terça-feira, 9 de março de 2010

Jovens Soldados - 2

Ainda a propósito da notícia do Público, não pomos em causa as boas intenções da referida associação de pais. Mas achamos que esta medida, ainda que bem intencionada, não vai adiantar nada.


Há escolas, em países do Norte da Europa, que simplesmente não têm funcionários.
Porque será? Porque há REGRAS, e se as regras são boas, e se são cumpridas, não é necessário haver "pastores" de crianças ou adolescentes.
Quando as regras acabaram, como nas escolas portuguesas, estes paliativos não adiantam.

Fiquem com mais dois testemunhos de leitores da referida notícia:

«Isto nem...

Isto nem com um policia em cada esquina resolvia!!! Fala-se do Bullying como se fosse uma coisa nova. O fenómeno já é antigo. Tenho 42 anos e no meu tempo já havia. No meu caso era um dos que não deixava que me pusessem a mão em cima. Nem admitia que os agredissem os mais fracos. Como eu haviam alguns, poucos, que fazíamos de policias na escola e fora dela, quando íamos para casa. Só que hoje é o cada um por si e o salve-se quem puder. Os valores morais eram outros.

Lembro-me dos meus primeiros dias de escola e de um dia vir a chorar para casa porque um colega me bateu. O meu Pai disse-me assim. Aprende a defenderes-te, pois a próxima vez que venhas a chorar para casa apanhas uns estalos. Como apanhar era coisa que não gostava passei a defender-me. E enganem-se se pensam que era grande ou forte, antes pelo contrario, era o minorca da turma, mas não aceitava que me batessem ou que batessem nos miúdos mais fracos. Mas hoje em dia ninguém defende ninguém. Se por acaso um Pai chama a atenção de um matulão qualquer por estar a incomodar os mais pequenos, somos enxovalhados por estes pequenos delinquentes e se for preciso o Policia à porta da escola ainda vem tirar satisfações. É claro ... »



E este, não menos lapidar:

«§(º!º)§

Tudo tem um lado positivo e um negativo, até as coisas mais terríveis. Quando retiraram poderes de disciplina aos professores, a ponto de, por mais inconveniente que fosse a criança, quase não poder haver castigo para ela; quando não se podia reprovar uma criança, por pior aluno que fosse, por mais que faltasse às aulas, estavam à espera de quê?


Desde que eles nascem, vivem numa constante procura de espaço para se afirmarem e, se não se impuserem limites, além de eles acharem que ninguém se interessa por eles, as coisas dão normalmente para o torto. O que é que um animador pode fazer com jovens de 18 anos a lutar? Entrar no meio e sair com um olho roxo? Viver de baixa médica nas escolas de bairros problemáticos (e não só)? Acordaram tarde para o assunto. Os papás terão de fazer um exame de consciência também.

Castigo disciplinares, fazem muito bem. Expulsões também, porque se não for a escola a fazê-lo, será a sociedade, mais tarde (cadeia depois de adultos), "fechar-se a torneira" às famílias que dependem de subsídios, quero ver se esses pais não começam a ensinar bons modos aos filhos. Enquanto o diabo esfrega um olho, os meninos mudarão como da água para o vinho!»

Este leitor põe o dedo na ferida...

Para que não me acusem de censurar sem apresentar soluções:

A curto prazo é preciso tolerância zero para todas as formas de violência. Não são "animadores" que fazem falta nas escolas. Nem"mais funcionários para combaterem a violência". Os alunos já não respeitam nenhum funcionário!

No estado actual das escolas faz falta Polícia dentro das escolas.

Não em todas as escolas, mas em muitas delas, sobretudo as que recebem alunos eufemisticamente chamados "problemáticos". Aí fazem falta polícias no activo e dos de intervenção. Em escolas mais pequenas e de alunos normais, algum acompanhamento policial e tolerância zero para a violência.

A médio prazo, há que contrariar a tendência para macro-escolas, que está a vigorar, na tendência socialista para a massificação de tudo. Escolas mais pequenas, ambiente familiar. A escola deve ser uma casa.

Fim das misturas de crianças com jovens adultos, como os dos famigerados cursos CEF. É uma mistura explosiva.

A longo prazo:

Uma Escola com regras, com bom senso, e com autoridade aliada ao amor, não precisa de mais nada. Não vai resolver os problemas do mundo, mas vai merecer ser chamada Escola, e não depósito de crianças.

Não sabem fazer? Copiem! Pode ser... da Finlândia!

Mas para isso é necessário que não sejam políticos nem "sociólogos da educação" a mandar no Ensino. Devem ser pessoas que saibam pelo menos do que estão a tratar...

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