quarta-feira, 10 de agosto de 2011

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Hoje em Londres. São todos jovens, mas há uns, ordeiros e bem educados, que levam até sangrar e são roubados em plena rua. E outros que os assaltam e espancam. Para ver a notícia no Correio da manhã, clique aqui, sff.

São os que lá se chamam "chavs", ou "scallies", por cá "mitras" ou "chungas". Gente que vive por conta dos impostos de quem trabalha e ainda espanca, rouba e de um modo geral faz a vida negra aos cidadãos ordeiros.

Agora imagine-se o leitor a ser professor, a ver disto todos os dias, e estar de mãos atadas, pela lei vigente e pelo medo de ser considerado um "subversivo", só por teimar em defender os mais fracos da fúria destes marginais.

Mas "giro" a valer são aquelas pessoas que dizem que isto acontece porque os professores não educam os meninos!

Violência??? Onde???

Como lamento ter tido razão muito antes de tempo! Já muito antes deste blog - e basta ler desde o início - que era fácil ver onde isto iria dar. As preciosas do Eduquês, cujo habitat são os gabinetes do M.E., e a função é andar pelas escolas a vergastar professores que não se vergam à ditadura gangsta, essas preciosas foram o "braço armado" que em Portugal fez das escolas o canteiro onde isto começou a vicejar. Malhar no setor, no colega, na funcionária, no pai e na mãe, no pai e na mãe do colega, depois o gamanço e o malhanço cá fora, e por aí fora.


Estes alunos vivem narcotizados e alcoolizados. Não fazem ideia de qualquer "conteúdo" escolar. As preciosas deram instruções para que os seus "saberes" sejam aceites como "válidos" e estabeleceram como "objectivos" o velho "desde que eles aprendam a estar sentados já é bom".


Indiferentes à realidade - que desconhecem ou filtram pelos seus óculos tardo-marxistas, as preciosas continuam a tocar harpa enquanto Roma arde. E o grosso dos professores continua a dizer que Roma não está nada a arder, porque se disserem o que vêem, têm má avaliação, são "conflituosos".


Lembro, agora e sempre, que o ministério capitaneado por Maria de Lurdes Rodrigues processou os jornalistas que fizeram a célebre reportagem "A Violência Vai à Escola", onde se mostrava meninos destes a jogar capoeira dentro das salas de aula, enquanto os professores e os alunos não criminosos fingiam que ensinavam e aprendiam, respectivamente.

Aí vai o post de Ramiro Marques:









10 Agosto, 2011 Posted by prof ramiro marques

Fonte: Daily Mail de 10/8/2011

Os jovens que alimentam a onda de destruição e pilhagem que varre Londres, Birmingham, Liverpool e Manchester têm muita coisa comum. E são essas coisas em comum que fizeram deles animais selvagens para quem o tempo se resume ao presente e este não é mais do que uma sucessão de acontecimentos que se limitam a alimentar a parte da alma que os humanos partilham com os outros seres vivos: a parte vegetativa. Os instintos mais primários. Os apetites mais animalescos. O que os une e faz mover?

Dormir, comer, fazer sexo, ostentar roupas e gadgets (iPhones e blackberries) que dão status dentro do grupo (sinais de status e de dominação), abusar do álcool e das drogas recreativas, tais são os horizontes e os limites dos jovens que incendiaram dezenas de apartamentos e pilharam centenas de lojas em Londres perante a passividade da polícia e a inércia de um primeiro-ministro que tardou em abandonar as férias na Toscana.

Os adeptos da teoria sociológica dos coitadinhos fazem dos algozes vítimas de uma sociedade a quem acusam de não lhes dar empregos, reduzir o financiamentos dos centros juvenis e de proceder a cortes nos serviços sociais. Esquecem que, nos três primeiros dias de pilhagens, um único website de emprego oferecia quase 3000 vagas para estágios em empresas situadas na cidade de Londres. Uma pesquisa simples no website de ofertas de emprego Monster.Com permite identificar milhares de ofertas nas principais cidades do Reino Unido.

Estes jovens têm em comum outras coisas: não conseguem escrever para além de um mensagem curta de telemóvel, crescerem apenas com a mãe, nunca tiveram em casa uma figura masculina com autoridade para além dos contactos fortuitos com os namorados das mães, não gozaram do privilégio de tomar as refeições a horas certas e em família, nunca leram um livro, passearam pela escola durante anos sem aprenderem nada de significativo, habituaram-se a fazer tudo o que querem sem que haja alguém com autoridade para estabelecer limites ou punir comportamentos degradantes e violentos.

Os mais violentos destes jovens habituaram-se ainda a cometer crimes sabendo à partida que os crimes não são investigados ou, caso o sejam, os processos acabam por ser arquivados.

No Reino Unido como em Portugal, os adolescentes que roubam carros e assaltam pessoas nas ruas sabem que a probabilidade de serem responsabilizados pelos crimes é próxima do zero. Cresceram gozando de total impunidade e sem conhecerem limites para a satisfação dos seus instintos animalescos. Aprenderam a gozar da impunidade nas escolas passando anos a exercer violência física sobre colegas sem serem responsabilizados pelos atos. A escola permissiva e "tolerante" naturalizou a violência, a linguagem obscena e a má educação.

São brutos, feios e maus. E andam à solta. Gozam de impunidade quase total.

Os jovens e adultos ordeiros temem-nos. Habituaram-se a deixar para eles o território. Um território que eles fazem por ser deles, degradando-o e confinando-o com as suas marcas a fim de expulsarem dele os jovens ordeiros e respeitadores. Tal como os animais selvagens fazem nos territórios que lhes pertencem.

Os professores foram treinados e educados por uma ideologia educativa permissiva e relativista a desculpabilizá-los, a entregar-lhes os espaços escolares, a aceitarem a linguagem rasteira, quantas vezes obscena, porque sabem que se os afrontarem terão a oposição das mães, dos colegas e dos diretores das escolas.

Este caldo de cultura onde as pilhagens juvenis medram não é recente. Existe nas periferias de Londres e também em Lisboa, Setúbal e Porto. O caldo de cultura está lá e a violência gratuita vai estalar sem aviso prévio.

"Como explicar a demissão no uso da autoridade por parte das autoridades: das pilhagens de Londres às escolas de Portugal"

(Ou dito de outra forma: pais, professores, polícias, magistrados, e qualquer cidadão, que se atrevam a contrariar esta sacrossanta "juventude", são uns botas de elástico, levam na corneta e ninguém lhes acode. Por isso há que comer e calar.)









in RAMIRO MARQUES :




Fonte: The Telegraph

Gostava de ter escrito o artigo de Ed West publicado hoje no diário britânico, The Telegraph, para explicar a crónica falta de autoridade que assola os agentes de autoridade. Pior do que ausência de autoridade é a demissão e o medo de usar a autoridade.

O brilhante texto de Ed West procura fazer luz sobre as causas que estão na origem dos atos de pilhagem e destruição gratuita que varrem Londres há vários dias. O que Ed West quis explicar é por que razão se chegou ao ponto de as autoridades se recusarem a usar a autoridade legítima para fazer cumprir a lei, defender a propriedade e proteger a integridade física das vítimas. Podemos estabelecer um paralelo com a violência e indisciplina em algumas escolas de Portugal. É o que farei de seguida:

Há razões políticas, culturais e psicológicas que explicam a demissão do uso da autoridade por parte dos professores. Tal como por parte dos polícias ingleses.



Essas razões radicam em várias fontes: desde logo, a escola e a universidade, baluartes hodiernos do relativismo radical e do politicamente correto; depois, a educação parental, ela própria filha do relativismo; por fim, o ambiente cultural criado e veiculado pelos media, com particular destaque nas últimas quatro décadas, e que tanto afetou a psique e o caráter da maior parte dos professores atuais.

British people have mostly internalised this fear, usually adopting a Stockholm Syndrome liberalism; for example, I believe that the reason so many young teachers in inner cities are textbook liberals who blame various institutions and authorities for the bad behaviour of their pupils is because they physically fear those kids, and it is easier to side with the one you fear. In contrast the kids do not fear anyone in authority – not teachers, not churchmen, not policemen or army officers, and especially not fathers. That is because, in essence, the people in authority in Britain have abandoned that authority, for various psycho-political reasons.




Para saber mais
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