segunda-feira, 14 de novembro de 2011

(Já) não é só nas escolas...




Enfermeiros e médicos são as principais vítimas

79 profissionais de saúde agredidos em 2010
O número de agressões a profissionais de saúde diminuiu em 2010, tendo sido registados 79 casos, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pela Direção Geral da Saúde (DGS).


Em 2007 registaram-se 35 episódios de violência contra profissionais de saúde no local de trabalho, em 2008 foram contabilizados 69 e em 2009, estão assinalados 174 episódios, número que caiu para 79 em 2010 de acordo com o relatório elaborado pelo Departamento da Qualidade na Saúde/Divisão da Gestão Integrada da Doença e Inovação da DGS.

Segundo o documento, a diminuição pode estar relacionada com "iniciativas locais" que conduziram à "melhoria da qualidade dos serviços" ou a uma redução da comunicação dos casos.

O texto refere que o "maior número de episódios de violência ocorre nos hospitais e, com menos frequência, nos centros de saúde" e que "nos hospitais, os serviços de internamento de psiquiatria e urgência correspondem ao locais onde ocorrem maior número de situações de violência".

"Pode existir uma relação com estes locais de ocorrência devido à condição psíquica do doente, no caso da psiquiatria e quanto à urgência, por ser uma das portas de entrada para o SNS", sublinha o documento.

O relatório assinala que "as vítimas predominantes são os enfermeiros e os médicos" e que na sua maioria são, "geralmente, do sexo feminino, com idade compreendida entre os 30 a 49 anos".

"Os tipos de violência com maior expressão são a injúria, violência física e discriminação/ameaça", relata o relatório, sublinhando que "o agressor é, frequentemente, o doente/utente/cliente, do sexo masculino e com idade compreendida entre os 40-59 anos".

"A maioria das vítimas revelou-se muito insatisfeita perante a forma como a instituição geriu os episódios de violência, considerando em 50% dos casos que esses episódios poderiam ter sido prevenidos e reconhecendo, em igual proporção, que os atos de violência contra os profissionais de saúde (...) são habituais", lê-se no documento.

O relatório refere igualmente que o "baixo registo de ocorrências é evidenciado em diversos estudos e pode estar relacionado com a noção que os profissionais têm de que a violência é algo que faz parte da sua profissão".

Para contribuir para a diminuição dos episódios de violência contra os profissionais de saúde, o documento sugere a divulgação do relatório "nas páginas das ordens profissionais e nas instituições de prestação de cuidados".

A DGS sugere ainda "o fornecimento anual do número de ocorrências registadas às instituições de saúde onde estas se verifiquem", a "dinamização do microsite sobre a Violência Contra os Profissionais de Saúde" e a "criação de um fórum de discussão nacional anual com os Grupos Coordenadores Institucionais de todo o país".

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