quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O meu obrigado a este Governo!

Professora leva com porta e requer hospital. É bom que se habituem, diz um responsável

Luis M. Faria
11:55 Segunda feira, 29 de outubro de 2012
Uma história que, infelizmente, nem sequer parece ficção. Algures durante uma semana como outras (que podia ter sido a semana passada) numa escola de um subúrbio de Lisboa cujo nome não me vem à cabeça (e podia aliás ter sido outro) um aluno estava a provocar agressivamente dois colegas. Eles respondiam-lhe, e não havia maneira de a aula poder começar.
A professora tentou acalmá-los. Como não obedeceram, chamou duas funcionárias e pediu-lhes que levassem o provocador para a sala de estudo cumprir uma tarefa - procedimento regulamentar, segundo consta. O provocador recusou a ordem. Elas puxaram, ele resistiu, o impasse durou algum tempo. Por fim, as funcionárias disseram que iam chamar o conselho directivo.
Nessa altura o aluno levantou-se e, em tom desafiador, começou a andar vagarosamente para a saída, distribuindo pequenos toques à sua passagem. A professora foi na mesma direção, para fechar a porta. Aí ele olhou-a com raiva, pôs o pé a travar a porta, e disse que ela nunca devia ter saído do hospital.

Conselho directivo demorou a aparecer


A injúria e o tom assustaram a professora. que se defendeu como podia e fechou a porta, à qual o aluno, já fora de si, começou a dar pontapés. Ao terceiro, conseguiu abri-la, com tal força que acertou na professora. Ela caiu no chão, ficando a sangrar copiosamente da cara enquanto os alunos se levantavam gritando - e uma ou outra chorando.
As funcionárias foram chamar o conselho directivo, que não apareceu logo. Professores indignados reportariam depois o primeiro comentário ouvido a um responsável da escola. Na mesma altura em que os bombeiros assistiam a professora ferida antes de a levarem para o hospital, esse responsável terá dito em tom sentencioso, referindo-se aos professores: É bom que se habituem a estes comportamentos hoje em dia.

Currículo (demasiado) alternativo


A mensagem implícita, segundo quem ouviu, era que aquilo (a violência) acontecia aos docentes que não usavam os métodos pedagógicos adequados para lidar com turmas de 'curriculo alternativo' ou onde existem alunos que por qualquer motivo têm problemas. Quem precisava de ser educado, concluía-se, eram os professores.
Se eles não se portam bem - se não aplicam técnicas pedagógicas correctas, modernas - ficam sujeitos ao castigo físico. Este velho método educativo já não é usado nos alunos, mas pelos vistos pode ser aplicado aos docentes mais ou menos à vontade. Será o currículo alternativo deles...
Enfim, sempre é progresso. A professora agora vai ter tempo para se actualizar.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/professora-leva-com-porta-e-requer-hospital-e-bom-que-se-habituem-diz-um-responsavel=f762971#ixzz2ArwtxpnK


COMO SE VÊ, NADA MUDOU. MANTIVERAM OS SOCIALISTAS A MANDAR NAS ESCOLAS, E A MISÉRIA CONTINUA.
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--- Depois dos anos de perseguição socialista à profissão docente, pessoas mal formadas, estúpidas e cobardes, habituaram-se a "malhar" em quem não pode defender-se: os professores.

Esta senhora não se contentou em "malhar" na professora, ameaçou os filhos de morte!

Parece que se deu mal.

Se isto se deve a este Governo, o meu obrigado a este Governo!





Ameaçou que passava com o carro por cima dos filhos da docente
Condenada a 1080 euros de multa por ameaçar professora
O Tribunal de Barcelos condenou esta quarta-feira a 180 dias de multa, à taxa diária de seis euros, uma mulher de 37 anos que ameaçou a professora do filho.


A juíza titular do processo deu como provado que a arguida ameaçou que passava com o carro por cima dos filhos da professora.
A arguida foi condenada pelo crime de ameaça qualificada, tendo assim de pagar uma multa que ascende a 1080 euros.
O tribunal sublinhou que a arguida já tem antecedentes criminais e vincou o dolo com que agiu, cometendo uma "ameaça grave".
No final, a mulher, desempregada, disse que foi condenada por uma coisa que não fez e admitiu recorrer.
Segundo contou, os factos decorreram durante uma reunião no Colégio La Salle, em Barcelos, em que se terá queixado do desaparecimento do boletim de saúde do filho.
"Apenas pedi que fosse encontrado boletim, nada mais", assegurou.

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