de violência contra os profissionais de saúde (...) são habituais", lê-se no documento.

O relatório refere igualmente que o "baixo registo de ocorrências é evidenciado em diversos estudos e pode estar relacionado com a noção que os profissionais têm de que a violência é algo que faz parte da sua profissão".

Para contribuir para a diminuição dos episódios de violência contra os profissionais de saúde, o documento sugere a divulgação do relatório "nas páginas das ordens profissionais e nas instituições de prestação de cuidados".

A DGS sugere ainda "o fornecimento anual do número de ocorrências registadas às instituições de saúde onde estas se verifiquem", a "dinamização do microsite sobre a Violência Contra os Profissionais de Saúde" e a "criação de um fórum de discussão nacional anual com os Grupos Coordenadores Institucionais de todo o país".