quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Até que enfim!

Parece que os pais já perceberam:



Escola Pintor José de Brito

Pais estão a impedir os filhos de ir às aulas por considerarem que estão “em perigo

Aluno agressivo revolta pais
Os pais dos alunos do 7º C da escola Pintor José de Brito, em Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo, estão a impedir os filhos de irem às aulas.

Por:F.V.


Em causa está o facto de na turma existir um rapaz, de 13 anos, que os pais consideram "um perigo" para os filhos. "É um miúdo violento, que perturba as aulas e amedronta os colegas. Temos medo que um dia possa vir armado e haja uma desgraça", contou ao CM uma mãe, que pediu o anonimato. Ao fecho desta edição, os pais estavam reunidos com a Direcção Regional de Educação do Norte.


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Crianças faltam à escola por causa de colega violento

Caso passou-se em Viana do Castelo


Encarregados de educação de uma escola de Viana do Castelo não aceitam que os filhos frequentem a mesma turma de um colega de 13 anos, alegadamente violento, e 25 alunos faltaram hoje às aulas pelo terceiro dia consecutivo, noticia a Lusa.

«As crianças ficam cá fora porque não há condições de segurança e vamos estar aqui enquanto não encontrarem uma solução. Para os nossos filhos e para este rapaz, que também tem direito à escola, mas devidamente acompanhando», disse hoje à Lusa Célia Marques, uma das mães que hoje, pelo terceiro dia esta semana, protestaram à porta da escola.

O caso arrasta-se desde o início deste ano lectivo numa turma do sétimo ano da EB 2,3 e Secundária Pintor José de Brito, em Santa Marta de Portuzelo, envolvendo um aluno descrito pelos restantes encarregados de educação como «problemático» e «violento» com os colegas, de 12 anos.

No ano lectivo 2009/2010 o rapaz frequentou aquela escola mas devido a alegados conflitos acabou por ser transferido para outro estabelecimento de ensino do concelho, tendo regressado agora a Santa Marta de Portuzelo.

Em Outubro passado, por agredir a pontapé um outro colega de turma, o rapaz foi suspenso durante dez dias, castigo que terminou esta segunda-feira, quando estava previsto o regresso à escola.

Contudo, os encarregados de educação dos alunos daquela turma impediram que os restantes fossem às aulas, num protesto que estão dispostos a manter nos próximos dias até que seja apresentado um plano de acompanhamento e «garantidas as condições de segurança».

«Já apresentei queixa na GNR e o caso foi encaminhado para o Ministério Público. Não se admite que as crianças venham aqui para aprender e cheguem cheias de medo de serem agredidas. Isto foi a gota de água», disse à Lusa Maria Parente, mãe da criança agredida em Outubro.

Para tentar desbloquear a situação, representantes da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) reuniram esta quarta-feira na escola com encarregados de educação, do agrupamento escolar, da Segurança Social e da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.

O menor é descrito por alguns técnicos que o acompanharam como «muito agressivo» com alunos, professores e até com elementos da direcção da escola, registando um «forte absentismo» escolar.

«Ninguém nos apresentou uma solução válida para garantir a segurança dos nossos filhos e o devido acompanhamento da criança. Aguardamos que nos seja apresentado um plano de acompanhamento e enquanto isso não acontecer vamos continuar aqui à porta com os miúdos», disse ainda Célia Marques.

A directora do Agrupamento de escolas da Pintor José de Brito admitiu à Lusa que a situação «já foi participada à tutela» e que estão ser tomadas medidas, mas escusou-se a adiantar mais pormenores.

A mãe da criança reuniu hoje na escola, com a direcção, e no final garantiu que o filho «tem sido excluído» pela restante turma e que «apesar de não ser nenhum santo, também não é o monstro que querem fazer parecer».

«Teve algumas atitudes lamentáveis, como qualquer outra criança. Não é motivo para este protesto, na minha opinião, e por isso amanhã [sexta-feira] vai regressar à escola», disse ainda a mãe, preferindo não se identificar.

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