domingo, 22 de março de 2009

EPÍLOGO

Nos tempos que correm, parece ser estratégia de alguns Governos (não só do Governo português), o alijar de responsabilidades, como a de promover segurança, trabalho, qualificação profissional, bem-estar social, e olhar para as escolas e para os professores como donos de uma varinha mágica que faça aparecer cidadãos "salvadores da Pátria".

Tudo se pede às escolas e aos professores, e, de caminho, todos os males do mundo se lhes apontam. O País não funciona bem? A culpa é dos professores! São um bombo da festa conveniente, e de caminho até dão jeito para justificar que boa parte da população ganhe mal.
Há políticos desonestos que espalham falácias, como as de que os professores ganham 3 mil euros e trabalham 6 horas por semana com 6 alunos cada um, em média.

Haverá necessidade de dizer que isto é absurdo, ofensivo, calunioso, criminoso, até???

Algumas pessoas recordam os seus tempos de escola, em que se aprendia mais, e em que havia mais respeito.

Esquecem-se de que nesses tempos, iam estudar os meninos de famílias que valorizavam a instituição Escola.

Outros lembram que há 30 anos que as escolas têm problemas. Esquecem-se de que há 30 anos houve uma revolução em Portugal, e, se antes a escola era obrigatória até à 4ª classe, a seguir à revolução a escolaridade foi alargada.

E que todos os meninos passaram a andar na escola até ao 9º ano. A seguir á revolução foram recrutadas pessoas para dar aulas. Não foram recrutados professores.

Essas pessoas fizeram o possível, mas raramente bem. Essa não é a situação hoje! Já há muitos anos que há professores com formação académica e profissional de grande qualidade. Assim pudessem trabalhar.

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