quinta-feira, 25 de março de 2010

As Ideias de Paulo Rangel


O Público online de hoje traz um inquérito aos candidatos à liderança do PSD sobre as suas ideias para o Ensino. Não faço ideia do que pode estar por trás das palavras dos candidatos, porque, sendo eles políticos, são mestres na arte de bem falar... e de agradar a todos, se possível.

Há ideias muito boas "no papel", mas cuja interpretação prática pode deitar a perder.

Não sou do PSD, ninguém me pediu opinião, mas Paulo Rangel parece-me o que tem ideias mais assentes sobre o tema. Resta saber se há agendas escondidas, cedências a lóbis, etc. Destaquei a verde o que mais me agradou, e a encarnado o que me desagradou.

Não sou entusiasta do "ensino pré-escolar". Todos devem ter direito à infância. O hábito de se armazenar crianças desde tenra idade e de lhes monitorizar a vida até ao ínfimo pormenor, gera adolescentes rebeldes, fartos de regras. E adultos insatisfeitos, "incompletos".

Continuo à espera de um Chefe de Governo e de um Ministro que não vire a casa do avesso assim que chega. Que saiba efectivamente o que deve ser o Ensino, que tenha, numa palavra, capacidade para o cargo.


"Paulo Rangel
Eurodeputado


O principal problema da educação é a falta de exigência e disciplina no ensino. E não já o carácter público ou privado das escolas ou a controversa avaliação dos professores. O facilitismo e o laxismo socialistas têm de ser banidos.

Apenas os valores da exigência e da autoridade transformam a escola numa instância social de transmissão do conhecimento. Só a escola exigente é uma escola inclusiva, uma vez que os estratos sociais mais desprotegidos só têm a oportunidade de aprender na escola. Os exames nos diferentes ciclos do básico e no secundário, a avaliação da oralidade e os trabalhos de casa, por exemplo, são instrumentos que podem reforçar os mecanismos de exigência.

O ensino técnico-profissional deve passar a ser uma prioridade da educação em Portugal, afastando tabus e preconceitos do passado. Trata-se do meio mais eficaz de combate ao abandono escolar e de promoção da mobilidade social, conferindo ferramentas de trabalho facilitadoras da entrada no mercado de emprego. É também fundamental tornar universal e mesmo obrigatório o ensino pré-escolar como factor decisivo para o futuro sucesso escolar. Tudo isto no quadro de uma escola mais autónoma, com projecto e gestão descentralizada, em que a liberdade de escolha (mesmo nas públicas) seja incrementada."

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